Quais serão as principais ameaças cibernéticas de 2020?

McAfee publicou seu relatório de previsões das principais ameaças para o próximo ano

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Como de costume, a McAfee, empresa de cibersegurança, publicou seu relatório de previsões das principais ameaças cibernéticas que podem colocar os usuários em risco no ano que vem.

O documento, que possui cinco capítulos preparados pelos técnicos da empresa, aborda tópicos sobre prevenção de crimes cibernéticos, complexidade de ataques online, ameaças com base em inteligência artificial (IA) e aprendizado automatizado (machine learning), e a necessidade crescente de o mundo corporativo prevenir “a nuvem” de ataques externos.

De acordo com o documento preparado por Steve Grobman, diretor de tecnologia da McAfee, a possibilidade de criar conteúdo, manipular imagens e áudios não exige mais um alto conhecimento de tecnologia. Atualmente, com o uso de IA e machine learning, você pode manipular informações e criar histórias falsas sem a necessidade de grandes ferramentas ou equipamentos técnicos. Existem até sites em que você pode, por exemplo, fazer upload de um vídeo ou áudio e, em poucos minutos, receber um material criado a partir de informação não verídica. Grobman ressalta, em seu relatório, que durante 2020, a quantidade de material criado com o objetivo de gerar desinformação no público vai aumentar e muito.

Já em em um dos documentos publicados por Steve Povolny, chefe da McAfee Advanced Threat Research, é destacado que “uma das melhorias no reconhecimento fácil é o avanço da inteligência artificial que, por um lado, permitiu a criação de imagens, textos e vídeos extremamente reais dificultando o discernimento entre a realidade e a ficção. Nesse sentido, vemos grupos de criminosos cibernéticos aproveitando essas ferramentas para semear informações erradas, mas também para gerar outros tipos de ameaças”. “Será essencial que as empresas entendam os riscos à segurança apresentados pelo reconhecimento facial e outros sistemas biométricos e invistam na educação sobre os riscos e no fortalecimento dos sistemas críticos”, concluiu Povolny.

Como previsto em 2018 pela McAfee, o ransomware foi a principal ameaça que as empresas, os consumidores e o setor público enfrentaram em 2019. Agora, espera-se que os cibercriminosos direcionem ainda mais seus ataques às pessoas por causa da extorsão. O aumento do ransomware direcionado criou uma demanda crescente por redes corporativas comprometidas, satisfeitas por criminosos especializados em penetrar em redes corporativas e vender acesso total à rede de uma só vez.

Quanto às nuvens, a aposta é que as APIs (Interfaces de Programação de Aplicativos) sejam a porta de entrada para cibercriminosos. “As APIs continuam sendo um meio fácil e vulnerável de acessar dados confidenciais”, relatou Sekhar Sarukkai, vice-presidente de engenharia e segurança em nuvem da McAfee.

As APIs geralmente residem fora da infraestrutura de segurança do aplicativo e são ignoradas pelos processos e equipamentos de segurança. Por isso, segundo com a McAfee, o alerta de notícias sobre problemas com APIs continuará ao longo de 2020, afetando aplicativos de alto perfil em redes sociais, comunicações ponto a ponto, mensagens, processos financeiros, entre outros.

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