Moto One Zoom sai da zona de conforto dos intermediários

Modelo é o primeiro da marca a chegar com quatro câmeras

Foto: PCWorld Brasil
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PONTUAÇÃO
8.8

Motorola

Moto One Zoom

Moto One Zoom
Smartphone intermediário lançado em 2019 com quatro câmeras na parte traseira, incluindo uma teleobjetiva de 8 MP que oferece zoom óptico de 3x, híbrido de 10x, e estabilização óptica.

Prós

  • Bateria
  • Diversidade nas câmeras

Contras

  • Não faz parte do programa Android One
  • Fotos da lente ultra-wide não impressionam

O Moto One Zoom é o primeiro da marca a chegar com quatro câmeras na parte traseira, estrelando o "módulo dominó" para abrigar os sensores e, como o próprio nome já diz, o diferencial do aparelho fica por conta da lente telefoto que oferece zoom óptico de três vezes. Será que vale a pena o investimento neste intermediário todo incrementado? Vamos descobrir!

Design, display e multimídia

Apesar de estarmos falando de um intermediário, o One Zoom tem um design que chama a atenção. A parte frontal ainda tem aquela carinha já conhecida, com um notch em formato de gota centralizado, mas o destaque fica mesmo para a parte traseira, feita com esse vidro fosco acetinado 3D. O resultado é muito bonito – inclusive, o One Zoom é mais bonito pessoalmente do que nas fotos. São quatro opções de cores: titanium, bronze, acqua marine e violeta.

O famoso logo da Motorola que fica na parte traseira e antes indicava o local do leitor de impressões digitais, agora ganhou uma iluminação LED e uma nova função: indicar a presença de notificações. Ainda não é nada parecido com o que vemos por aí nos modelos gamers, cheios de cores diferentes, mas a luz branca é discreta e bem charmosa. Se você não gostar, ou achar chamativo, pode desativar o recurso nas configurações do aparelho.

A mudança aconteceu porque agora o leitor de digitais foi parar embaixo do display. O recurso biométrico tem inteligência artificial e promete melhorar a leitura com o tempo de uso. Apesar de não ser ultrassônico, eu achei que o leitor fez um bom trabalho logo nos primeiros usos – apesar do sistema demorar um pouquinho para responder ao desbloqueio.

Pra não deixar o aparelho escorregar, a Motorola já manda logo uma capinha de silicone transparente dentro da caixa. Mas mesmo sem ela, o One Zoom tem uma ergonomia eficiente e uma boa pegada.

Diferente dos seus irmãos, o One Zoom deixou de lado a proporção 21:9 e adotou 19:9 em uma tela OLED Full HD+ de 6,4 polegadas. A tela tem brilho suficiente para usarmos tranquilamente o aparelho debaixo do sol e a qualidade das imagens é o esperado para um OLED, trazendo pretos profundos, alto contraste e cores vibrantes.

A grade de som fica na parte superior do aparelho, e ainda atrapalha na hora de assistir vídeos, já que fica fácil cobrir a saída com a mão. Já o conector principal é um USB-C, que fica na parte inferior junto da entrada P2 para fones de ouvido segue firme e forte.

Desempenho, bateria e software

Enquanto o One Vision e o One Action chegaram com processador Exynos, da Samsung, por aqui temos a combinação de um Snapdragon 675 octa-core, 4 GB de RAM e 128 GB de armazenamento interno. O resultado é uma navegação bem fluída, sem travamentos, transições rápidas entre aplicativos e jogos rodando com qualidade gráfica bem satisfatórias.

Para alimentar o aparelho, temos uma bateria maior do que do Action e do Vision, com 4.000 mAh e carregador Turbo Power de 15 W. O consumo de energia é otimizado e durante os testes, cheguei facilmente ao final do dia com bateria sobrando depois de usos rotineiros, como assistir vídeos na Netflix e navegar pela internet, enviar mensagens e tudo mais. Em 30 minutos, o ponteiro passou os 38% de carregamento, demorando duas horas na tomada para chegar a 100%.

Mas, diferente dos seus antecessores, o Motorola One Zoom não faz parte do programa Android One. A empresa reforça que a linha One não tem amarras, então dessa vez decidiu colocar o que chama de “Android puro com experiências da Motorola”, que incluem o app box e o app de câmera. O dispositivo tem mais uma atualização do Android garantida e atualizações de segurança trimestrais durante dois anos.

Câmera

Passando para o conjunto de câmeras, o One Vision herdou o sensor de 48 MP com tecnologia Quad Pixel (aquela que combina quatro pixels em um maior) do One Vision, um ultra-wide de 16 MP e 117º do One Action, um sensor de profundidade de 5 MP, e ainda somou ao conjunto uma teleobjetiva de 8 MP, que oferece zoom óptico de 3x, híbrido de 10x, e estabilização óptica.

Motorola One Zoom

Foto: Joyce Macedo / PCWorld Brasil

A abertura f/1.7 do sensor principal permite uma boa entrada de luz, o que resulta em fotos de boa qualidade, principalmente porque estamos falando de um modelo intermediário. Quem gosta de cores bem contrastadas, tendendo ao exagero digno das redes sociais, pode sentir falta disso, já que, assim como nos antecessores, as cores ficam mais próximas da realidade – o que eu, particularmente, prefiro, já que depois dá para brincar em apps de edição, se for o caso. Aqui também dá para filmar 4K a 30 fps ou em Full HD a 60 fps.

Outro ponto importante é a presença do recurso Night Vision, que melhora as fotos tiradas em locais com pouca luz, o famoso low-light. O resultado é bem agradável e harmônico, dando visibilidade e equilibro de cores para alguns pontos que não são visíveis no modo automático, por exemplo.

Foto noturna

Foto: Joyce Macedo / PCWorld Brasil

As fotos com a utra-wide deixam a desejar e o ruído tá ali gritando um pouco na nossa cara – o que pode explicar porque a Motorola não quis deixar ele fazer fotos no Action, já que era a câmera-diferencial do aparelho e isso poderia queimar um pouco o recurso.

Já câmera de zoom também permite brincar com fotografias macro com uma certa riqueza de detalhes, mas sem grandes surpresas. Transitar entre os sensores também é bem fácil e intuitivo.

 

A câmera frontal de 25 MP não filma em 4K, algo que o irmão One Action faz. Outro detalhe é que apesar de terem o mesmo sensor ultra-wide na traseira, no One Action só dá pra fazer vídeo com ele, nada de foto. Aqui é ao contrário: podemos fazer fotos com ângulos abertos, mas nada de vídeo com esta câmera.

Resumo da ópera

A verdade é que não temos tantas opções de smartphones com zoom óptico em modelos intermediários, o que ajuda a destacar o Motorola One Zoom, mas ainda não dá pra comparar com o zoom oferecido pelos top de linha, então nem pense nisso.

O One Zoom foi lançado por R$ 2.499 aqui no Brasil, mas em breve o preço no varejo vai cair, como sempre. Mas, na época em que estávamos gravando este review, o Galaxy S9+ que, apesar de ser do ano passado, é um modelo premium da Samsung, já era encontrado por menos que isso.

Mais uma vez, assim como comentei no review do One Action, temos que dar um ponto super positivo para a Motorola com a estratégia mais depreendida da linha One. No final das contas, o One Zoom pode ser uma boa pedida para os fãs da fabricante que querem bateria, apps rodando sem engasgos, uma tela agradável e diferentes opções de câmeras em um único aparelho -- e, claro, que não fazem questão do Android One.

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