Redução nos impostos de games pode acabar com 500 empregos e 70 mil produtos

Apesar de parecer uma ótima proposta, a redução dos impostos de jogos reduziria a indústria nacional

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Há alguns dias, o presidente Jair Bolsonaro conversou com Gabriel "FalleN", um dos jogadores profissionais de Counter-Strike: Global Offensive com maior popularidade. O motivo? Bolsonaro quer reduzir os impostos referentes a games no Brasil.

Serão apresentadas propostas para que seja facilitada a importação de jogos, com menos impostos e também menos empregos. Caso seja aprovada no Congresso Nacional, a proposta do governo vai eliminar 500 empregos diretos e indiretos e a produção de 70 mil unidades que são produzidas anualmente na Zona Franca de Manaus.

O consultor Saleh Hamdeh, da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) e do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), disse ao site TeleSíntese que as propostas resultariam em um segmento desindustrializado e em desemprego.

O consultor ainda acredita que as propostas quebram a tradição de que jogos e videogames são considerados como “bens supérfluos”. “É de se estranhar esse movimento de concessão de imunidade tributária para essa e qualquer outra categoria de produtos, pois não nos parece fazer sentido o uso de instrumento constitucional para regular esse mercado”, disse Hamdeh.

O que aconteceria é: com as taxas de importação mais baixas, as empresas que fabricam no Brasil há algum tempo, como a Sony e Flextronics, responsável pela montagem do Xbox, provavelmente se sentiriam desmotivadas a continuar no país, já que os impostos seriam menores para importação.

Fonte: TeleSíntese

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