Jovens dizem que redes sociais causam tristeza, ansiedade e depressão

Vazamentos de 2018 tiveram grande impacto nesse resultado

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Segundo a terceira edição do Indicador de Confiança Digital (ICD), um levantamento contínuo que analisa a perspectiva do brasileiro frente a mudanças – sejam elas políticas, sociais, econômicas, ambientais ou tecnológicas –, os jovens são os que ainda menos confiam no digital.

Entre os adolescentes, que compreendem a faixa etária de 13 a 17 anos, o ICD é 3,00 de uma escala que vai até 5,00. O valor cai para 2,78 em entrevistados com Ensino Fundamental completo, sendo o índice mais baixo entre o público entrevistado.

“Os jovens estão cada vez mais nervosos com a possibilidade de perder alguma coisa que está acontecendo no mundo ou no seu ciclo mais próximo de amizades. Todos ficam querendo consultar o celular muitas vezes por dia. Ou seja, sintomas da Síndrome FoMO, sigla para ‘fear of missing out’”, explicou André Miceli, professor e coordenador acadêmico da FGV.

Miceli afirma, ainda, que os jovens também foram um dos mais impactados pelos escândalos sobre vazamento e uso indevido de dados em 2018. “64% dos jovens deram uma pausa nas redes sociais, enquanto 34% as abandonaram por completo. Muitos fazem isso para preservar sua saúde mental, no entanto, boa parte que diz deixar as redes sociais acaba voltando por causa do sentimento de aumento do convívio social”, afirmou o professor. Talvez por isso, 41% dos jovens entrevistados disseram que as redes sociais lhes causam tristeza, ansiedade ou depressão. “Além de desconfiar mais do digital, a população demonstra menos vontade de consumir, indicando uma desaceleração da economia no atual período”, completou.

A pesquisa revelou, também, que boa parte dos jovens estão menos otimistas quanto à tecnologia agora que têm mais entendimento sobre o assunto. “Percebemos que as meninas estão cada vez mais preocupadas com a sua privacidade, principalmente com medo de expor fotos. Entre os meninos, 85% já relataram sofrer algum tipo de ameaça através de ambientes digitais”, disse Miceli.

Contudo, os jovens entendem que a tecnologia exerce um importante papel de mudança nos negócios e que, portanto, é um ponto relevante na hora de conseguir um emprego.

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