iPhone XS/XS Max Review: ainda vale a pena em 2019?

Spoiler: vale, mas só se você estiver disposto a gastar muito

Foto: PCWorld Brasil
http://pcworld.com.br/dados-review/iphone-xs-xs-max-review-ainda-vale-a-pena-em-2019/
Clique para copiar
PONTUAÇÃO
9

Apple

iPhone XS/XS Max

iPhone XS/XS Max
R$ 6.999 ver na loja
  • Design
    8
  • Tela
    9
  • Desempenho
    10
  • Bateria
    8
  • Câmeras
    9
  • Recursos
    10
  • Sistema
    10
Se você tem entre R$ 7 mil e R$ 10 mil dando sopa por aí e quer o que há de melhor já fabricado pela Apple, então os iPhones XS/XS Max são a melhor opção.

Prós

  • Processador de ponta
  • Neural Engine e aprendizado de máquina
  • Tela com bastante cor e contraste
  • Câmeras excelentes
  • Sistema operacional consistente

Contras

  • Notch ainda é gigantesco
  • Carregador de 5W. Sério mesmo, Apple?
  • Pelos preços absurdos, é um aparelho para poucos

Eu lembro do dia que a Apple apresentou pela primeira vez o iPhone X. Na época, em setembro de 2017, os fãs da companhia estranharam a decisão da empresa em investir em aparelhos com tela "infinita", o que causou a morte do botão Home, e na introdução do notch superior que tantas outras fabricantes viriam a copiar. Só que o resultado dessa transição veio poucos meses depois, quando a décima geração do smartphone se tornou a mais popular entre os consumidores da Apple.

Para 2018, a Apple aprimorou as principais características do iPhone X e firmou um novo patamar na história dos dispositivos móveis da gigante de Cupertino com o lançamento do iPhone XS e do iPhone XS Max. Ambos possuem o mesmo chip A12 Bionic, câmera dupla na parte traseira, grandes capacidades de armazenamento interno (até meio terabyte!) e uma bateria muito mais eficiente. E claro que, por serem o que há de melhor na Apple, o preço também chega nas alturas: somados, os dois aparelhos custam até R$ 20 mil nas configurações mais avançadas.

Os iPhones XS e XS Max chegaram ao Brasil pouco tempo depois do lançamento global. Quase um ano depois, ainda se mostram como excelentes opções para usuários que buscam um dispositivo topo de linha. Mas será que vale a pena investir quantias milionárias? É o que eu conto para você nesta análise.

Análise em vídeo:

Cifras pra que te quero

Começo meu review dos iPhones XS e XS Max comentando justamente aquilo que, num primeiro momento, mais assustou no aparelho: os preços aqui no Brasil. Na loja da Apple, são vendidas versões entre R$ 7.299 e R$ 9.999. O modelo que eu testei por mais tempo foi o XS Max de 512 GB - o mais caro vendido pela Apple em território nacional. Nos primeiros dias, tive bastante receio de sair por aí andando com um celular tão caro no bolso. E olha que eu pego transporte público todos os dias; em outros, acabo passando por algumas ruas desertas que me fazem pensar no perigo em andar por aí com um produto dessa categoria.

O preço dos iPhones em si, que em 2019 com certeza vão bater a casa dos R$ 10 mil, acredito não serem mais um motivo pertinente de discussão. Sim, são dispositivos extremamente caros, então o que vai pesar na hora da compra é saber se você estará disposto a gastar tanto em um aparelho que pode ser substituído tranquilamente por smartphones Android tão bons quanto um iPhone. Câmeras e sistema operacional também podem influenciar, mas novamente: é tudo uma questão de gosto pessoal e se dinheiro não é problema para você.

Dito isso, vamos continuar.

Design familiar

Para quem possui ou viu de perto um iPhone X, com certeza não estranhará o visual dos iPhones XS e XS Max. Na verdade, os três telefones são praticamente idênticos. Contudo, a Apple adotou uma estratégia diferente de anos anteriores: em vez da versão Plus, que trazia funcionalidades exclusivas para o modelo de tela maior (como aconteceu nos iPhones 6s, 7 e 8 Plus), a única diferença entre os iPhones XS e XS Max está no tamanho - e, por consequência, na bateria. O primeiro tem 5.8 polegadas, e o segundo 6.5 polegadas.

A melhor parte? É que, embora tenham ficado maiores na proporção de tela, os iPhones mais recentes não tiveram suas dimensões ampliadas em comparação com modelos anteriores. Fiquei surpreso em saber que o iPhone XS Max tem o tamanho exato do meu antigo iPhone 6S Plus, e mais chocado ainda em ver o quanto as bordas no display frontal são desnecessárias. O notch foi o primeiro passo para as telas que veremos no futuro, sem nenhum detalhe atrapalhando a visão.

Mais uma vez, vai depender do que você prefere. O iPhone XS tem um tamanho excelente para usuários que não querem fazer a transição para um aparelho gigante. Do outro lado, o XS Max é a indicação perfeita se você, assim como eu, prefere um display mais avantajado. Não há nenhuma outra evolução de design em comparação com o iPhone X. As bordas ainda são feitas em aço inoxidável, o entalhe permanece o mesmo e a parte traseira (ainda hipersensível a marcas de dedos) tem acabamento em vidro.

Falando em bordas, também percebi que os botões nas laterais estão menos saltados para fora, dando a impressão de que não existem. As cases, também vendidas a preços estratosféricos, não deixam esses botões muito duros na hora de apertar. Já a falta da entrada tradicional para fones de ouvido não chega a ser mais um ponto de debate, pois quem compra um iPhone já sabe o que irá enfrentar. O que incomoda é que a Apple não inclui mais o adaptador de 3.5 mm para conector Lightning. E adivinha? O acessório também é bem caro aqui no Brasil, saindo por R$ 79.

Também faço uma ressalva quanto à estrutura do iPhone XS Max. Na época de lançamento, era um produto com design premium, um dos mais leves do mercado. Mas depois de ter ficado alguns dias com o Galaxy S10+, da Samsung, é inevitável pensar em como o XS Max é um dispositivo pesado. É gritante a diferença de peso entre um e outro quando se segura os dois telefones nas mãos, e estou curioso para saber o que os iPhones deste ano nos reservam nesse quesito.

Sobre a traseira em vidro, destaco ainda que os iPhones XS e XS Max são compatíveis com carregamento sem fio ultrarrápido no padrão Qi. Ou seja, qualquer carregador que suporte essa tecnologia pode energizar a bateria em poucos minutos. Esse recurso se torna ainda mais benéfico se levar em consideração que o carregador incluso com os smartphones tem somente 5 watts de potência.

Além disso, os aparelhos estão mais resistentes do que as versões anteriores, suportando mais respingos, água e poeira, embora eu não tenha feito nenhum teste de queda ou submersão pelo motivo que você já sabe (leia-se: os quase R$ 10 mil carregando o celular no meu bolso). Os aparelhos possuem certificação IP68, que permite colocá-los submersos até 2 metros embaixo d'água por no máximo 30 minutos. Só que, veja bem: a Apple diz que eles são resistentes, e não à prova d'agua totalmente. Por isso, fica aqui o alerta.

Tela excepcional. Mas o notch...

A Apple sempre fabricou displays fora do comum para seus dispositivos. E nos iPhones XS e XS Max não é diferente. Ambos possuem as melhores telas já feitas para um smartphone da companhia, com qualidade OLED, suporte ao HDR10, 3D Touch (sensibilidade à pressão) e densidade de 458 pontos por polegada - a empresa chama as telas dos "novos" iPhones de Super Retina HD. A resolução muda pouca coisa de um modelo para o outro: 1.125 x 2.436 pixels no iPhone XS e 2.688 x 1.242 pixels no XS Max.

Até março de 2019, o iPhone XS Max ocupava tranquilamente o posto de smartphone com a melhor tela do mercado. Para se ter uma ideia, o site especializado Display Mate foi quem deu esse título ao aparelho, que alcança 725 nits; quanto maior for o número de nits, maiores serão os níveis de precisão de cor e brilho. Eu disse "até março" porque foi nesse mês que a Samsung lançou o Galaxy S10, que roubou o posto de celular com melhor display do XS Max - que ainda tem um painel incrível, mas que agora não é mais soberano nos dispositivos móveis.

Mesmo assim, não há o que discutir: os iPhones XS e XS Max possuem o que há de melhor quando o assunto são telas para smartphones. Uma das novidades é o sensor True Tone, uma tecnologia que ajusta as cores no display de acordo com a luz do ambiente. A ativação automática desse recurso demora alguns segundos, mas achei a função bem útil, principalmente em dias ensolarados.

Meu único conselho para quem for comprar um iPhone XS ou XS Max é: aplique uma película protetora o quanto antes. Eu já tinha lido e ouvido que a tela dos dispositivos pode até ser resistente a quedas, mas o mesmo não se pode dizer quanto a riscos. Em quase dois meses com o telefone, sempre tive muito cuidado ao colocá-lo no bolso ou dentro da mochila, e em hipótese alguma o deixava perto de moedas ou das chaves de casa.

E chegamos ao notch. Talvez esses sejam um dos últimos modelos de iPhone que veremos o entalhe tradicional, nesse formato de linha (assim espero). E o motivo é simples: já está comprovado que é possível mover os alto-falantes superiores para outra região do aparelho, pois você não precisa mais ter tanto espaço assim ocupado por um entalhe. O notch em gota, do Moto G7 Plus, ou em pílula, do Galaxy S10, são alternativas excelentes de como ter um aproveitamento de tela ainda maior.

Processador: um pequeno notável

Quando se fala em chip para celular, não tem para ninguém: os processadores da Apple sempre são imbatíveis frente à concorrência. Agora com o Snapdragon 855 da Qualcomm, as diferenças são mínimas, mas o chipset da Apple ainda é ligeiramente superior. Nos iPhones XS e XS Max, a companhia eleva ainda mais esse padrão com o A12 Bionic. O processador vem com CPU de 6 núcleos, GPU de 4 núcleos e 4 GB de memória RAM (um GB a mais do que a geração anterior).

O que isso tudo quer dizer? Que dificilmente você terá problemas de engasgos ou lentidão enquanto utilizar um dos aparelhos. No caso da CPU, os processos estão até 15% mais rápidos do que no A11 Bionic, e houve uma redução de 50% no consumo de energia. Enquanto isso, a GPU entrega um desempenho gráfico até 50% mais rápido do que na geração anterior. O componente é tão poderoso que existem pouquíssimas aplicações que explorem todo esse potencial.

Contudo, quero chamar atenção para a nova geração da chamada Neural Engine. Segundo a Apple, a funcionalidade "usa aprendizado de máquina em tempo real para transformar a maneira como você interage com fotos, jogos e realidade aumentada", podendo "reconhecer padrões, prever comportamentos e aprender com experiências". Com 8 núcleos, a empresa ainda clama que a Neural Engine é capaz de desempenhar 5 trilhões de operações por segundo.

Colocando à prova todo esse processamento, testei alguns jogos e aplicações em realidade aumentada (RA). O primeiro foi o Complete Anatomy 19, uma ferramenta que mostra órgãos, ossos e várias partes do corpo humano usando essa tecnologia. Outro que experimentei foi o Play Kids, que adiciona monstrinhos simpáticos no ambiente e estimula a encontrar objetos com as cores dos personagens. Em ambos, o resultado foi o mesmo: tempo de resposta instantâneo e imagens sem travamentos.

Games mais pesados, como Asphalt 9, Fortnite e PUBG Mobile também rodam sem nenhum problema. Logo, o A12 Bionic ainda é o que há de mais avançado quando se fala em processamento e performance para um smartphone.

Bateria melhor

A Apple não informa a capacidade nominal das baterias dos iPhones, mas testes posteriores sempre revelam quanto elas conseguem suportar. O iPhone XS tem uma bateria de 2.658 mAh, e o XS Max de 3.174 mAh. Oficialmente, a Apple diz que o modelo menor oferece uma autonomia de 30 minutos a mais que o iPhone X, enquanto que a versão XS Max dura 1h30 a mais que o iPhone X.

Nesses últimos meses que venho usando o iPhone XS Max, posso dizer que só precisei recarregá-lo no início dia seguinte após uma recarga completa. Eu raramente uso o celular para jogar todos os dias ou acessar aplicações que exigem mais do processador - me limito ao básico, que é acessar redes sociais, e-mails, câmera, Safari e bloco de notas. Ao final do dia, a bateria chegava a pouco menos de 50%, então não enfrentei o perrengue de precisar encontrar uma tomada por perto.

Um ponto que não agrada é o carregador incluso na caixa dos iPhones. Como disse anteriormente, ele tem apenas 5 W de potência, o que me leva a perguntar: como, em pleno 2019 (ou 2018, já que os aparelhos foram lançados no segundo semestre do ano passado), um dispositivo topo de linha vem com um carregador tão desproporcional? Se for usar o carregador padrão, pode esperar pelo menos 2h30 para conseguir encher quase toda a bateria.

E vale reforçar: bateria não é o ponto forte da Apple. O componente melhora a passos de tartaruga a cada geração, e os dispositivos mais recentes são os mais eficientes até então. Porém, não espere ver resultados espetaculares quanto a esse fator, ainda mais porque a tendência é que as baterias fiquem mais viciadas conforme a Apple lançar outros iPhones nos próximos anos.

Software: poder aos gestos

Há três anos, o Android era meu sistema operacional de escolha, quando ainda era possível encontrar smartphones do Google (descanse em paz, meu saudoso Nexus 5) à venda aqui no Brasil. Mas minhas melhores experiências têm sido no iOS desde que adquiri um iPhone 6s Plus, que até hoje dá conta do recado nas atualizações de software. E migrar para um iPhone sem botão Home foi uma adaptação tão estranha quanto mudar de um sistema operacional para o outro.

O primeiro baque é se acostumar a fazer tudo por meio de gestos, alguns um pouco diferentes do que em iPhones que possuem o botão de início. Por exemplo, a Central de Controle agora é acessada deslizando o dedo para baixo a partir do canto superior direito da tela; as janelas de ferramentas abertas, por sua vez, são exibidas ao tocar com o dedo na parte inferior, dar uma leve segurada e arrastar para cima.

Acontece que, com o tempo, o uso dos gestos se torna algo muito mais fácil e intuitivo do que se você fosse realizar essas ações pelo botão Home. Assim como quando disse sobre o quão desnecessárias eram as bordas no display frontal, o botão de início se tornou um item que não tem mais espaço na visão da Apple sobre os iPhones do futuro. Demora para se acostumar? Nem tanto, mas não estranhe se no primeiro ou segundo dia você perguntar a si mesmo "como é que eu volto para a tela inicial se não tem botão?".

De resto, o iOS mantém a simplicidade e consistência de sempre. A cada atualização, os recursos da plataforma foram aprimorados, com bastante foco na segurança, privacidade e usabilidade. Tem desde um novo sistema de organização de fotos baseado nos locais em que elas foram tiradas até um painel informativo que mostra quanto tempo por dia você passa na frente do smartphone. E ah, os Memojis/Animojis continuam divertidos e bem engraçados de se usar no iMessage ou FaceTime.

Face ID

Uma das características que mais estranhei ao começar a usar o iPhone XS Max foi a ausência do botão Home. Essa mudança não foi apenas para dar mais espaço ao campo de visualização na tela, mas também para dar ainda mais foco à tecnologia de reconhecimento facial do Face ID. Ainda acho que a Apple pode implementar algumas melhorias, como aumentar o campo de detecção do rosto, para que eu não precise ficar literalmente de frente para o aparelho. No entanto, trata-se de uma função singular e que faz dos iPhones os únicos do mercado com esse tipo de alternativa.

O tempo de reconhecimento do Face ID é absurdamente rápido. Bastou eu erguer o celular para ele efetuar o desbloqueio, e o mecanismo reconheceu minha face mesmo usando boné, óculos claros e escuros, com a barba um pouco maior ou com a pele molhada após as aulas de natação. Às vezes, quando usava o aparelho pouco antes de dormir, o Face ID entrava em ação mesmo com as luzes apagadas.

A Apple fez um ótimo trabalho porque a tecnologia, além de fácil, se mostra bastante segura. Você não pode, por exemplo, desbloquear o smartphone se um ou os dois olhos estiverem fechados, nem utilizar uma foto ou vídeo para destravar a tela inicial. E são nulas as chances de burlar esse sistema de reconhecimento facial, uma vez que, por meio da TrueDepth Camera, 30 mil pontos únicos do seu rosto são mapeados. Para efeito de comparação, o Galaxy S10 oferece desbloqueio via reconhecimento facial, mas nenhum ponto da face é escaneado - dá para desbloquear o aparelho usando uma simlpes fotografia do dono.

Câmeras (quase) perfeitas

Não é segredo que as câmeras sempre foram o principal atrativo dos iPhones. Para os modelos XS e XS Max, a companhia manteve os sensores do iPhone X, só que com um diferencial: as câmeras agora utilizam uma combinação do chip A12 Bionic com tecnologias de inteligência artificial.

Na câmera frontal, temos um sensor grande-angular de 7 MP com abertura f/2.2 que, usando o mesmo TrueDepth do Face ID, entrega fotos de excelente qualidade, especialmente no famigerado efeito bokeh, que desfoca o fundo. A vantagem é que, nos iPhones XS e XS Max, a profundidade de campo desse efeito pode ser ajustada mesmo após tirar a fotografia. Há ainda destaque nos modos de iluminação (luz natural, de estúdio, de contorno, palco e de palco mono) e, felizmente, a Apple removeu aquele efeito automático de embelezamento que deixava as imagens um tanto artificiais.

Já nas câmeras traseiras, encontramos dois sensores de 12 MP cada, sendo uma lente grande-angular com abertura f/1.8 e a outra teleobjetiva de f/2.4. A primeira captura imagens com mais amplitude, em um campo de visão mais aberto, enquanto a segunda aproxima em duas vezes o ângulo, sem perder muita definição no registro. Para ambas as câmeras, a Apple equipou o Smart HDR, que sobrepõe várias fotos capturadas na mesma cena e as une para criar uma imagem maior com mais contraste.

Em ambientes com pouca luz, os iPhones XS e XS Max também dão conta do recado. Quase não há ruídos nas fotos, e só percebi alguma granulação quando aproximava o zoom.

A gravação de vídeo não fica atrás. As câmeras traseiras filmam em qualidade 4K em até 60 quadros por segundo e com dupla estabilização óptica de imagem, e a frontal em 1080p, também em até 60 fps, com estabilização tradicional. Fiquei bastante surpreso com a captação de áudio nos vídeos, que estão ainda mais potentes nos iPhones XS e XS Max.

O grande desafio da Apple daqui em diante é apresentar câmeras que sejam um diferencial no mercado. Isso porque as câmeras de alguns aparelhos, como o Galaxy S10+ e o Huawei P30 Pro, já rivalizam de igual para igual com os iPhones. Para fotos noturnas, o upgrade precisará ser ainda maior, uma vez que o P30 Pro se junta ao Night Sight dos dispositivos Pixel, do Google, como os melhores da indústria para registrar fotos à noite ou em baixa luminosidade.

Conclusão

Os iPhones XS e XS Max são o que há de mais moderno quando o assunto são smartphones da Apple - disso ninguém tem dúvida. Uma tela OLED com ótimo contraste de cores, o processador A12 Bionic munido de inteligência artificial e aprendizado de máquina, câmeras que registram imagens com alto nível de detalhamento e um sistema operacional sólido são algumas das principais características que fazem dos modelos os melhores dispositivos móveis da história da empresa até então.

A performance e a usabilidade são exatamente as mesmas nos dois produtos. Tudo vai depender das suas preferências pessoais em relação a tamanho. Gosta de aparelhos menores? O iPhone XS é a solução. Ou já se adaptou aos celulares gigantes? Então o iPhone XS Max deve atender suas necessidades.

Na parte externa, talvez a Apple precise encontrar um caminho mais variado, que permita evoluir alguns aspectos sem impactar diretamente a essência do iPhone, mesmo que, para isso, a companhia adote características dos concorrentes. O notch enorme é um dos elementos que precisa mudar - ou desaparecer, algo que não deve acontecer tão cedo -, e as câmeras, embora muito boas, necessitam de um diferencial caso a Apple não queira que seus rivais a alcancem nesse recurso.

Tem também o preço que, ao ponto que chegamos, não deve chocar mais ninguém. Há algum tempo, o Brasil aparece no pódio dos países mais caros do mundo para se ter um iPhone, e dificilmente isso deve mudar (pior do que está, fica. Ouviu, Tiririca?). Por esse motivo, os iPhones XS e XS Max podem ser classificados como itens de luxo por aqui, voltados apenas para quem tiver um dinheiro sobrando para gastar. Você também pode optar por versões mais em conta, como o iPhone XR, que começa em R$ 5.199, iPhone 8 (R$ 3.999) ou iPhone 7 (R$ 3.199) que, convenhamos, nem estão tão acessíveis assim.

Este anúncio desaparecerá em:

Ir para o site