Cientista descobre sistemas estelares com múltiplos sóis

Teria Cássia Eller previsto isto na música “O segundo sol”?

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A ciência já foi capaz de identificar mais de 4 mil exoplanetas espaço afora e, até pouco tempo, acreditava-se que estes planetas orbitavam estrelas únicas, como o Sol. Agora, o astrofísico Markus Mugrauer, da Universidade Friedrich Schiller de Jena, descobriu que o universo não segue um padrão para isso.

Durante seus estudos, o astrofísico encontrou e caracterizou sistemas estelares múltiplos que contêm exoplanetas, o que o fez perceber que a presença de várias estrelas tem influência direta no processo de formação e desenvolvimento destes planetas. “Vários sistemas estelares são muito comuns em nossa Via Láctea. Se tais sistemas incluem planetas, eles são de particular interesse para a astrofísica, porque os sistemas planetários neles podem diferir do nosso sistema solar de maneiras fundamentais”, explicou Mugrauer.

Para entender mais sobre sistemas multiestelares, Mugrauer pesquisou mais de 1.300 estrelas hospedeiras de exoplanetas em busca de estrelas companheiras e encontrou 200 delas. Só no percurso observado por Magrauer, que corresponde a 10 mil UA (unidades astronômicas, o equivalente a distância entre o Sol e a Terra), 15% das estrelas encontradas tinham companheiras.

A maioria dos sistemas estelares múltiplos possui duas estrelas, contudo, cerca de 25 possuem três, enquanto apenas um possui quatro estrelas só para si. Nestes casos, as estrelas principais se encontram cerca de cinco vezes mais distantes de seus planetas do que em sistemas estelares únicos. Segundo Mugrauer, isso pode indicar que “a influência de várias estrelas em um sistema estelar atrapalha o processo de formação do planeta e o desenvolvimento de suas órbitas”, provavelmente devido à força gravitacional da estrela companheira.

A partir do estudo, o astrofísico ainda conseguiu descobrir a massa, a temperatura e o estágio de evolução das estrelas companheiras que, em sua maioria, são anãs leves e frias com um brilho levemente vermelho. Há, também, oito anãs brancas, ou seja, apenas o núcleo queimado de uma estrela que antes era como o Sol.

Para o futuro, Mugrauer espera continuar o projeto até ser capaz de caracterizar qualquer estrela companheira com precisão. “Seremos capazes de investigar a influência precisa da multiplicidade estelar na formação e desenvolvimento de planeta”, finalizou.

Fonte: Science Daily

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