Especial: colocamos as mãos no novo Samsung Galaxy S8

Jason Cross, Greenbot.com / EUA
29 de março de 2017 às 18h07
Apresentado nesta quarta-feira, 29/3, smartphone top de linha da empresa sul-coreana traz telas de 5,8" e 6,2", Snapdragon 835 e conector de fone tradicional.

A Samsung vem mandando muito bem em termos de design de hardware ultimamente, e com o Galaxy S8, o aparelho mais impressionante do mercado dá mais um salto ainda. O aparelho vem em dois tamanhos diferentes: o S8 padrão possui tela de 5,8 polegadas e o S8+ conta com um display de 6,2 polegadas. E nunca pensei que fosse dizer isso, mas prefiro o modelo maior. Eu realmente quero o celular com uma tela de mais de 6 polegadas!

Ainda precisarei usar o S8 por muito mais tempo para poder formar uma opinião sobre o aparelho mais recente da Samsung. Mas a partir do tempo que pude passar com algumas unidades de demonstração, acho que está claro que a Samsung fez o smartphone mais cheio de recursos da história. E tudo começa com uma tela realmente grande.

A primeira coisa que você vai notar sobre o Galaxy S8 é que, apesar de ainda parecer muito um aparelho da Samsung por conta do design curvo, é basicamente uma tela inteira. A empresa sul-coreana chama esse novo design de “infinity display” (algo como “tela infinita”), e ela é feita com a mesma tecnologia top de linha Super AMOLED usada em outros aparelhos recentes, com suporte para HDR e uma ampla gama de cores. 

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Mas assim como a LG fez recentemente com o G6, a Samsung abandonou a proporção 16:9 usada na maioria dos aparelhos do mercado e optou por um display com proporção 18,5:9, um pouco mais alta, apenas com pequenas bordas nas partes superior e inferior (somente espaço suficiente para a câmera frontal e o scanner de íris). E, sim, a proporção é mesmo 18,5 - confirmei com a Samsung que a resolução é 2960x1440 e não 2880x1440 como o aparelho da LG.

É uma tela muito bonita, o que não deveria ser uma surpresa. Os aparelhos top de linha da Samsung costumam ter os displays mais incríveis do mercado. Mas fiquei surpreso sobre o quanto esse novo formato muda a usabilidade. Mesmo após usar o LG G6, que é um aparelho fácil de usar mesmo com a tela de 5,7 polegadas, fiquei surpreso com o quanto é fácil usar o Galaxy S8+ com mais de 6 polegadas.

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As laterais lembram o agora finado Note 7, com as bordas esquerda e direita descendo de maneira suave, e as bordas traseiras se curvando para encontrá-las. O resultado é um design fino, curvo e fácil de segurar. Combine isso com a proporção mais alta e estreita, e você tem um smartphone surpreendentemente confortável de segurar. 

Mais de uma vez enquanto usava as unidades de demonstração, disse para mim mesmo: “Agora deixa eu testar o modelo maior”, apenas para perceber que já estava com ele em mãos. Se você tem uma imagem ruim sobre os phablets desajeitados do passado, com certeza vale a pena testar o maior Galaxy S8+ antes de emitir uma opinião sobre o aparelho.

A nova proporção de tela e as bordas quase inexistentes tornam o Galaxy S8+ um aparelho que é mais fácil de segurar, manusear e guardar do que o meu Pixel XL. O que é incrível. Mesmo assim, pensei que não haveria chances de eu preferir o modelo maior. Após usar os dois novos smartphones, no entanto, fico surpreso em dizer que prefiro.

Sem botão Home

As bordas super finas nas partes de cima e de baixo não deixam espaço para o tradicional botão físico Home da Samsung, ladeado pelos botão “Voltar” e “Multitarefa”. Por isso, a empresa resolveu mudar as coisas, mudando para botões na tela, o que permite inverter as posições dos botões “Voltar” e “Multitarefa” - assim você pode colocar o botão “Voltar” na esquerda, como acontece em todo smartphone que não é da Samsung.

A Samsung também adicionou um pequeno “buzz” quando você toca na área do botão Home na tela, que funciona por pressão. Não é nada parecido com o que acontece com o rival iPhone 7, em que a Taptic Engine faz com que pareça que você realmente está clicando em um botão. É apenas um ruído comum de um telefone, mas ao menos te dá um pouco do feedback de toque. Em apps de tela cheia quando o botão Home fica invisível, você pode simplesmente tocar onde o botão ficaria, e ele irá funcionar como se você o tivesse apertado. Ainda não sei como isso funcionará com aplicativos de terceiros, mas nos apps da Samsung que testei não falhou nenhuma vez, funcionando de forma natural e intuitiva.

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Ao retirar o botão Home físico, a Samsung teve de mover o sensor de impressão digital para a parte traseira. E não foi muito feliz ao fazer isso. Os desenvolvedores colocaram o scanner de impressão digital ao lado do módulo da câmera e não na parte de baixo. Presumo que isso foi necessário para deixar espaço para mais bateria em um design tão fino.

Achei meio difícil encontrar o sensor de impressão digital sem precisar ficar virando o aparelho para ver a parte traseira ou ficar mexendo o dedo por alguns segundos - e não posso imaginar o quanto essa experiência será ruim para usuários canhotos. Felizmente a Samsung trouxe o scanner de íris do Note 7 de volta. E ele é surpreendentemente rápido e preciso, e deverá ser uma alternativa razoável no lugar de usar a impressão digital para destravar seu smartphone rapidamente.

Desempenho

Esse é o primeiro smartphone do mercado com o Snapdragon 835, da Qualcomm. Algumas versões internacionais do Galaxy S8 terão o processador Exynos, da Samsung, também feito com um processo de 10 nanômetros. E ele é incrivelmente rápido? Chegamos em um ponto em que não posso dizer isso apenas com uso normal. Apenas pareceu tão ágil quanto outros aparelhos top de linha. As unidades de demonstração traziam uma seleção limitada de aplicativos que não permitiam mostrar aqueles casos mais no limite em que você poderia ver um pouco de lentidão. Mas me pareceu que a Samsung fez um ótimo trabalho ao refinar alguns dos bugs e engasgos da última versão da TouchWiz.

É claro que um dos principais pontos de venda desses novos processadores da Qualcomm é uma melhor duração de bateria, e realmente não há como realmente dizer isso até recebermos um aparelho com o software final e realizar testes específicos. 

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O Galaxy S8 possui uma bateria respeitável de 3.000 mAh, enquanto que o S8+ traz uma bateria de 3.500 mAh - bons tamanhos, mas talvez não tão grandes quanto você esperaria que a Samsung conseguiria colocar em aparelhos tão grandes. Talvez seja uma abordagem mais conservadora da empresa depois de todo o problema de superaquecimento e explosões das baterias do Note 7 - ou talvez seja apenas por uma questão de manter o design mais fino possível.

A câmera frontal ganhou um upgrade e agora possui sensor de 8MP com foco automático. Mas a câmera traseira traz o mesmo sensor de 12MP com foco “dual pixel” do Galaxy S7. A Samsung diz que o S8 traz novos algoritmos de processamento de imagem que melhoram a qualidade das imagens, mas não há nenhuma tecnologia nova de câmera aqui: nada de Super Slow Motion no estilo da Sony, por exemplo. De qualquer maneira, ainda preciso usar um aparelho com um recurso desses para saber se realmente é algo essencial.

Por isso, a Samsung pode se safar caso tenha feito um ótimo trabalho com o processamento de imagem, conforme prometido. Afinal de contas, o Galaxy S7 possui uma das melhores câmeras da história para smartphones.

Bixby e Dex: ainda sem veredito

Duas novidades importantes que ainda não tive uma chance de realmente mexer são o Bixby e o DeX. Para quem não sabe, o Bixby é o nome do novo assistente digital da Samsung, que promete te permitir fazer qualquer coisa com a voz que você poderia fazer com o toque (pelo menos em alguns apps). Em outras palavras, é menos um acompanhante de buscas e mais uma interface de voz melhorada.

O Bixby estava basicamente desabilitado nas unidades de demonstração que pude testar, e a Samsung aproveitou para baixar as expectativas para o lançamento. Apenas alguns apps estarão habilitados para o Bixby inicialmente, e ainda não sabemos quais, mas muito provavelmente serão todos aplicativos da própria companhia. Lógico que virão mais coisas após o lançamento, mas é difícil ver o Bixby como um ponto importante de venda com base nas demonstrações limitadas que já vi.

Olhar uma imagem na sua galeria de fotos e dizer “gire essa foto para a esquerda” não é realmente muito mais fácil do que simplesmente fazer isso com as mãos, e realmente não consigo me imaginar usando a minha voz para navegar por aplicativos em um lugar cheio, por exemplo.

Sem dúvidas, é um ótimo recurso de acessibilidade para usuários com problemas de agilidade manual, mas não estou realmente muito ansioso para ter o Bixby no meu smartphone. Pelo menos o Bixby não substitui o Google Assistant, que é exatamente onde deveria estar no Galaxy S8.

Interessantemente, há uma tela inicial do Bixby que é acionada quando você simplesmente aperta o botão dedicado do Bixby (basta apertar e segurar para dar um comando de voz) ou deslizar o dedo para a esquerda na tela. É basicamente uma versão própria da Samsung para os tiles do Google Now; uma lista de cartões te mostrando seus passos, lembres, anotações, vídeos sugeridos no YouTube...é basicamente uma página “em um piscar de olhos” no seu smartphone. 

O design é limpo e ordeiro e pode ser uma ótima maneira de ter uma visão geral da sua vida baseada no smartphone, mas é difícil julgar a partir de uma unidade de demonstração. Esse é o tipo de coisa em que você realmente quer colocar os seus dados antes de decidir se é útil. De qualquer forma, já parece um recurso melhor do que a tela Briefing (do Flipboard) que substituirá.

Também há um novo modo de computador desktop chamado Dex. Basta você conectar seu Galaxy S8 na dock station em questão - e também um mouse e um teclado - para mexer no aparelho com uma interface desktop especial. Vamos olhar isso com mais calma em breve, mas é difícil saber o quão útil será a longo prazo. Certamente é uma tecnologia legal, mas preciso testá-la com uma variedade de apps antes de emitir uma opinião.

O smartphone que faz tudo

Tive dificuldades para pensar em um smartphone que faça mais coisas do que o Galaxy S8. Existem muitos aparelhos que possuem recursos não disponíveis no celular da Samsung, como duas câmeras traseiras. Mas o novo produto da Samsung tem basicamente todos os recursos de aparelhos top de linha recentes (com exceção, é claro, da S-Pen, reservada para a linha Note). A tela Edge, Samsung Pay, recarga wireless rápida, scanner de impressão digital e de íris, recursos fitness, resistência à água, conector de fone de ouvido tradicional (nem posso acreditar que isso virou um recurso nos dias de hoje), até mesmo um fone de ouvido premium AKG na caixa. Tudo isso com o processador mais avançado do mercado e uma tela incrivelmente bonita e grande.

Mesmo que o Bixby e o DeX não vinguem realmente, esse pode ser um smartphone e tanto. Gostaria de passar muito mais tempo com ele, rodando uma boa variedade de apps de terceiros e realmente cavando na nova interface de usuário da Samsung. As minhas duas primeiras impressões são as seguintes: esse smartphones vai custar bem caro e a Samsung vai vender muitas e muitas unidades dele.

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Reviews

Mais reviews

Belo design, capas coloridas permitem personalizar o aparelho
Tela grande e de ótima qualidade
Bom desempenho e autonomia de bateria
Tem slot para cartões microSD

Câmera traseira tem foco fixo
Não tem flash
Não tem câmera frontal
Só 4 GB de memória interna

Desempenho excepcional
Excelente autonomia de bateria

Tela tem péssima qualidade de imagem
Grande e desengonçado