Como desarmar uma bomba nuclear? A ciência tem a resposta

Método do MIT pode verificar se uma ogiva nuclear está realmente desativada

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O risco de uma nova guerra nuclear não parece mais uma coisa que até então acontecia só em filmes, com alguns países, entre eles Rússia, Estados Unidos, China e Irã como potências no desenvolvimento desse tipo de armamento. Agora, especialistas podem ter encontrado uma maneira que pode ajudar na verificação se uma arma nuclear está realmente desarmada.

A novidade vem de um grupo de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Eles criaram um método que usa feixes de nêutrons para determinar algumas características de ogivas nucleares. Depois, utilizam um filtro isotópico que criptografa fisicamente as informações nos dados medidos, indicando algumas de suas principais propriedades.

Mas espere aí: uma bomba com dados criptografados? Acontece que as ogivas nucleares possuem uma assinatura de dados específica e que varia em cada país onde a tecnologia é desenvolvida. Atualmente, são poucas as chances de verificar se uma arma nuclear está, de fato, desmontada, já que os países não costumam conceder acesso total à tecnologia nuclear por medo de revelar segredos militares.

Segundo Areg Danagoulian, cientista nuclear do MIT e um dos autores do estudo, ogivas nucleares tendem a usar isótopos particulares de plutônio, além de um arranjo espacial característico dos materiais. Em testes de laboratório no MIT, foram usados molibdênio e tungstênio, dois metais que compartilham propriedades significativas com o plutônio e serviram como substitutos variáveis.

Um feixe de nêutrons é enviado primeiro por meio de um proxy nuclear e depois por um filtro de lítio que codifica as informações. O sinal do feixe foi enviado para um detector de vidro, onde uma assinatura de dados é gravada, representando algumas de suas principais propriedades. Ao final do processo, os pesquisadores tiveram duas opções: enviar o feixe de neutrons através da ogiva, registrar as informações e criptografá-las em um sistema de computador; ou usar a criptografia fisicamente. Eles optaram por essa segunda opção por ser a mais segura.

Danagoulian acredita que a descoberta recente pode ajudar não somente no desmonte de armas nucleares, mas também evita que a tecnologia possa ser detonada acidentalmente. Também seria uma alternativa para que os governos não revelem todos os detalhes sobre como suas armas são projetadas.

Fonte: EurekAlert!

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