De olho no futuro, Intel investe em computação quântica e neuromórfica

PC World / EUA
13 de fevereiro de 2017 às 15h43
Segundo CEO Brian Krzanich, fabricante vem "investindo pesadamente" em novas tecnologias para encontrar alternativas à Lei de Moore.

A Intel sabe que haverá uma era “pós Lei de Moore” e já está investindo em tecnologias para impulsionar a computação para além dos PCs e servidores de hoje em dia.

A fabricante está “investindo pesadamente” em computação quântica e neuromórfica, segundo revelou o CEO da própria empresa, Brian Krzanich, durante uma sessão de perguntas e respostas após o balanço financeiro da companhia na última semana.

Para dar uma ideia de quanto essas tecnologias estão avançadas, Krzanich disse que talvez a sua filha estivesse à frente da Intel até lá.

Pesquisar essas tecnologias, que ainda estão em sua infância, é algo que a Intel precisa fazer para sobreviver por muito mais décadas. Encolher chips de silício e colocar mais recursos neles está tornando-se difícil, e a Intel já está tendo problemas para fabricar chips menores.

Smartphones, PCs e outros aparelhos estão ficando menores, mais rápidos e mais eficientes no uso de energia graças à Lei de Moore, uma observação de 1965 que afirma vagamente que o número de transistores em uma determinada área dobraria a cada dois anos, fazendo com que o desempenho dobre enquanto é diminuído o custo para a fabricação de chips.

A Intel vem usando a Lei de Moore como uma estrela guia para fazer chips menores e mais rápidos e reduzir os preços dos aparelhos. No entanto, é um consenso que a Lei de Moore está lentamente morrendo, e as dificuldades de produção da Intel estão aumentando. Por décadas, o negócio da Intel dependeu amplamente da sua habilidade de fabricar e vender chips. Mas o processo está ficando mais lento. A Intel costumava avançar para processos de produção mais avançados a cada dois anos, e agora esse intervalo mudou para entre três e quatro anos.

Uma maneira de resolver essa crise - pela qual todas as fabricantes de chips estão passando - é mudar completamente o atual modelo em PCs, smartphones e servidores. O modelo atual - conhecido como a abordagem Von Neumann - envolve os dados sendo enviados a um processador, calculados e então enviados de volta para memória. Mas armazenamento e memória estão se transformando em gargalos.

A resposta é adotar novos modelos de computação, que é onde entram os computadores quânticos e os chips neuromórficos. Os computadores quânticos possuem o potencial de serem poderosos aproveitando a qualidade única de um grande número de qubits para realizar múltiplos cálculos em paralelo. Os chips neuromórficos são modelos a partir do cérebro humano, o que poderia ajudar os computadores a tomarem decisões com base em padrões e associações.

A Intel já fez alguns avanços na computação quântica e nos chips neuromórficos. Mas os comentários de Krzanich emprestam mais credibilidade ao esforço da empresa de olhar para um futuro além dos modelos atuais de computação.

Algumas respostas de curto prazo podem resolver os gargalos citados acima com base no modelo Von Neumann, incluindo o Optane, o novo formato da Intel de memória super rápida e armazenamento. A novidade poderia unir SSDs e DRAM em sistemas, cortando um gargalo. A Intel também está abraçando chips fotônicos de silício, que poderia resolver problemas de processamento em data centers. As duas tecnologias já são temas de pesquisas há mais de uma década e hoje são viáveis.

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