2016, o ano em que demos adeus ao Blackberry, Peeble, Vine e muito mais

IDG News Service
30/12/2016 - 08h00 - Atualizada em 05/01/2017 - 06h28
O obituário Tech em 2016 é longo. De Samsung Galaxy Note7, Microsoft Band ao Nexus, relembre as principais descontinuações de 2016
O ano de 2016 foi brutal no mundo da tecnologia. Projetos ambiciosos descontinuados, produtos de nicho amados tornaram-se insustentáveis, e pelo menos um embaraço corporativo colossal marcou o calendário. A seguir, dê uma olhada no passado 2016 e em toda a tecnologia que morreu no ano. 
 
Pebble
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Depois de iniciar a era smartwatch em 2013, o Pebble não conseguiu sobreviver ao colapso do hype dos wearables. Como todos os outros fabricantes de smartwatch, exceto a Apple, as vendas do Pebble eram moderadas, e a falta de financiamento disponível teria levado a uma dívida excessiva. Em dezembro, a Fitbit concordou em adquirir o software e propriedade intelectual do Pebble, mas efetivamente abandonou os atuais usuários e cancelou o próximo Pebble Time 2 e Pebble Core. Foi um final triste.
 
Samsung Galaxy Note7 
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A maioria dos produtos de hardware não morrem de forma definitiva, mas em vez disso tornam-se obsoletos a medida que novos produtos tomam o seu lugar. O Galaxy Note7 da Samsung foi uma exceção, já que problemas com sua bateria fizeram com que os telefones recém-lançados se incendiassem ou explodissem. Um recall precipitado do produto não conseguiu corrigir o problema, e a Samsung eventualmente descontinuou toda a linha do produto. Quanto aos telefones existentes, a sul-coreana tem tentado recuperar todos, além de entregar uma atualização para travar todos esses telefones afim de evitar quaisquer riscos de segurança adicionais. As ações e os ganhos da Samsung deram um mergulho no abismo, mas a maior questão que fica após o fiasco com o Galaxy Note7 é se a empresa pode recuperar a confiança dos consumidores e se veremos outro telefone sob a marca Note novamente.
 
BlackBerry 
 
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Se você vir um telefone BlackBerry no futuro, provavelmente não será feito pela BlackBerry. Em setembro, a fabricante, outrora orgulhosa de seus aparelhos, anunciou que iria parar de desenvolver seu próprio hardware e, em vez disso, se concentrar em software, enquanto oferece o licenciamento do telefone para fornecedores terceirizados. O DTEK50, basicamente um modificado Alcatel Idol 4, é um exemplo. Da mesma forma, não está claro se veremos qualquer BlackBerry com teclado físico novamente.
 
Vine
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O serviço de vídeo em loop de 6 segundos do Twitter teve supostamente problemas com questões de gerenciamento, mudanças de estratégia e falta de visão desde que foi lançado em 2013. E em outubro passado, a Vine anunciou que seus aplicativos serão e encerrados, mas que os vídeos já publicados permanecerão online. Apesar de rumores de uma possível aquisição para salvar o serviço, o tempo do Vine parece se esgotar.
 
Facebook Paper
Nascido de um grupo interno de pesquisa e design, o Creative Labs, o Facebook Paper era uma versão do News Feed da rede social. Os usuários passariam por fotos em tela cheia, notícias e atualizações de status, e não havia vídeos de auto-reprodução ou mensagens de promoção de marcas. Muitos usuários juravam que o Paper era melhor, inclusive, que o principal app do Facebook, mas fato é que o serviço nunca pegou uma massa crítica de usuários, e depois de um hiato em atualizações, o Facebook retirou o App das lojas virtuais. Na melhor das hipóteses, os usuários podem ter o conforto sabendo que algumas das melhores inovações do Paper, como o conceito de artigos instantâneos, fizeram seu caminho para o aplicativo principal do Facebook e que a estrutura gráfica subjacente está disponível para qualquer desenvolvedor.
 
Google Nexus 
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Há alguns meses, o Google lançou um par de novos e inteligentes smartphones sob a marca Pixel, com especificações técnicas de ponta, novos recursos e preços premium para competir com o iPhone da Apple. Trata-se de uma boa notícia para os entusiastas do Android que querem o melhor hardware e software possível juntos, mas a novidade também marcou o fim da linha Nexus, que nos últimos anos ofereceu um sólido Android a um preço mais baixo. O Google diz que a marca Nexus não voltará, embora continue a suportar o hardware atual.
 
Firefox OS 
Embora a Mozilla tenha declarado a morte do Firefox OS para smartphones no ano passado, a companhia continuou a desenvolver o sistema para web para TVs inteligentes e teve uma equipe trabalhando em outros dispositivos, como tablets, roteadores, sticks HDMI e PCs all-in-one . Em setembro, no entanto, a Mozilla disse que estava abandonando o projeto inteiramente. A Panasonic terá que manter a versão para a smart TV por conta própria, e enquanto a comunidade de código aberto possa ainda criar uma bifurcação para outros dispositivos, esta seria uma grande tarefa sem a ajuda da Mozilla. A vantagem é que a remoção de todo esse código subjacente pode ajudar a Mozilla a trabalhar de forma mais rápida no Firefox, abrindo o caminho para uma revisão do motor da Web em 2017.
 
Intel Atom para smartphones 
Depois de dormir durante a revolução do smartphone, a Intel percebeu este ano que ela não ia se recuperar. A empresa parou de trabalhar em seus chips Atom para smartphones, voltando seu foco para outros dispositivos conectados à internet, como drones, carros autônomo e headsets de realidade aumentada. 
 
Projeto Ara
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O conceito de smartphone modular do Google sempre pareceu uma aposta ambiciosa e a longo prazo, e depois de vários atrasos e mudanças no design, o Google decidiu este ano descontinuar o Projeto Ara. O design modular permitiria a fácil troca de componentes, o que poderia potencialmente gerar economias ao longo do tempo, além de reduzir o desperdício eletrônico. Mas, ao invés disso, o projeto em si foi dirigido para a pilha de sucata, a menos que os fornecedores terceirizados decidam licenciar a tecnologia. Até agora isso não aconteceu. 
 
Microsoft Band  
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Um rastreador fitness em uma pulseira com um touchscreen colorido foi convincente em teoria, mas o produto foi barrado por falta de suporte a aplicativos e software. Este ano, a Microsoft não lançou uma terceira versão de sua pulseira inteligente. A declaração da empresa sobre o futuro da linha Band ("Continuamos a investir e inovar na plataforma Microsoft Health...") não é encorajadora. Mas não se precipite em achar que a Microsoft está fora do negócio de wearables inteligentes, mas presuma que o hardware de condicionamento físico esteja em um hiato.
  
Picasa 
É incrível que o Picasa tenha sobrevivido tanto tempo. O conjunto de edição e armazenamento de fotos foi lançado em 2002 e foi comprado pela Google em 2004, mas ele parou de receber atualizações importantes há anos e havia sinais em 2013 de que poderia ser substituído pelo Google+ Photos. Ainda assim, o Picasa avançou até o início do ano passado, quando o Google realmente decidiu concentrar todos os esforços em seu novo serviço Google Photos. Os usuários do Picasa ainda podem editar fotos com o aplicativo da área de trabalho se já o tiverem, mas o desenvolvimento cessou e algumas funções da API estão desaparecendo.  
 
Project Astoria 
Para ajudar a fechar a lacuna de aplicativos entre o Windows e outras plataformas, o Projeto Astoria teria deixado os desenvolvedores Android facilmente portar seus aplicativos para a Universal Windows Platform. Então por que a Microsoft destruiu essa ferramenta em vez de liberá-la? Oficialmente, a companhia disse que o conceito era muito confuso para os desenvolvedores, mas alguns observadores teorizaram que a Astoria criou complexos obstáculos legais em torno da criação de APIs que não fazem parte do Android Open Source Project. Em qualquer caso, a Microsoft agora está encorajando os desenvolvedores a usarem as ferramentas de desenvolvimento de plataformas cruzadas que adquiriu através do Xamarin no início de 2016.
 
 
 

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