Huawei Mate X: testei o smartphone dobrável chinês [Hands-on]

Única unidade disponível no país veio parar nas mãos da PCWorld Brasil

Foto: PCWorld Brasil
http://pcworld.com.br/huawei-mate-x-testei-o-smartphone-dobravel-chines-hands-on/
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Depois de muita espera, a Huawei vai lançar seu smartphone dobrável, o Huawei Matex X. As vendas começam nesta sexta-feira (15), mas, por enquanto, a novidade ficará restrita ao mercado chinês. No entanto, a PCWorld Brasil teve acesso à única unidade do aparelho disponível no nosso país.

Como passamos apenas pouco mais de uma hora com o Mate X, vou contar como foi a minha experiência com o aparelho. Mas antes de tudo, vamos repassar as especificações para relembrar um pouco a potência e a proposta do smartphone dobrável da gigante chinesa.

O Huawei Mate X custa 16.999 yuan — cerca de US$ 2,4 mil — e ainda não há previsão de expansão da comercialização dele para outros mercados. Ele tem 8 GB de RAM, 512 GB de armazenamento interno, processador Kirin 980 e modem Barong 5000 com conexão 5G. A bateria de 4.500 mAh tem a vantagem de ser recarregada de 0% a 85% em apenas 30 minutos graças à tecnologia de recarga rápida de 55W.

A tela OLED flexível tem 8″ quando aberta, reduzindo para uma de 6,6” na parte frontal quando o dispositivo está fechado, e uma traseira de 6,3”. O conjunto de câmeras traseiras é o seguinte:

  • 40 megapixels (abertura f/1.8);
  • 8 megapixels (abertura f/2.4);
  • Grande angular de 16 megapixels (abertura f/2.2)
  • Sensor ToF para ajudar na profundidade

Ele grava vídeos a 2160p e 1080p, ambos a 30 quadros por segundo. A câmera frontal é a mesma da traseira, o que já me leva às primeiras impressões a respeito do trabalho do hardware em parceria com o software.

Uso diferenciado das câmeras

Com o Mate X fechado, a tela traseira se torna uma espécie de espelho para quem está de frente para a câmera. Isso significa que quando você vai tirar uma foto daquele amigo chato, que vive reclamando que não saiu bem na imagem, ele mesmo poderá acompanhar em tempo real o enquadramento, a luz, a pose e tudo mais antes do clique.

Quando clicamos no botão de selfie com o smartphone dobrado, uma mensagem aparece na tela pedindo para que o usuário vire o aparelho, deixando as câmeras e a tela secundária voltada para ele.

Não consegui realizar grandes testes com a câmera, pois estávamos em um ambiente de estúdio com iluminação controlada, o que muda totalmente a percepção da qualidade. De qualquer forma, dificilmente a câmera será o grande foco de um smartphone dobrável, afinal, ele dobrar é o grande atrativo. Ainda mais se pensarmos no portfólio da Huawei, que tem o P30 Pro e seu conjunto de lentes ignorante (no sentido positivo da palavra), e o Mate 30 Pro, que é o líder do DxOMark.

Software otimizado

O sistema operacional é o Android 9 Pie personalizado com a EMUI da Huawei. Aqui a versão já é otimizada para dispositivos dobráveis, o que significa a permissão para abrir dois aplicativos ao mesmo tempo, com a tela dividida em 50/50 ou 70/30 de cada lado. Isso é uma maravilha no quesito produtividade, já que você pode deixar o navegador aberto em uma página de um lado e um editor de texto do outro, por exemplo. Também dá para deixar o YouTube e o Google Maps lado a lado, e assim por diante.

Algo que se mantém no sistema são os gestos da Huawei, incluindo as batidas com o nó do dedo na tela. A novidade aqui é que dá para dar um toque e arrastar para o lado para dividir a tela ao meio. A fluidez durante a navegação entre apps é a esperada para um celular top de linha, e dificilmente vai deixar alguém na mão durante o uso.

Em suma, a sensação aqui é de usar um smartphone comum quando ele está dobrado, e isso acontece até mesmo pelo tamanho da tela de 6,6” e pela espessura do dispositivo, que pode ser considerada fina para a sobreposição de “duas telas”. Quando ele está aberto, me lembra mais o uso de um Kindle do que de um tablet, o que é bem agradável.

A tela de 8” permite ver vídeos de uma forma interessante, mas não sei se destacaria como o forte do aparelho, que brilha mesmo quando você abre um jogo. Testamos o Asphalt, por exemplo, e a experiência é incrível até mesmo se você dobrar a tela enquanto joga. A transição é extremamente sutil e não notamos lags quando abrimos ou fechamos o display durante a ação.

Outro ponto muito importante: não dá para ver o vinco da dobra no meio da tela aberta durante o uso. Quando ela está apagado ou quando olhamos de ângulos diferentes, até notamos a marcação, mas durante o uso real, não é perceptível.

Não vai quebrar de tanto dobrar?

Uma das dúvidas mais comuns é sobre a construção dos dobráveis. Não vou dizer que o sentimento foi agradável logo de primeira, até porque é uma experiência completamente diferente do que estamos habituados. O medo de quebrar a tela na hora de dobrar é real, mas depois de algumas manobras isso vai passando e fica mais fácil clicar no botão que fica na traseira na hora de abrir o aparelho.

O Huawei Mate X nos passa uma sensação de resistência, mas também parece que estamos segurando o futuro nas mãos. A empresa não diz quantas “dobradas” o Mate X aguenta, mas confirma que a garantia cobre problemas relacionados ao mecanismo.

A Huawei é a segunda maior fabricante mundial de smartphones, ficando atrás apenas da Samsung. No entanto, o tema de mercado de dobráveis, que insere uma nova categoria às já conhecidas “de entrada”, intermediário e premium, foi abordado com mais detalhes pelo Wellington Arruda em uma matéria para o IT Forum 365, que você pode acompanhar neste link.

Fato é que depois de experimentar um smartphone dobrável, nossa mente se abre para as inúmeras possibilidades de uso e desenvolvimento de apps que tirem o melhor do que os aparelhos têm para oferecer.

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