ARM está desenvolvendo processadores para tornar os wearables “invisíveis”

Agam Shah, PCWorld EUA
02/06/2014 - 11h14 - Atualizada em 02/06/2014 - 11h18
Chips deverão ter consumo na casa dos nanowatts, muitas vezes menor que os modelos atuais, e serão projetados em um novo centro de design em Taiwan.

A chave do sucesso na corrida dos wearables é a invisibilidade e uma longa autonomia de bateria. E a ARM está desenvolvendo diminutos processadores com estas características.

Executivos da ARM afirmaram nesta segunda-feira durante a Computex, feira de tecnologia que acontece nesta semana em Taipei, que novos processadores e microcontroladores estão sendo desenvolvidos para uma gama completa de aparelhos, de pequenos wearables para coleta de dados a aparelhos mais sofisticados como óculos inteligentes (smartglasses), que existem mais poder de processamento.

Para auxiliar no esforço a ARM também anunciou a abertura de seu primeiro centro de design para o mercado asiático, que será localizado em Taiwan, onde o desenvolvimento destes processadores será realizado. Os chips serão parte da linha Cortex-M.

Muitos processadores baseados nas arquiteturas da ARM já são usados em dispositivos de fitness, relógios inteligentes, monitores de sinais vitais e wearables mais sofisticados como os óculos para esqui Airwave 1.5, da Oakley. Mas os processadores em desenvolvimento poderão ter um consumo na casa dos nanowatts, muitas vezes inferior ao dos chips atuais, e encontrar uso em wearables que se adaptam mais facilmente ao corpo, disse Noel Hurley, gerente geral de processadores na ARM.

Ele deu como exemplo o microcontrolador KL03 da Freescale, baseado em tecnologia ARM e praticamente invisível, que é usado em termostatos e lâmpadas. “Ele é como poeira”.

Os wearables estão crescendo rapidamente, e há muitas experiências sendo realizadas com tamanhos de tela, sensores e sistemas operacionais, disse Hurley. Segundo o executivo algumas idéias serão bem sucedidas, enquanto outras irão fracassar.

Mas em todos os wearables o tamanho, consumo de energia, conectividade e gerenciamento de dados são os pontos mais importantes, disse Hurley. A bateria é o componente mais pesado nestes aparelhos, e graças ao menor consumo os novos processadores da ARM exigirão baterias menores, o que pode levar a wearables que se adaptam melhor ao corpo.

Ele deu como exemplo monitores de sinais vitais em hospitais, que os pacientes podem remover facilmente. Mas se eles estiverem ocultos em algum lugar, seriam um incômodo menor para o paciente e para o hospital, que poderia obter um fluxo de dados contínuo sem interrupção.

Os projetos dos novos processadores para wearables irão colocar os sensores próximos aos processadores de sinais digitais (DSP - Digital Signal Processor), para que os dados possam ser analisamos rapidamente e enviados para smartphones ou outros instrumentos de coleta de informação.

A ARM licencia o design de seus processadores para as fabricantes de chips, que os utilizam em wearables e outros dispositivos. Processadores baseados em tecnologia da ARM são usados em wearables notáveis como o Google Glass e nos smartwatches da família Gear, da Samsung. A ARM oferece aos fabricantes de aparelhos a plataforma de desenvolvimento Mbed, onde podem misturar componentes, opções de conectividade e sistemas operacionais e chegar a uma solução sob medida para suas necessidades.

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