Por que o Zenfone 6 demorou para chegar ao Brasil?

Conversamos com Bryan Chang, chefe da divisão mobile da ASUS, para saber mais sobre o dispositivo

Foto: PCWorld Brasil
http://pcworld.com.br/por-que-o-zenfone-6-demorou-para-chegar-ao-brasil-entrevista/
Clique para copiar

Em outubro, a ASUS realizou um evento em São Paulo para oficializar a chegada dos seus smartphones Zenfone 6 e ROG Phone II ao Brasil. A PCWorld Brasil bateu um papo com Bryan Chang, chefe da divisão mobile da empresa, para saber um pouco mais sobre os aparelhos e entender melhor a estratégia da marca.

Uma das maiores curiosidades em relação ao Zenfone 6 é por que ele demorou tanto para ser lançado por aqui, uma vez que o anúncio em outros países aconteceu em maio deste ano. O motivo desses cinco meses de espera, de acordo com Bryan, se deve à alta demanda e previsão de vendas otimistas.

Isso implica diretamente no uso do metal líquido na estrutura do dispositivo. “O metal líquido demora muito tempo para ser produzido, e por isso só agora pudemos lançar [o Zenfone 6] no Brasil”, explica o executivo.

O material é usado no mecanismo da câmera flip e promete ser 20% mais leve que o aço inoxidável, mas quatro vezes mais resistente. O problema é que ele não é tão fácil produzir, o que, consequentemente, o torna um produto caro.

Ao lado de Shawn Chang, diretor de vendas e marketing da divisão mobile da ASUS, Bryan explica que a empresa precisou se organizar para ter certeza de que teria a quantidade necessária de metal líquido para entregar as unidades do Zenfone 6 que seriam vendidas nos países lançados.

Além disso, também sabemos que a ASUS estava tentando fechar o melhor preço possível para o Zenfone 6. Levando em consideração a cotação do dólar e fatores de negociação com varejistas, podemos imaginar que reduzir o preço de smartphones no Brasil não é uma tarefa fácil. No final das contas, a empresa conseguiu trazer o aparelho por preços a partir de R$ R$ 2.699.

ROG Phone II e o mercado de smartphones gamers

“As pessoas começaram a jogar jogos mobile com o Candy Crush, mas nos últimos dois ou três anos, um grupo especial de gamers começou a se tornar mais popular. Esses são os gamers hard core, que jogam jogos de tiro, como PUBG e Call of Duty”, diz Shawn.

O executivo explica ainda que este tipo de jogo é muito competitivo, e os jogadores não conseguem ganhar se usarem smartphones mais simples. “Para satisfazer esses jogadores mais hard core, nós lançamos a primeira geração do ROG Phone”.

Fatores como a alta taxa de atualização da tela permitem que o usuário tenha uma resposta muito mais rápida ao enviar comandos ao game, praticamente sem nenhum atraso entre o toque no display e a ação. Além disso, a presença dos AirTriggers, gatilhos presentes nos controles de videogames, também se tornam um grande diferencial.

A Republic of Gamers (ROG) foi criada em 2006 com computadores voltados ao público gamer, mas o mercado evoluiu e a empresa sentiu necessidade de agradar aos usuários de smartphones adeptos de jogos mais elaborados.

No Brasil, o ROG Phone II foi lançado por preços que variam de R$ 4.500,00 até R$ 7.300.

Relacionadas

ROG Phone II é lançado no Brasil por R$ 4.499

Dispositivo chegou ao Brasil com participação de produção nacional

Zenfone 6 chega ao Brasil a partir de R$ 2.699

Smartphone com câmera giratória finalmente foi lançado no país

Pré-venda do ZenFone 6 começa dia 31 de julho nos EUA

Disponível nas opções de 64 GB e 128 GB de armazenamento

Co-CEO da Asus sugere anúncio do ZenFone 6 no Brasil em setembro

Executivo também comentou a estratégia da companhia para o mercado de notebooks no país

Este anúncio desaparecerá em:

Ir para o site