Pesquisadores cultivam cérebros em laboratório para estudar o que nos torna humanos

Estudos comparam amostras de cérebros humanos e de macacos

Foto: Sabina Kanton
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A semelhança dos humanos com os macacos é impressionante, e nossos companheiros de natureza não são semelhantes apenas na aparência física. Por isso, pesquisadores estão cultivando tecidos de cérebros de humanos, chimpanzés e macacos em laboratório para diferenciar justamente isso: o que nos torna humanos.

O cérebro humano é o único do reino animal que tem a capacidade de criar expressões artísticas com o intuito de realmente fazer arte, ou até mesmo fazer escolhas que um macaco não conseguiria. Apesar disso, os macacos e chimpanzés são muito semelhantes aos humanos. Então, o que nos torna diferente?

Uma equipe de cientistas quer responder essa exata questão e, para isso, vão usar a ajuda do sequenciamento genético e dos organoides (mini órgãos cultivados a partir de células-tronco). “Ao estudar o desenvolvimento não apenas de nossa própria espécie, mas de nossos parentes vivos mais próximos, você pode começar a entender os mecanismos que levam à diferença entre nossas células e tecidos”, revelou J. J. Gray Camp, um dos autores correspondentes da equipe de pesquisadores. 

Os pesquisadores observaram esses tecidos cultivados durante quatro meses, assim eles foram capazes de criar uma espécie de “atlas dos genes humanos” e comparar as informações com tecidos retirados de humanos mortos, macacos e chimpanzés, registrando as mudanças específicas que ocorrem nos cérebros adultos e em desenvolvimento. A pesquisa prevê identificar as maiores diferenças entre essas espécies.

Ainda não ocorreu aprofundamento sobre as diferenças específicas, porém eles perceberam que, no mesmo período de tempo, o tecido humano se desenvolveu menos que os organoides de chimpanzés e macacos. A informação talvez seja relacionada ao tempo de maturação dos cérebros, que é diferente.

Apesar desses pequenos órgãos se assemelharem aos cérebros, eles carecem de muitas estruturas e possuem uma atividade elétrica mínima. Além disso, um dos pesquisadores revelou que o desenvolvimento cerebral é complexo e que nosso cérebro se desenvolve muito depois de nascermos, por isso não há um ambiente perfeito para fazer os testes. O intuito dos cientistas é que sejam realizadas novas pesquisas para talvez um dia produzir informações que possam explicar o que nos faz humanos.

Fonte: Gizmodo

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