5 ataques hackers direcionados aos gamers

Videogames, sites e aplicativos são alvos de cibercriminosos

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A era digital chegou com força, mostrando que a realidade é muito mais densa que filmes de ficção científica. Nos últimos meses, diversos cenários relacionados a brechas de segurança tem preocupado empresas e usuários de dispositivos eletrônicos.

Ninguém consegue fugir quando o ataque é surpresa, como aconteceu na PlayStation Network, em 2019. A rede foi atacada e roubaram dados de 77 milhões de contas e 12 mil cartões de créditos e, assim, na época a criando uma curva gigante nos valores das ações, se tornando uma das maiores quedas da companhia.

É claro que isso não acontece apenas em videogames, mas os jogadores fazem parte da lista de alvos de terceiros com intenções maliciosas. Agora a ESET, empresa europeia de segurança, compartilhou um pouco de como os hackers podem agir para roubar os dados dos gamers. São eles:

Ataques DDoS para interromper o serviço

Os ataques de DoS e DDoS são comuns em todos os dispositivos da atualidade e costumam ser realizadas para derrubar um serviço ou site em questão. A técnica funciona quando o hacker cria um sistema de acessos ao site e com a enorme quantidade de acessos o site ou serviço acaba caindo, sem deixar ninguém entrar.

Em 2014, a Sony e Microsoft sofreram com ataques. Os responsáveis faziam parte do grupo de hacktivismo Lizard Squad. As redes online dos consoles, PlayStation Network e Xbox Live, caíram durante o Natal devido a um ataque DDoS.

Sites comprometidos para obter credenciais e outros dados

Essa dica não é apenas para os jogadores, pois há vulnerabilidade em todos os cantos em que há conexão com internet. Pesquisadores da ESET descobriram o “João”, um malware que apareceu em jogos da empresa Aeria Games que podem ser encontrados em sites não oficiais. O Grand Fantasia é um desses jogos.

Em 2016, até a gigante Epic Games sofreu com uma vulnerabilidade semelhante, em que dados de membros da sua comunidade foram expostos através do fórum da empresa. A EA Games também contou com uma falha em sua plataforma de distribuição de jogos, expondo mais de 300 milhões de contas.

Roubar dinheiro com ransomware e scareware

Você já ouviu história sobre sequestro, não é mesmo? Então, em 2015 ocorreu um caso em que jogadores foram surpreendidos por criminosos que infectaram suas máquinas e exigiram pagamento para que conseguissem voltar a jogatina sem perder nada.

Foi usado o Teslacrypt e os jogadores precisaram pagar US$ 500 em bitcoin para continuar a jogatina. Na época, foram afetados 40 jogos, incluindo clássicos como Call of Duty, World of Warcraft, Minecraft e World of Tanks.

Também foram realizados golpes por aplicativos scareware. Alguns mais clássicos eram de aplicativos que prometiam cheats para jogos, como ocorreu com o Minecraft, mas, ao instalarem os apps, era informado que o usuário estava com vírus e precisaria pagar 4,8 euros por mês para reverter a situação.

Ataques de força bruta e keyloggers para obter senhas

No início deste ano, o hacker responsável por roubo de dados de usuários da Microsoft e Nintendo escapou da prisão, mostrando que devemos manter o máximo de segurança nos computadores. Existem milhares de casos em que há o roubo de senhas e nomes de usuários, como aconteceu há algum tempo com a PSN, 2K Game Studios e Windows Live, que tiveram os dados roupados pelo grupo DerpTrolling e divulgados na internet.

Há muitos casos em que o cibercriminoso acessa a conta de alguns usuários simplesmente “chutando” a senha, já que muitas vezes são fracas. Então a dica é: crie um password complicado!

Engenharia Social para a realização de ataques

A engenharia social é um dos ataques mais comuns e usado antes mesmo de surgir a internet. Esses casos acontecem, por exemplo, quando alguém liga para um usuário afirmando ser de uma empresa oficial, mas, na verdade, essa pessoa só quer roubar os dados.

Parar criar golpes mais atrativos e que façam os usuários acreditarem, os cibercriminosos buscam por informações deles em redes sociais e assim criam fraudes mais confiáveis.

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Apesar dos jogadores não serem os únicos a caírem nos problemas relatados acima, vimos que muitas empresas relacionadas ao mundo dos jogos e seus respectivos clientes são vítimas dos crimes que acontecem na web. Então, vamos ficar ligados e proteger os nossos dados.

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