GeForce GTX 480 possui ótimo desempenho, mas cobra caro por isso

Direcionada para aficionados por jogos, placa de vídeo da nVidia atingiu ótimos resultados em todos os testes, mas é preciso preparar o bolso.

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Testamos a mais poderosa placa da nVidia, que leva o nome de GTX 480. Essa é a primeira placa da empresa baseada na nova plataforma Fermi, que chama a atenção por utilizar mais de três bilhões de transistores, ter o dobro de unidades de processamento dos seus antecessores e uma forte ênfase no realismo geométrico.

Outro item importante é que a GPU (GF100) é compatível com DirectX 11, que contribui com mais desempenho e realismo das cenas.

É importante lembrar que para tirar vantagem disso, o jogo também precisa ser compatível. Como toda placas gráfica de alto desempenho, ela ainda possui dimensões grandes.

São 27 centímetros de comprimento; 11,1 cm de altura e espessura de 5 cm (ocupa o espaço de dois slots), com peso de nada menos que 750 gramas. Possui duas saídas de vídeo padrão DVI e uma saída mini-HDMI.

>> Veja mais detalhes técnicos sobre a plataforma Fermi

Mas do que a GTX 480 é capaz?
A melhor resposta é ir direto aos testes, nos quais usamos uma placa de referência fornecida pela NVIDIA. É o mesmo projeto utilizado por muitos fabricantes, então os resultados devem ser similares aos dos modelos encontrados nas lojas.

Primeiro executamos testes práticos, com jogos. A GTX 480 foi instalada em um PC com a seguinte configuração: Placa-mãe Intel DP55KG com processador Core i5 750 de 2,67 GHz e 4 GB de memória RAM padrão DDR3, trabalhando a 667 MHz. O sistema operacional foi o Windows 7 de 64 bits. A resolução da tela foi de 1680 x 1050 pontos.

 

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GeForce GTX 480: games a todo vapor com ótimo desempenho

 

Começamos com o jogo Tom Clancy’s H.A.W.X, com todas as opções gráficas no máximo, resolução nativa do monitor e filtro anti-aliasing em 8x, que é o máximo que esse jogo permite. Este filtro suaviza as bordas de objetos e polígonos, contribuindo para um visual menos artificial.

Quanto mais alto o valor, mais será exigido da placa. Esse jogo passou fácil pela placa e obteve a média de 217 fps (quadros por segundo, na sigla em inglês). Para se ter uma ideia, a partir de 30 fps já é possível ter uma boa jogabilidade, sem aquelas irritantes paradinhas da imagem quando se está em plena ação, e 60 FPS é considerado o ideal.

Outro jogo utilizado nos testes foi o Dirt 2. Também com toda a configuração gráfica no limite, obtivemos média de 95 FPS.  Instalamos  Far Cry 2, que também é bastante popular e exige mais da GPU do que Dirt 2. Novamente, exploramos todos os recursos ao máximo e ainda assim o jogo atingiu a média de 94 FPS. Por fim Assassin’s Creed 2 (fornecido pela Sinergex), também com gráficos no limite, rodou a 62 FPS.

Conversão de vídeo
As placas gráficas da nVidia possuem uma tecnologia chamada CUDA. Por meio dela, alguns softwares de renderização de imagens e conversão de vídeo ganham desempenho, pois utilizam a GPU para acelerar a tarefa (que exige cálculos intensos, algo para o qual uma GPU é feita sob medida) em vez do processador do computador.

 

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Saídas de vídeo (da esquerda para a direita): mini-HDMI, DVI
primária e DVI secundária

Utilizando o software Badaboom, que tira proveito da tecnologia CUDA, convertemos um filme (no formato AVI) de dez minutos de duração e alta definição (720 linhas) para o formato do iPhone (MP4). A tarefa foi realizada em 51 segundos.

Para comparar, usamos outro software que não utiliza os recursos da GPU, o Handbrake. Para realizar a mesma tarefa, foi necessário um minuto e 32 segundos. O ganho de desempenho foi de 44,6%.

Benchmarks sintéticos
Também executamos testes com alguns softwares de referência para mensurar desempenho de placas gráficas. Seguem os resultados:

3DMark 06: 23.568 pontos
3DMark Vantage: 20.328 pontos
Cinebench 11.5: 46 fps
Furmark: 4.274 pontos

Consumo de energia e temperatura
Todo o poderio da GTX 480 exige um bocado de energia. Quando o computador estava apenas com o sistema operacional carregado, o consumo geral era de 105 watts. Quando colocamos um jogo para funcionar a todo vapor, o consumo chegou a 370 watts. Uma diferença de 275 watts, mais que o dobro do consumo da máquina toda quando "em repouso".

É um consumo alto. Claro que devemos levar em conta o alto desempenho da GTX 480, porém, em tempos de economia de energia, as empresas devem se esforçar para diminuir o consumo de seus produtos.

A placa GTS 250, da própria nVidia, por exemplo, já foi elogiada por conseguir consumir menos e apresentar bom desempenho. Portanto, fica aqui a crítica.

Outro ponto a destacar é alta temperatura atingida. Durante os testes como jogo Crysis, a placa chegou a registrar 85º Celsius. Não houve problemas de travamento, mas é mais um fator para se preocupar, pois se o gabinete não for bem refrigerado, a máquina pode desligar ou travar, ou até mesmo sofrer danos por superaquecimento.

Bom lembrar que é necessário uma fonte de 600 watts reais, no mínimo, para usar essa placa, como o próprio fabricante indica. E não apenas isso, é importante que a fonte tenha um conector de oito pinos (12 volts) e outro de seis pinos (6 volts) para serem conectados diretamente à GTX 480.

A performance da GTX 480 impressionou e vai deixar feliz o aficionado por games. Entretanto, o preço é de deixar qualquer um triste: R$ 1.799 reais.

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Características gerais da GeForce GTX 480

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