Relaxe: a demora na atualização de seu aparelho Android não é o fim do mundo

Ryan Whitwam, Greenbot
13/03/2014 - 07h00 - Atualizada em 14/03/2014 - 13h23
Graças a mudanças feitas pela Google ao longo dos anos, não ter a versão mais recente do sistema em seu aparelho não é mais um incômodo tão grande. Entenda o por quê.

Se você já é usuário do Android há algum tempo, provavelmente já sentiu a dor causada pela demora no lançamento, ou a completa ausência, de uma atualização do sistema operacional de seu aparelho. Mas também deve ter notado que a indignação entre os usuários causada pela demora nas atualizações parece ter diminuído nos anos recentes.

Será que nos acostumamos ao ritmo “glacial” de atualização dos fabricantes e operadoras? Não. Muito provavelmente ela diminuiu porque ter a versão mais recente do Android em seu aparelho não é mais tão importante quanto antigamente. Permita-me explicar.

O Android é modular

Antigamente os aplicativos que são parte do sistema só eram atualizados junto com o sistema em si. Mas já há alguns anos a Google vem separando alguns dos recursos do Android do núcleo do sistema operacional. À princípio colocar o GMail e Google Maps na Play Store era apenas uma gentileza, mas isso se tornou um componente integral da experiência com o Android. Com isso a Google lança atualizações de seus apps, via Google Play, para praticamente todos os usuários.

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Componentes importantes de novas versões do Android, como o novo Launcher, agora são distribuídos no Google Play

Mais de 1 bilhão de aparelhos tem o GMail instalado, e praticamente todos eles podem receber instantâneamente a mais nova versão do app, mesmo que não estejam rodando a versão mais recente do Android. E agora a Google está alavancando este esforço ao colocar o novo Launcher, chamado Google Now Launcher, na Play Store, mesmo que atualmente ele só seja compatível com aparelhos da família Nexus ou aqueles com uma “Google Edition” com o sistema puro.

Versões recentes do Android abriram novos caminhos para os desenvolvedores. Partes do sistema que anteriormente só eram acessíveis ao Google estão disponíveis para modificações por parte de terceiros no Jelly Bean e versões posteriores. Por exemplo, desenvolvedores agora podem adicionar novos recursos ao sistema de notificações do Android sem recorrer a modificações suspeitas no sistema. É a mesma história com as widgets da tela de bloqueio, que permitem que os desenvolvedores complementem esta parte da interface sem ter de esperar que a Google inclua novos recursos.

Talvez o aspecto mais importante da natureza modular do Android seja o framework Play Services. Esta plataforma é cada vez mais usada pela Google para entregar novos recursos a quase todos os aparelhos, independente da versão do sistema operacional (desde que seja o Android 4.3 ou superior). Versões atualizadas de APIs como compartilhamento, localização e gerenciamento remoto foram adicionadas aos aparelhos através do Play Services. De fato, a versão final da API Chromecast foi recentemente entregue a todos os smartphones e tablets compatíveis desta forma.

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Com o Google Play Services, a Google consegue atualizar APIs e recursos internos do Android, sem mexer no sistema em si

Resumindo, a Google agora adiciona recursos significativos ao Android diretamente através do Google Play, sem a necessidade de uma versão completamente nova do OS ser validada e distribuída pelos fabricantes de aparelhos e operadoras.

O Android é maduro

Não é coincidência que existam três versões do Android com o codinome Jelly Bean (4.1, 4.2 e 4.3). Cada uma foi um belo avanço em relação à sua predecessora, mas não houve grandes avanços do ponto de vista do usuário entre elas. A Google não precisa mais dar um grande salto a cada seis meses como anteriormente.

Houve uma época em que um ciclo de atualização a cada seis meses adicionava recursos importantes como uma interface muito mais ágil e widgets redimensionáveis. A interface com o usuário também passou por mudanças radicais em praticamente toda versão da 1.0 até a 4.0. Por isso, não receber atualizações até meses depois de seu lançamento era um sério empecilho à experiência de uso do aparelho. Mas a interface do Android já está “resolvida”, e não é mais um patinho feio.

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Há cada vez menos grandes diferenças, do ponto de vista da interface, entre versões do Android

À medida em que o Android ficou mais “bonito” e com mais recursos, o mesmo pode ser dito das ROMs criadas por fabricantes como a Motorola, a HTC e a Samsung. Embora a maioria dos usuários do Android vá lhe dizer que o sistema “puro” (Stock) oferece a melhor experiência, os fabricantes não estão mais arruinando aparelhos com interfaces e temas horrendos como faziam antes. Interfaces como a Sense da HTC e a TouchWiz da Samsung agora oferecem recursos que os usuários realmente querem, como o sistema de múltiplas janelas no TouchWiz, ou as notificações inteligentes do Moto X são apenas alguns exemplos de valor agregado, e todos estão trabalhando em recursos de câmera melhores do que os do Android puro.

Entre melhores interfaces e uma interface mais estável no Android puro, seu smartphone não tem mais uma aparência em comportamento tão datados a cada vez que a Google lança uma atualização do sistema.

Algumas atualizações são um passo atrás

Você pode comprar um smartphone e devolvê-lo se não gostar, mas depois que se acostuma com uma versão do sistema, pode ser aterrador descobrir que uma atualização causou uma série de problemas com os quais você tem de lidar.

O Android 4.4, por exemplo, quebrou o suporte a Exchange em um imenso número de aparelhos, e o problema não foi corrigido até o lançamento da versão 4.4.1. O KitKat também introduziu mudanças radicais no suporte a armazenamento externo, o que torna os cartões microSD menos úteis. A versão 4.3 deixou o GPS muito pior no Nexus 7. Estes são apenas exemplos recentes, e as coisas costumavam ser bem piores. Problemas com a autonomia de bateria ainda são comuns após uma atualização do Android.

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Uma queda na autonomia de bateria é um dos problemas que podem acontecer após uma atualização do Android

Com mais atualizações há o potencial para mais “bugs” como estes, e isso sem levar em conta a confusão que você pode experimentar mesmo quando tudo sai como planejado. Algumas vezes uma atualização não precisa ser defeituosa (ou “bugada”, no jargão) para causar revolta. Basta que ela mude ou remova um recurso do qual você depende. A internet quase enlouqueceu quando o Android 4.4.2 eliminou o gerenciador de permissões App Ops, que havia sido descoberto meses antes.

Então está tudo bem?

No geral ter uma atualização para a versão mais recente do Android ainda é desejável. Ela geralmente traz mais coisas boas do que ruins, e às vezes vem com uma versão mais recente da interface de seu fabricante (Sense, TouchWiz, etc) com melhorias notáveis. Mas ter a versão mais recente do Android não é mais um requisito para poder aproveitar seu smartphone ou tablet.

Apenas se lembre: se a próxima grande atualização do sistema demorar mais do que você gostaria, você provavelmente não está perdendo tanto quanto imagina.

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Belo design, capas coloridas permitem personalizar o aparelho
Tela grande e de ótima qualidade
Bom desempenho e autonomia de bateria
Tem slot para cartões microSD

Câmera traseira tem foco fixo
Não tem flash
Não tem câmera frontal
Só 4 GB de memória interna

Desempenho excepcional
Excelente autonomia de bateria

Tela tem péssima qualidade de imagem
Grande e desengonçado