Dicas para quem deseja fazer um vídeo e publicá-lo na internet

Fernando Petracioli, especial para PC WORLD*
11/04/2008 - 08h32 - Atualizada em 11/04/2008 - 13h35
Um pequeno roteiro para que você realize suas produções e as torne disponíveis para que milhares de internautas possam ver também.

guia_video_150Você é um freqüentador assíduo de sites como o Uol Mais (ex-Uol Vídeos), YouTube e Google Vídeos, adora assistir produções – caseiras ou não – mas quer ser mais que um simples espectador? É claro que você pode ser mais um produtor de vídeos assistidos por diversos internautas. E saiba que não é tão complicado assim.

Para começar, tudo depende do tipo do vídeo que você quer produzir. Pode ser uma coisa bem amadora, feita até pela câmera do celular – e aqui não existem truques – até uma produção mais caprichada. Neste caso é sempre legal montar um roteiro para organizar as coisas, e é importante se preocupar com a iluminação – detalhe que muitas vezes é esquecido e que faz toda a diferença na qualidade do vídeo.

E não precisa ser nada muito caro. Por exemplo, até uma simples placa de isopor ajuda quando a aproximamos do rosto de uma pessoa no enquadramento da câmera – sem enquadrar, óbvio, o isopor – pois ela irá refletir raios de luz na direção em que o posicionarmos.

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Dica extra: siga o roteiro, mas não deixe de captar imagens adicionais; elas podem - e serão muito úties - para ajudar na edição do vídeo final.

Agora você tem tudo gravado, precisa passar aquilo que gravou para seu computador. Nele, você poderá deixar seu vídeo da maneira que preferir, fazendo a edição e finalização do material.

Se a câmera que você utilizou é digital, então ela tem uma interface apropriada de comunicação com o computador – provavelmente uma entrada para cabo USB ou IEEE 1394 (os populares FireWire, para a Apple, e i.Link, no caso da Sony).

Assim, a simples conexão da filmadora com o PC usando o cabo adequado deve sugerir o processo de captura através do próprio software que acompanha a câmara.

O Windows Movie Maker, instalado com o Service Pack 2 do XP, é sempre uma boa alternativa a esses softwares.

Mas se você gravou em uma filmadora analógica o processo vai ser um pouco mais complexo, pois câmeras desse tipo não se comunicam diretamente com o computador. Veja aqui o que fazer para capturar seu material analógico para seu PC.

Edição do material gravado
Quando você já tiver todo o seu material bruto no PC será a hora de lapidá-lo. Também aqui é importante um roteiro de como pretende que fique o vídeo final. Com um bom software de edição, você pode tirar aquilo que ficou ruim ou que não interessa, alterar a ordem de cenas, acrescentar efeitos e trilhas sonoras, colocar caracteres.

Lembra-se daquele material extra gravado? É aqui que você irá usá-lo para fazer transições entre uma cena e outra, durante abertura e até nos momentos finais do seu vídeo.


guia_video_150Duas opções das mais recentes para edição de vídeo são o Ulead VideoStudio 11 Plus, da Corel, e o Studio 11 Ultimate, da Pinneacle. Clique aqui para ler um review completo sobre esses dois softwares.

Mas não é preciso por a mão no bolso para ter um software de edição de vídeos. Nós separamos algumas opções gratuitas para você que valem a pena conhecer:

Free Vídeo Dub: Esse programa tem limitações, mas pode ajudar a apagar cenas indesejadas de clipes sem precisar recodificá-los.

AviTricks Classic: Editor de vídeo freeware para o formato AVI

Jahshaka: Software gratuito para adição de especiais e edição de vídeo

VirtualDub: Software para edição e mixagem de vídeos totalmente gratuito

Camtasia: Capture, edite e publique vídeo AVI de alta qualidade com essa ferramenta na tela do seu computador

Publicação do seu vídeo
Já deixou seu filme tinindo? Para disponibilizar sua ‘obra prima’ para o público em geral, nada melhor do que os sites de hospedagem de vídeo. É necessário ter um cadastro nesses sites, o que é muito simples de fazer.

No Uol Mais, por exemplo, é preciso ter uma conta no Uol, no Bol ou ainda ser usuário do Uol Blog. No caso do YouTube, basta fornecer apenas alguns poucos dados pessoais e sua conta estará pronta. Existem alguns perfis diferentes de usuário quando você faz seu cadastro – usuário padrão, diretor, músico, guru – e cada uma delas tem suas peculiaridades, dentre as quais a principal é a limitação ao tamanho do vídeo a ser subido. Uma conta padrão, por exemplo, só permite filmes de até 10 minutos. Acha pouco? Se já passou pela fase de edição sabe quanto material gravado vai precisar para ter 10 bons minutos de imagem final.

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No caso do Google Vídeos, a tarefa pode ser ainda mais fácil: se você já tiver uma conta do Gmail, é só aceitar os termos de uso que você já estará cadastrado.

Tanto YouTube quanto Google Vídeos oferecem duas modalidades de upload: a baseada em web – em que você apenas informa o caminho no seu HD em que está o arquivo a ser subido – e aquela em que você baixa um software especialmente para isso. Esta forma será necessária para fazer upload de vídeos de tamanho maior do que 100 MB.

A PC World também disponibilizou para você um software próprio para subir vídeo para o Youtube, o Free Youtube Uploader.


guia_video_150Alguns sites oferecem upload feito direto do seu celular. Isso pode ser bem útil, principalmente caso você tenha feito seu vídeo na câmera do telefone. Você acessa a internet pelo celular e entra na URL http://m.youtube.com/ no caso do YouTube. Mas você precisa criar um perfil específico para telefone móvel.

Codecs
Um ator muito importante ao longo dessas etapas são os codecs. Usados para compactar e descompactar arquivos de áudio e vídeo, eles podem gerar incompatibilidade com algum software de edição ou tocador que for usar, caso você não tenha baixado e instalado algum codec específico. Para prevenir ou mesmo tentar resolver esse problema, baixe o K-Lite, um software que permite decodificar e assistir quase qualquer vídeo.

Ao capturarmos um vídeo para o computador, podemos fazê-lo em basicamente dois formatos principais: .AVI e . MPG. O primeiro formato utiliza o codec DV Standard e é um codec do tipo ‘sem perda’ – o que significa que o descarregamento do material no PC não implica em queda de qualidade. Assim, é mantida a taxa de bits original de cerca de 25 megabytes por segundo (Mbps) no arquivo .AVI, pois não há compactação de informação.

O segundo formato, .MPG, usa o codec mpeg-2. Neste caso, pode-se dizer que há, sim, perda de qualidade, pois o arquivo é compactado. Sua taxa de bits se reduz a aproximadamente 6 Mbps.

Qual a melhor opção? Cada um tem vantagens e desvantagens. O MPG ocupa menos espaço em disco por um lado e possui menos qualidade por outro. O AVI precisa de mais MB no HD, mas oferece mais qualidade de vídeo. E, ao contrário do que se pode pensar, é o MPG que exige mais do processador para ser gerenciado. Isso porque ele se encontra em estado compacto para ter um tamanho de arquivo menor. Ou seja, um vídeo de 5 minutos, por exemplo, em formato AVI se distribui por uma quantidade muito maior de bytes do que um MPG, concentrado em menos bytes. E isso faz diferença na hora do processador trabalhar.

Emerson Jordão, da Pinnacle, recomenda: “é sempre melhor percorrer o caminho do maior arquivo para o menor”. Ele diz que, para captura, é melhor dar prioridade ao formato com mais qualidade, pois depois disso, caso haja necessidade, é só diminuir a taxa de bits do vídeo. Já o processo inverso não é possível: se descarregamos um material em formato MPG não é mais possível retornar ao estado original.

Seja como for, no final das contas, se a idéia for mesmo disponibilizar seu filme num site de hospedagem, o formato não vai fazer tanta diferença. Essas páginas recebem o vídeo fornecido e logo em seguida fazem uma conversão automática para um formato com qualidade padrão – baixo, diga-se de passagem, afinal estamos falando de conexão web para acessar conteúdo que envolvem eventualmente mais de 100 MB.

Download do vídeo
Se seus amigos gostaram muito do seu vídeo, eles podem até baixá-los para seus HDs a partir dos sites de hospodagem. PC World separou alguns bons programas que conseguem fazer esse serviço para você.

My YouTube Converter: Baixe vídeos do YouTube e converta o arquivo

VDownloader 0.7: Achou um vídeo legal na web? Então salve ele em seu computador.

Ashampoo ClipFinder: faz uma varredura do filme desejado em vários sites de vídeo diferentes, inclusive no YouTube

Free Video Downloader: Baixe vídeos curtos do YouTube, Google Video entre outros

TubeMe: Salve os vídeos do Youtube com essa inteligente ferramenta

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Desempenho excepcional
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