Sony WH-XB700 | Os fones para quem gosta de graves potentes

Força nos graves!

Foto: PCWorld Brasil
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Sony

WH-XB700 Extra Bass

WH-XB700 Extra Bass
R$ 699,99 ver na loja
Para quem gosta de graves fortes, os fones WH-XB700 da linha Extra Bass, da Sony, chegam como uma opção bem sólida no mercado de fones de ouvido sem fio.

Prós

  • Graves potentes
  • App com boas configurações
  • Suporte a assistentes de voz
  • Bateria duradoura
  • Leve

Contras

  • Design poderia ser mais ergonômico
  • Comandos via assistente de voz não funcionam tão bem

A Sony segue investindo pesado no mercado de fones de ouvido sem fio. E um dos integrantes do line-up 2019 da empresa é o WH-XB700 Extra Bass. Como o próprio nome em inglês sugere, o grande atrativo do acessório é a priorização de sons graves nos áudios, principalmente se você gosta de música pop, hip-hop e eletrônica. Ele chega aqui no Brasil por R$ 699, e agora nesta análise eu conto para você se ele vale todo esse valor.

Análise em vídeo:

Design bacana, porém...

Particularmente, não curto muito fones supra-auriculares, aqueles que cobrem todo ou parcialmente o ouvido. Sempre considero a maioria das opções um tanto precárias demais, com revestimento que deixa a desejar e pouco conforto para quem tem orelhas bem grandes (eu incluso!). O WH-XB700 não foge muito a essa regra, porém foi um dos poucos fones desse estilo supra-auricular que ficou confortável na cabeça.

O produto vem nas cores azul e preto, ambas com um efeito fosco, enquanto que quase toda a estrutura dos fones é feita em plástico. A haste que sustenta o acessório vem reforçada com uma pequena placa de metal em cima, o que garante mais firmeza durante o uso. Por falar nisso, as duas almofadas não cobrem a orelha por completo, o que reduz o cansaço e permite que que você utilize o fone por mais tempo sem se machucar.
O que me incomoda no design do WH-XB700 é que ele não é tão portátil quanto um fone de R$ 600 deveria ser. Calma, longe de mim dizer que não se trata de uma peça pequena - ele é sim bem compacto, um dos menores modelos que você vai encontrar para essa categoria de fone. A questão é que seria bem mais prático se as conchas dobrassem para dentro, facilitando o transporte. E vale lembrar mais uma vez: os fones são de plástico e não vêm com uma case protetora, então muito cuidado quando for colocá-los dentro de uma mochila, por exemplo.

Quanto aos botões de comando, eles seguem o padrão da maioria dos fones supra-auricular da Sony. Do lado esquerdo ficam os botões de liga/desliga e "custom" para acesso ao assistente de voz (que já vamos falar a seguir), além das entrada USB-C para carregar a bateria e P2 para encaixar o conector tradicional de fones de ouvido, enquanto que na concha direita estão os botões de aumentar/diminuir volume e pausar a música em reprodução. Todos esses botões são de fácil acesso, com apenas uma das mãos.

Conectividade: boa, mas poderia ser melhor

O WB-XB700 permite que você utilize fios tradicionais para ouvir suas músicas no celular ou computador - neste caso, basta plugar o fone no aparelho e pronto. Só que ele também vem com conexão via Bluetooth 4.2, e aí entra uma característica que tem suas vantagens e desvantagens: a obrigatoriedade de instalar um aplicativo da Sony para completar a sincronização dos fones com o seu smartphone.

Por que é uma desvantagem? Porque a conexão de um fone sem fio deveria ser a mais simples possível. Já tem algum tempo que uso os AirPods da Apple, e a conexão é instantânea toda vez que abro a case dos fones. Ok, são dispositivos diferentes, em formatos diferentes. Mas ainda assim um deles, no caso os AirPods, não depende de nenhum programa para parear com meu smartphone. Você só precisa parear o WB-XB700 uma única vez para "calibrar" o aplicativo, porém o tempo de ativação é ligeiramente mais lento do que em outros fones de ouvido sem fio.
Você também não consegue parear o WH-XB700 em uma conexão simultânea. Ou seja, só é possível usá-lo em um único dispositivo. Se você ligá-lo no PC, mas depois quiser usar os fones no celular, terá de desligá-los do computador. No quesito software, essa é minha maior ressalva: não poder alternar entre meu smartphone e PC de um jeito mais fácil.
Por outro lado, a boa notícia em ter o app da Sony é que você ganha uma variedade de configurações bem legais para ajustar o aúdio de acordo com suas preferências. Na tela inicial você tem opções para aumentar a amplitude em que o som é propagado, podendo escolher entre pré-configurações de Arena, Discoteca, Palco ao Ar Livre e Sala de Concertos. Tem também o ajuste de nível do Clear Bass, controle de posição de som, modo de qualidade de som e qual assistente de voz você irá usar por meio do botão "Custom".
Meu destaque vai para o Clear Bass, que potencializa ainda mais os graves dos áudios e músicas se você deixá-lo no máximo. Só tenha em mente que isso pode abafar (e muito) o som de alguns instrumentos, o que nos leva para o tópico a seguir.

E o som?

A linha Extra Bass já era excelente por se apresentar como uma opção focada na reprodução de sons mais graves. Com o WH-XB700, a Sony atinge um novo patamar de qualidade, tornando os fones como uma das melhores intermediárias. E mesmo quem não é muito aficionado por essa característica vai se impressionar com a potência oferecida pelo acessório.

A Sony vende o WH-XB700 como os fones ideais para se ouvir rap, hip-hop e música eletrônica. Então fui lá testá-lo em músicas com esses estilos. Coloquei faixas como All of the Lights (Kayne West/Rihanna), Started (Iggy Azalea), Don't Stop The Party (The Black Eyed Peas), 1991 (Azealia Banks) e Rhythm of the Night (Corona). Eu que não gosto de música muito alta, tive a sensação de estar em uma balada, uma vez que o som fica bem isolado e distribuído entre os graves.
Inclusive, a intensidade do som, justamente por conta do grave, bloqueia de maneira eficiente o som externo. Claro, não remove por completo o ruído, como em modelos de fones que possuem cancelamento de ruído, mas o WH-XB700 faz um bom trabalho nessa acústica de isolamento.
E fique tranquilo se você é fã de outros estilos musicais: o novo integrante da família Extra Bass da Sony dá conta do recado e entrega a mesma qualidade em todos os gêneros. No entanto, faço novamente o alerta: os graves acentuados do WH-XB700 são ativados por padrão, e mesmo que você os reduza ao mínimo, é bem provável que não consiga ouvir determinados instrumentos musicais em músicas com muitos arranjos, porque tudo fica bastante abafado.

Agora, para conversações por voz, o WH-XB700 pode não ser o fone ideal. Efetuei ligações em alguns ambientes, como dentro de dentro do trabalho, de casa e até no metrô, mas em todos eles meus resultados não foram muito satisfatórios. A pessoa do outro lado da linha não me ouvia de jeito nenhum, o que me obrigava a usar o alto-faltante do smartphone para manter a conversa.
Por fim, o WH-XB700 vem com suporte às principais assistentes de voz, incluindo Google Assistente, Siri e Alexa. Bom, a Alexa ainda não está disponível oficialmente no Brasil e, como não tenho Android, testei os fones com a Siri no meu iPhone. Basicamente, a Siri... é a Siri. O que os fones fazem é facilitar o acesso à ela por meio do botão "Custom", na concha esquerda dos fones. Um clique e ela já é ativada no smartphone.

Bateria de respeito

Serei breve nesse tópico de bateria, porque não há muito o que falar: as baterias dos fones da Sony são excelentes, e o WH-XB700 entra nessa lista como um dos fones com maior autonomia no mercado. Durante uma semana e meia, só precisei recarregá-lo uma única vez (isso no oitavo dia de uso), e isso ouvindo música aproximadamente duas horas e meia por dia. A recarga também é bastante rápida: leva cerca de 3h49 minutos para ir do zero até os 100%.

E aí, vale a pena?


O WH-XB700 é uma das melhores opções de fones de ouvido com foco na reprodução de graves. E deve chamar a atenção de quem está procurando um fone de qualidade, leve, prático de transportar e com acabamento que deixa o uso superconfortável, até se você, assim como eu, é uma pessoa de orelhas grandes. Também tem como principal característica a autonomia de bateria, que dura tranquilamente uma semana mesmo se o se uso for muito intenso.
Embora os graves sejam potentes, talvez eles atrapalhem a detecção de certos instrumentos musicais ou vozes, dependendo da música ou estilo musical que você estiver ouvindo. Afinal, os graves são o protagonista. Mas, no geral, isso não atrapalha a experiência de uso.

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