CPMI das Fake News convoca WhatsApp, Google e Twitter

O intuito é entender a magnitude das notícias falsas no Brasil

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Nesta última quarta-feira (12), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News revelou que será realizada uma reunião com representantes do WhatsApp, Google, Twitter, Youtube, Instagram, Facebook, The Intercept Brasil e Telegram.

Foi publicado no site do Senado uma nota sobre a convocação dessas empresas para prestarem depoimento sobre conteúdos relacionados às fake news. O intuito é entender a magnitude das notícias falsas no Brasil.

“Existe hoje um processo de fake news em todas as redes sociais. É impossível a gente começar a investigar qualquer coisa se a gente não ouvir as próprias empresas que hoje são responsáveis pela constituição desses compartilhamento”, revelou a autora dos requerimentos, a deputada Luizianne Lins do Partido dos Trabalhadores no Ceará.

Alguns parlamentares não foram a favor da decisão, como o filho do presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro. Ele acredita que a CPMI das Fake News foi criada com o intuito de questionar as eleições de 2018, em que seu pai virou presidente do Brasil.

O outro filho do presidente, Carlos Bolsonaro, vai ser um dos convidados para o questionamento. Outras pessoas serão convocadas para prestarem depoimentos. O intuito é entender como as fake news afetaram nas últimas eleições e a CPMI tem 180 dias para buscar a verdade.

Luizianne Lins levou uma proposta que será estudada em quatro audiências públicas: a primeira é com acadêmicos e especialistas em fake news; a segunda e terceira serão para os representantes das grandes empresas citadas; a quarta, e última, seria sobre as leis de proteção de dados.

Fonte: Senado

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