Rede 5G vai revolucionar o mundo e acabar com limites dos eSports

A conexão também pode ser decisiva no resultado de campeonatos

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Anunciada para 2020, a quinta geração de internet móvel mudará para sempre nossas vidas e a forma como usamos a internet. Além de maior cobertura e velocidade, o 5G promete uma redução expressiva da latência – capacidade de resposta da rede a um comando –, o que, em se tratando do cenário competitivo dos eSports, pode ser a chave para partidas mais justas e uma mudança radical na forma de jogar e acompanhar campeonatos.

Com uma conexão mais rápida, segura e estável, que é tudo o que se espera da tecnologia móvel 5G, acontecerá uma revolução no cenário de eSports. Muitos jogadores sofrem com a capacidade de respostas da rede, e o 5G promete reduzir esses problemas de latência a níveis praticamente imperceptíveis. O 5G provocará mudanças no modo de jogar e também na forma como acompanhamos e interagimos nos streamings.

Além da capacidade técnica de um time, a conexão também pode ser decisiva no resultado de campeonatos, principalmente nas qualificatórias, quando os jogadores não compartilham a mesma rede. Foi o caso do time sul coreano MVP.Hot6ix que, em 2015, pagou mais de US$ 13mil para levar toda a equipe para Singapura, onde poderia reduzir o lag em um décimo de segundo durante as classificatórias do The International, o maior e mais importante torneio de Dota 2 do mundo.

Segundo a Ofcom, agência reguladora de telecomunicação do Reino Unido, a rede 5G em seu potencial máximo oferecerá uma velocidade de 20Gbps por segundo, vinte vezes maior do que a conexão 4G atual. Baixar o Fortnite para o PC, por exemplo, poderá levar 24 segundos. Será outro patamar, outra experiência, outra vida real e virtual. Claro que há outros aspectos de infraestrutura que devem ser levados em conta, mas nada que afaste a expectativa de uma série de inovações na maneira como consumimos os jogos, que antes não eram viáveis técnica ou economicamente.

Empresas como Intel, 3DAT, Vodafone e Cisco planejam novas formas de imersão do público graças à rede 5G. Recursos imersivos onde os telespectadores terão acesso a estatísticas dos atletas e diferentes ângulos dos lances em tempo real. Esse sistema foi testado recentemente pela Liga Alemã de Futebol. As operadoras devem expandir a experiência em realidade virtual, o que não é possível atualmente já que a tecnologia exige a geração de imagens instantâneas para evitar vertigens ou mal estar no público.

Torneios de eSports e desenvolvedores de plataformas de Cloud Gaming já deram os primeiros passos em direção a conexão 5G. O ESL Pro League por exemplo, estreará o 5G em um evento de eSports na final do torneio de PUBG mobile. Poderemos ver o 5G em proporções muito maiores com a Intel World Open Tokyo 2020, que realizará um torneio mundial de Street Fighter 5 e Rocket League. A novidade do torneio é que qualquer um poderá participar, sem a necessidade de um time. Isso se torna possível graças à redução das interferências magnéticas causadas por ambientes com grandes aglomerações. De acordo com a BBC, a conexão 5G comportará um milhão de aparelhos por quilômetro quadrado, sem queda.

É muita evolução! Precisaremos de modens melhores, placas de rede que suportem a conexão e tudo mais. Quanto ao consumidor, pode ser que precise fazer algum upgrade e tenha gasto adicional para se adaptar à tecnologia, mas valerá a pena. Os gamers sentirão melhoras ao fazerem streams, jogarem em plataformas de cloud gaming, utilizarem realidade virtual, competirem ou mesmo acompanharem partidas profissionais de eSports.

* Felipe Oliveira é gerente da 2 A.M., marca de computadores e periféricos gamers. Formado em Marketing, tem mais de dez anos de experiência com o mercado de games e passagens por grandes empresas do setor de tecnologia. 

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