Pyong Lee, Karol Conká, KondZilla e Lázaro Ramos debatem como se reinventar frente ao avanço tecnológico

Artistas estiveram na abertura do IT Forum X 2019, que aconteceu nesta quarta-feira (16)

Foto: Vitor Cavalcanti
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Muito se fala sobre como as profissões atuais podem desaparecer com a chegada dos robôs e de inúmeros processos de automação. Por esse motivo, muitas dessas carreiras precisam se adequar. Ou mais: se reinventar. E esse foi o foco principal da abertura do IT Forum X 2019, na manhã da última quarta-feira (16), em São Paulo. O painel introdutório foi conduzido pelo ator e apresentador Lázaro Ramos, e teve a participação da cantora Karol Conká, o youtuber e empreendedor Pyong Lee e Konrad Dantas, dono do canal de música KondZilla no YouTube.

Karol, Pyong e KondZilla se autodeclaram como exemplos de pessoas que tiverem de mudar o rumo de suas antigas ou atuais profissões para não perder e ganhar ainda mais relevância no mercado. Inclusive, esse é um dos pilares da chamada Sociedade 5.0, em que as carreiras não têm apenas o objetivo de completar uma determinada tarefa, mas sim solucionar problemas.

Karol Conká só passou a investir em música quando suas músicas foram divulgadas no antigo MySpace, plataforma precursora de redes sociais como Twitter e Facebook. “Chegou um ponto em que percebi que não parava em emprego nenhum e não conseguia me adaptar. Com 25 anos fui demitida. Foi aí que comprei um notebook pela primeira vez e acabei fazendo um perfil, dando origem à Karol Conká. Eu sou uma filha da internet, quem me descobriu foi ela”, disse. Karol ainda declarou que a internet é uma ferramenta que está ali, na sua mão, mas que é necessário ser sagaz em aproveitá-la da maneira certa.

Pyong Lee, por sua vez, começou a se apresentar como mágico profissional em 2009, mas que desde 2012 suas participações em programas de TV foram diminuindo. Nesse ponto, Pyong passou a dar mais atenção à internet, principalmente ao YouTube. “A internet, o YouTube como ferramentas, foram essenciais [para uma mudança de carreira]. Com ela, tudo é mais democrático, pois qualquer pessoa tem voz e consegue mostrar seu conteúdo”, afirmou.

Konrad “KondZilla” é outro desses “filhos da internet”. O produtor viu no YouTube uma oportunidade de se destacar e crescer, em especial porque é uma plataforma acessível a todos e que dá voz às comunidades. “Entendi que o funk era algo que estava transformando a vida da galera. E foi pelo YouTube que percebi o quanto ele dava dinheiro. Comecei a negociar e veicular os vídeos de outros artistas no meu canal”, declarou. Hoje, o canal de KondZilla no YouTube tem mais de 52 milhões de inscritos.

Os desafios

Para Lázaro Ramos, a tecnologia já começa a impactar e transformar carreiras em todos os setores, seja pela automação ou uso de robôs, que já fazem música, pintam quadros, escrevem reportagem, dirigem carros e muito em breve poderão ser babás dos nossos filhos. O ator acredita que coisas assim não são futurísticas – elas já estão acontecendo. Por isso, as carreiras do futuro serão baseadas em ressignificação: dar um novo significado às profissões, colocando o ser humano e seu bem estar no centro da discussão através de elementos como robótica, inteligência artificial e Internet das Coisas.

“A sociedade 5.0 torna possível acelerar a economia e ao mesmo tempo resolver problemas sociais e eliminar as ameaças. É também a sociedade da criatividade. Criar abre a mente. Mentes abertas enxergam mais longe, e enxergar mais longe nos permite incluir mais gente porque a tecnologia dá poder às pessoas, permitindo que elas sejam o que quiserem, promovam sustentabilidade na indústria e corrijam desigualdades históricas”, disse.

Mas é válido as pessoas seguirem pelo caminho da internet? É uma oportunidade de desenvolvimento? Para todos eles, a internet é uma porta de entrada para algo avassalador, mas que não se pode apostar tudo. KondZilla diz que não se pode depositar todos os ovos em uma cesta só, levando em consideração diversos desafios, entre eles o de administrar pessoas.

Como conclusão do painel no IT Forum X, Lázaro questionou os participantes com a seguinte pergunta: como surfar na onda da tecnologia sem ser engolido por ela?

“Primeiro, entender a tecnologia e saber o que te levou a usá-la”, disse KondZilla. Para Pyong, o essencial é “estar sempre antenado no que está acontecendo”. Por fim, Lázaro declarou que a “tecnologia pode ser uma potência se também cuidarmos das relações humanas”.

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