Apple planeja distribuir filmes originais primeiro no cinema

Decisão pode ter sido influenciada por J.J. Abrams

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A Apple está com planos de disponibilizar seus filmes originais, projetados para seu serviço Apple TV+, (que será lançado no dia 1° de novembro) primeiro nos cinemas. Só depois de estrear nas grandes telas, as produções iriam para o serviço de streaming. A estratégia de distribuição seria parecida àquela adotada pela Amazon, mas completamente contrária à da Netflix. As informações são do The Wall Street Journal.

Como explica o jornal, a Apple quer que a crítica especializada tenha acesso aos originais da empresa. Ao mesmo tempo, o movimento permitiria que as produções concorressem a grandes prêmios como o Oscar. Já que para participar de festivais e prêmios, filmes precisam – obrigatoriamente – ter apresentações teatrais e não apenas no streaming. Além disso, a Apple espera ser reconhecida como uma criadora de conteúdos de prestígio, onde seus filmes terão foco em personagens, em vez de blockbusters.

Outro motivo que colabora com essa decisão é que a Apple também quer o prestígio de filmes premiados. E, para isso ela precisa que produtores e diretores concordem com suas políticas de distribuição de conteúdo. Produtores e diretores exigentes só aceitam contratos onde sabem que seu trabalho pode concorrer a grandes prêmios.

Como sugere a reportagem do WSJ, esse é o caso de J.J. Abrams que teria declinado um contrato para trabalhar com a Apple, pois a empresa ainda não pensava em veicular seus filmes no cinema antes. Em vez disso, Abrams optou por trabalhar com a Warner Media, que pagou cerca de US$ 250 milhões ao diretor.

O Apple TV+ será lançado no dia 1º de novembro, custando US$ 4,99 por mês. Um dos serviços de streaming mais baratos do segmento. A Apple também deve oferecer o Apple TV+, por um ano a qualquer um que compre um dispositivo Apple.

No mês passado, a Apple teria gastado US$ 300 milhões na produção de somente duas temporadas de uma série de comédia chamada “The Morning Show”. A critério de comparação, a última temporada de Game of Thrones da HBO custou cerca de US$ 15 milhões. Já a série de ficção científica, “See”, também produzida para a plataforma da Apple teria custado US$ 15 milhões por episódio.

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