Milhões de aparelhos Android vêm com malware pré-instalado

Uma das ameaças foi pré-instalada em mais de 7 milhões de dispositivos

Foto: Shutterstock
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O Android é um sistema operacional bastante versátil se comparado ao iOS da Apple, principalmente por ser uma plataforma open-source. No entanto, isso serve como porta de entrada para o desenvolvimento de vírus e arquivos maliciosos que, acredite, poderão em breve vir pré-instalados no seu aparelho sem que você saiba.

Esse é o alerta da investigadora de segurança Maddie Stone, que atua no Project Zero do Google e foi líder de tecnologia da equipe de segurança do Android. De acordo com a pesquisadora, que participou de um evento de segurança da Black Hat em Las Vegas (EUA), os smartphones chegam a vir com até 400 aplicativos pré-instalados prontos para uso. Essa quantidade é um grande problema porque hackers mal intencionados conseguem esconder malwares mais facilmente.

“Se malware ou problemas de segurança vierem como aplicativos pré-instalados, então o dano que ele pode causar é maior, e é por isso que precisamos de tanto revisão, auditoria e análise”, destacou Stone.

O risco afeta o Android Open Source Project, que é uma alternativa de baixo custo para a versão completa do sistema operacional móvel do Google. O AOSP é instalado em smartphones mais baratos para manter o preço desses aparelhos mais baixo, mas usuários desavisados ​​correm o risco de comprar dispositivos que vêm com malware pré-instalado.

Telefones de fabricantes maiores, como LG, Sony e Samsung, geralmente estão a salvo dos riscos, porém descobriu-se que mais de 200 fabricantes lançaram dispositivos com malware oculto. Um malware em particular de preocupação é o Chamois que, ao infectar um aparelho, gera fraude de anúncios, instala aplicativos em segundo plano, baixa plugins e até mesmo envia mensagens de texto. Em março de 2018, a equipe de Stone encontrou o Chamois pré-instalado em 7,4 milhões de dispositivos Android.

O Project Zero do Google tem trabalhado com fabricantes de dispositivos para resolver o problema, e isso ajudou a reduzir o número de smartphones pré-instalados com Chamois para apenas 700 mil entre março de 2018 e março de 2019. Além disso, a apresentação de Stone na Black Hat segue um estudo de junho que afirmava que 43% dos aplicativos Android tinham vulnerabilidades, enquanto 38% dos aplicativos iOS tinham o mesmo problema.

Fonte: Digital Trends

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