Apple e Foxconn são acusadas de violar lei trabalhista na China

Ambas são responsáveis pelo excesso de trabalhadores temporários

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A Apple foi acusada de violar a lei trabalhista da China. Ao lado da Foxconn, a gigante de Cupertino foi indiciada por contratar mais funcionários temporários do que é permitido nas empresas e não oferecer o mínimo necessário aos trabalhadores.

De acordo com informações da China Labor Watch – organização não governamental que tem como missão a defesa dos direitos dos trabalhadores na China –, as duas empresas estão usando cerca de 50% de trabalhadores temporários para produzir as últimas levas de iPhone, que, possivelmente, são os dispositivos que devem ser anunciados no evento da Apple nesta próxima terça-feira (10).

A fábrica de iPhones em questão fica em Zhengzhou, na China, e é considerada a maior do mundo. A organização ainda afirma que, antes, a contratação de funcionários temporários não era comum, mas a Foxconn aumentou esse número nos últimos anos.

A Apple confirmou sobre a contratação de funcionários temporários, porém, afirma que as horas extras são escolhidas voluntariamente, sem obrigações. A Foxconn também confirmou sobre o excesso de trabalhadores temporários, mas afirmou que já está montando um plano para resolver o problema.

Foi revelado que os trabalhadores ganham apenas US$ 1,68 por hora e mais US$ 2,52 por hora extra, valor considerado insuficiente para sustentar uma família em Zhengzhou. Apesar disso, as companhias afirmaram que estão pagando os valores justos, horas extras, e todas as compensações estão sendo feitas de acordo.

Infelizmente, para a Apple, a informação foi publicada pouco antes do evento que a empresa realizará nesta próxima terça-feira (10) para a divulgação dos seus novos produtos.

Via Gizmodo

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