Por que a Microsoft matou o Windows Phone?

Computerworld / EUA
23 de outubro de 2017 às 16h05
Falta de ecossistema de aplicativos e receita cada vez maior com serviços on-line estão as principais razões para decisão da gigante de Redmond.

Para surpresa de quase ninguém, a Microsoft confirmou recentemente a morte da sua plataforma móvel Windows Phone. Apesar de a empresa continuar a fornecer suporte para as versões existentes, o VP corporativo de Windows, Joe Belfiore, afirmou há algumas semanas em seu Twitter que a companhia não tem planos de liberar novas versões do Windows Mobile OS nem de trabalhar em novos hardware com o software.

Quando questionado por um usuário se “é hora de deixar a plataforma Windows Mobile”, Belfiore afirmou: “Depende. Muitas empresas ainda fornecem o sistema para os seus funcionários e vamos fornecer suporte para eles!”. Depois, o executivo disse que a Microsoft irá continuar enviando soluções de bugs e patches de software para o Windows 10 Mobile, mas “criar novos recursos e hardware não é o foco”.

Outro internauta afirmou que, quando os usuários do Windows Mobile mudarem para o iOS ou Android, não haverá mais necessidade da Microsoft. Belfiore explicou então que “uma grande, grande maioria dos nossos usuários Windows/Office (e Xbox) são de ecossistemas misturados, e que a maioria deles possui um smartphone e PC com plataformas diferentes.

O fim do Windows Mobile, segundo Belfiore, aconteceu principalmente pela ausência de um ecossistema de aplicativos – mesmo com a Microsoft tendo trabalhado para encorajar os desenvolvedores e tendo desenvolvido os seus próprios softwares. Mesmo assim, o volume de apps permaneceu muito baixo para a maioria das empresas investir.

Não é que a tecnologia em si era ruim, mas ao competir em um mercado dominado pelo Android e iOS, havia poucas chances do Windows Phone se destacar, segundo o analista da J. Gold Associates, Jack Gold. “Se você é um desenvolvedor de aplicativos, você vai criar um app para a fatia de 3% do mercado ou para 35% do mercado? É matemática básica”, aponta. 

Além de ter poucos desenvolvedores e empresas apoiando o Windows Mobile, a Microsoft também cometeu alguns erros com finanças e tecnologia ao longo do caminho. Por exemplo, havia os 7,2 bilhões de dólares que a empresa pagou pela divisão mobile da Nokia, que, segundo Gold, já estava morta no mercado.

No fim das contas, no entanto, a Microsoft não precisa de um aparelho com um sistema próprio quando a receita muito provavelmente virá serviços móveis on-line como Office 365 e, cada vez mais, do Bing e da Cortana.

“E agora eles estão colocando o navegador Edge no iOS e no Android, o que irá ajudá-los a ficar mais alinhados com essas plataformas”, acrescenta Gold, sobre o lançamento recente de versões de testes do browser do Windows 10 para as plataformas mobile rivais do Windows Phone.

“Se você é um usuário corporativo...você vive no Office. Você quer se certificar que o seu smartphone funcione bem com o Office. É aí que está o dinheiro, e penso que a Microsoft sabe disso.”

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