Os 25 melhores PCs de todos os tempos

PCW/EUA
25/08/2006 - 19h41 - Atualizada em 28/08/2006 - 16h51
O IBM PC acaba de fazer 25 anos e, aproveitando o aniversário da máquina, elegemos os melhores computadores pessoais de todos os tempos – de sistemas que você teve e aprovou até alguns de que, provavelmente, nunca ouviu falar

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O IBM PC acaba de fazer 25 anos e, aproveitando o aniversário da máquina, elegemos os melhores computadores pessoais de todos os tempos – de sistemas que você teve e aprovou até alguns de que, provavelmente, nunca ouviu falar

Lançado em 12 de agosto de 1981, o IBM PC está longe de ser o primeiro computador pessoal da história – mas, quando chegou ao mercado, havia uma expectativa geral de que ele seria um divisor de águas no mundo da informática. E ele foi mesmo. Agora, 25 anos depois, o IBM PC ainda se mantém firme no ranking dos computadores mais significativos da tecnologia moderna.

Da mesma forma que o IBM PC Model 5150, todos os sistemas sempre tiveram a ambição de se superar e ir até onde nenhum outro computador jamais chegara. Sem estas máquinas inovadoras, a revolução da computação pessoal teria sido bem menos revolucionária. Portanto, decidimos celebrar o 25º aniversário do IBM PC identificando os 25 PCs que marcaram época (sejam eles de qualquer fabricante ou de qualquer ano).

Nenhuma característica em particular torna um computador especial. Mas, quebramos a cabeça para definir algumas qualidades que fazem uma máquina se sobressair no mercado. São quatro conceitos:

• Inovação: O PC em questão fazia algo que era genuinamente inédito? Ele incorporava a mais nova tecnologia de sua época?

• Impacto: Foi massivamente copiado? Tornou-se um ícone de seu tempo?

• Design: Tinha um visual bacana? Possuía funções inteligentes que tornavam seu funcionamento mais prazeroso?

• Diferenciais: Havia lago que o separava dos outros PCs disponíveis no mercado?

Munidos destas regras, analisamos dúzias de computadores diferentes – o que significa que também tivemos de considerar questões como “O que seria exatamente um PC?”. Por fim, decidimos que um PC é um sistema existente sob a forma de estação desktop ou portátil. Após nostálgicos debates, finalmente elegemos nossos 25 vencedores.

Apenas para aguçar a sua curiosidade, começaremos a lista do último lugar em direção ao grande vencedor. Prepare-se para um grande tour pela sua memória tecnológica.

Leia também: Computador pessoal faz 25 anos

25 - Kaypro II (1982)

25 kayproO Kaypro II, da Non Linear Systems, pode não ter causado um grande frisson quando foi lançado no final de 82, mas é um clássico caso de produto que aparece na hora e local certos. Mais do que o Osborne (que foi pioneiro no conceito de computador fácil de transportar), ele agradou a um crescente grupo de usuários pouco experientes, que estavam acordando para os benefícios da computação pessoal e não tinham como pagar as centenas de dólares pedidos por um Apple ou IBM PC e seus periféricos e softwares necessários.

Batizado em homenagem ao fundador da Non Linear Systems Inc. (NLS), Andrew Kay, o Kaypro II - e sua série de sucessores ao longo dos anos, inclusive o 4 e o 2x – era uma alternativa de preço moderado. Quando foi lançado, o Kaypro II custava US$ 1.795 e, assim como o Osborne, vinha com todos os softwares de produtividade necessários (processador de texto e planilhas) para a maioria de seus compradores. Com um gabinete nas cores cinza e azul-metalizado, o Kaypro tinha design básico e utilitário. Você podia acoplar o teclado sobre o seu monitor e carregá-lo como uma mala. Mas, pesando cerca de 11 kg era uma bagagem um tanto pesada. A linha Kaypro também representou o último suspiro do sistema operacional CP/M – no meio da década de 80, o MS-DOS já começava a se tornar unanimidade entre a computação pessoal no mundo fora da Apple.

“O preço acessível da linha Kaypro e sua “portabilidade” o tornava muito popular entre os jornalistas, incluindo eu mesma. Em 1984, lembro de ter investido US$ 1.600 na compra de um Kaypro 2x – o meu primeiro PC. Um ano e pouco depois, me tornei crítica de TV para um jornal e recebi um Smartmodem Hayes, que me possibilitava transmitir eletronicamente meus reviews direto de casa (este modem também foi minha introdução ao universo da computação online).  Eu acabei utilizando aquele Kaypro e o modem Hayes até 1992, quando juntei dinheiro para comprar o meu primeiro clone do IBM. Desde então, nunca mais usei o mesmo PC por tanto tempo.” – Yardena Arar, editora da PC World EUA.

24 - Toshiba Qosmio G35-AV650 (2006)

24 quosimo G35Com o passar do tempo, os PCs começaram a contar com sofisticadas funções de entretenimento. O primeiro notebook realmente capaz de entreter o usuário e que nos chamou a atenção foi o Toshiba Qosmio que, aliás, continua a inovar mesmo após dois anos de seu lançamento. A mais nova interação não apenas supera o já imaginativo design de seus antecessores, como o torna o primeiro notebook a ter, integrado, um drive ótico de blue-ray – no caso, HD DVD – que lhe permite reproduzir imagens em alta definição.

A atual geração, a 3ª da linha Qosmio, traz uma série de funções que o tornam tão versátil a ponto de fazer bonito tanto na sala de casa, quanto no escritório. Este estiloso notebook pesa pouco mais de 4 quilos e, ao preço de US$ 2.999, possui uma porta HDMI para que você o conecte a um HDTV. Ele também roda o Windows XP Media Center e vem com sintonizador de TV e controle remoto – assim, serve como DVDR. A tela wide-screen de 17 polegadas se alimenta de duas lâmpadas, ao invés de uma, o que lhe confere mais brilho do que seus concorrentes. O sistema ainda é equipado com um amplificador digital de 1-bit, falantes da marca Harman/Kardon e preparação para formato Dolby Home Theater.

“Desde a primeira vez em que resenhei o Qosmio, já gostei de sua atraente combinação de visual e design. Minhas mãos são grandes e, mesmo assim, não tive problemas na navegação com o notebook. Também adorei seu monitor de alta-resolução, com bastante luminosidade. O LCD proporciona boa visualização quando estou trabalhando em planilhas e sua impressionante capacidade audiovisual o torna excelente para os momentos em que quero relaxar” – Danny Allen, editor da PC World EUA.

23 - Apple eMate 300 (1997)

23 Appleemat 300Durante as últimas três décadas, a Apple Computer lançou diversos computadores que tiveram grande impacto no mercado. Aqui, você vê um que quase passou despercebido durante o seu curto período de vida – à exceção de uma pequena participação no filme Batman & Robin, onde era o computador da Batgirl intrepretada por Alicia Silverstone. Mesmo com essa breve existência, nós o adoramos.

Ao preço de US$ 799, o eMate era um computador único, no mais amplo sentido da palavra. A começar por seu público-alvo: as crianças em idade escolar. Ele rodava um sistema operacional desenvolvido para PDAs (o Newton OS, da Apple) e não possuía disco rígido, mas tinha suporte para uma caneta especial. Por fora, lembrava vagamente um notebook e seu design era muito particular, parecendo saído das pranchetas do ilustrador H.R. Giger, de filmes de ficção-científica como a série Alien.

O eMate atraiu um público cult entre os usuários corporativos. Mas Steve Jobs, que logo após o seu lançamento retornara ao comando da Apple, não morria de amores pela máquina e, com menos de um ano de vida, abortou a fabricação do eMate – por sinal, junto com toda a linha Newton. Agora, quase uma década depois, o eMate parece o exato modelo de computador educacional inovador e acessível que o mundo todo quer. Uma pena que tenha tido existência tão breve.

22 - Hewlett-Packard 100LX (1993)

22 100 LXO 100LX da HP não foi o primeiro pocket PC do mercado, mas é o que melhor fazia jus ao nome da categoria. Por US$ 749, o 100LX conseguia “espremer” uma porção de funções dentro de sua diminuta estrutura. Tinha teclado QWERTY (com um teclado numérico separado), display monocromático de 80 por 25 caracteres e software Lotus 1-2-3 instalado. Além disso, ainda rodava o DOS 5.0 que o tornava compatível com dezenas de programas populares.

A sucessora versão 200LX, levemente melhorada, também foi bem aceita. Porém, ao lançar a versão 3000LX, a companhia teve a má idéia de trocar o DOS pelo Windows CE. Desta forma, perdeu-se a compatibilidade com muitos softwares e isso fez com que muitas pessoas continuassem a usar, até hoje, as versões prévias deste pocket PC.

21 - Alienware Area-51 (1998)


21 AlienwareDesde que existem PCs, existem usuários de games no PC. Em 1996, a empresa Sakai mirou neles sua estratégia de mercado. “Acreditávamos que podíamos vender PCs para gamers, que podíamos focar num nicho de pessoas como nós, que gostavam de jogar games no computador”, lembra o co-fundador da companhia, Nelson González. Em 1997, a empresa foi rebatizada como Alienware e lançou sua primeira máquina gaming, a The Blade, com uma placa acelerador de vídeo 3D.

Em 1998, o modelo evoluiu para a plataforma Area-51, com chip Intel (um ano depois chegaria o Aurora, alternativa com chip AMD). Ele trazia o melhor hardware para gaming, incluindo três placas de vídeo (um 2D, mais dois 3D adicionáveis com o chip 3Dfx, da Voodoo) e duas placas de som (um Sound Blaster 16 para jogos antigos e um novíssimo Diamond Monster Sound Card, que aproveitava as funções DirectX disponíveis, como o posicionamento 3D). Na época, o Area-51 custava US$ 3.799. Em 2000, a empresa adicionou ainda uma série de cores ao design, que se mantinha o mesmo. Apenas em 2003 é que o fabricante lançou o corrente visual do sistema, chamado de “Predador”.

Os sistemas da Alienware, sempre inovadores, influenciaram todo o mercado de PCs e deram fôlego ao segmento de gaming PCs (hoje, até mesmo a Dell e a HP produzem sistemas do gênero). A empresa foi comprada pela Dell no ano passado e continua a refinar sua produção e a se manter criando tendências. Em maio de 2006, elegemos o Alienware Aurora 7500 como um dos Top 100 produtos do ano e em julho, a companhia lançou uma CPU com desenho em real estilo alienígena.

20 - Gateway 2000 Destination (1996)

20 gatewayVoltando a 1996, quando convergência de dados era uma palavra mais fantástica do que real, a Gateway 2000 (atualmente, apenas Gateway) lançava um sistema que seria o precursor dos atuais PCs tudo-em-um. Quando chegou ao mercado, o Destination tinha preços que iam de US$ 3.499 a US$ 4.699 - um valor alto, mas que trazia um sistema à frente de seu tempo. O Destination combinava um monitor CRT de 31 polegadas com um PC multimídia, unificando todos os equipamentos de entretenimento do usuário.

O PC em si era preto e quadradão, praticamente do tamanho de dois vídeos-cassete empilhados. Vinha com teclado sem fio, controle remoto, tuner de TV e falantes de som surround. Assim como nos DVRs de hoje, você podia assistir televisão nele – mas não conseguia gravar a programação no HD.

Ao lado de outros pioneiros PCs Media Center como o PC Theatre, da Compaq e RCA, o Destination atraiu muita atenção, mas não conseguiu marcar presença nas salas de estar. De qualquer forma, se tornou popular no meio escolar e corporativo como uma versátil máquina de apresentações. Em 2002, sua idéia inicial reapareceu com o lançamento do Windows XP Media Center, da Microsoft.

19 - Apple iMac, Second Generation (2002)

19 imacA primeira geração do iMac, lançada em 1997, talvez tenha sido a máquina que espalhou a palavra de que a Apple e seu fundador Steve Jobs estavam mesmo de volta aos bons tempos. Mas, foi a sua segunda geração que se tornou a mais influente, trazendo um computador muito mais inventivo e diferente. Um ponto alto na história do design de computadores pessoais.

Com base em formato circular e uma tela flat que parecia flutuar apoiada num pequeno braço de metal, este iMac era, literalmente, um computador diferente de tudo o que já havia sido lançado. Seu visual amigável lembrava as formas da luminária Luxo Jr; aquela mascote que aparece nas aberturas das animações da Pixar (outra companhia de propriedade de Jobs).

O design era legal, economizava espaço e proporcionava uma ajustabilidade invejável para a sua tela. Mas, este iMac não durou muito tempo. Em 2004, foi substituído por outro modelo totalmente novo, que embutiu o computador na parte de trás do monitor flat. O design atual pode ser até mais elegante do que o seu antecessor, mas faz sentir saudades da elegante exuberância visual da segunda geração do iMac.

18 - Hewlett-Packard OmniBook 300 (1993)

18 trintaO inovador OmniBook 300 não foi apenas um dos primeiros subnotebooks a aparecer – ele tinha um dos mais inovadores designs de hardware já vistos. Pesando 1,3 kg, o sistema podia armazenar softwares como oWindows 3.1, Word 2.0 e MS-DOS 5.0 tanto na memória quanto no HD. Isso o possibilitava se iniciar quase que instantaneamente. A unidade de armazenamento também impressionava, com um hard disk PCMCIA de 40 MB ou cartão tipo flash de 10 MB.

Produtividade era uma das grandes vocações da máquina, com preço inicial de US$  1.950. A unidade vinha com LapLink Remote Access, ferramentas organizacionais da HP (contatos, compromissos e calculadora científica, como no HP 100 LX), e permitia o acesso do usuário a qualquer uma destas funções com o simples apertar de um botão. Além disso, também tinha um curioso mouse integrado de plástico, localizado à direita do laptop – esta item eliminava o chatíssimo cabo do mouse, mas o tornava muito pequeno e de difícil manuseio.

Devido a sua CPU 386 SXLV, tela VGA monocromática de 9 polegadas e respeitável capacidade de memória, era de se esperar que a HP desse ao notebook uma bateria com extensa vida útil – ele tinha mais de 9 horas de autonomia para a versão flash-disk de 10MB (que, em emergências, podia funcionar com baterias AA, fato inédito para PCs com teclado).

Apesar do eficiente conjunto, em especial para um laptop do seu tempo, o OmniBook não decolou. Hoje, porém, vemos no mercado drives de memória flash, como os novos Samsung 16 GB e 32 GB. Engraçado notar que na vida, tudo é cíclico.

17 - Toshiba T1000 (1987)

17 pp 100O popular T1000 rodava o DOS em um tamanho realmente portátil. Media 30 x 5 x 27 cm e pesava menos de 3 quilos – leve em comparação a seus concorrentes, que tinham o tamanho de valises e ainda a menos do que o Datavue Spark (seu maior rival). Além disso, era mais barato que a maioria dos laptops disponíveis no mercado.

O rígido design incluía um teclado de 82 teclas, um drive de disquete de 720 KB e 3,5 polegadas, 512 KB de memória RAM e um modem interno. A unidade armazenava o MS-DOS 2.11 em ROM – o que eliminava a necessidade de se ter dois drives de disquete, como tinham os concorrentes, e também o tornava apto a rodar certos softwares como o WordPerfect Executive.

Para conseguir um produto com este atraente tamanho e preço, a Toshiba teve de sacrificar um pouco a CPU e a performance da bateria. Ainda assim, o modelo alçou a Toshiba para a linha de frente da computação móvel e abriu caminho para um próxima onda de notebooks, incluindo o 18º lugar desta lista, o HP OmniBook 300. 

16 - Tandy TRS-80 Model I (1977)

16 trs80ModelInferior ao contemporâneo Apple II, o Tandy TRS-80 Model I merece estar nesta lista porque foi o primeiro computador realmente voltado para as massas. Mais de 200 mil unidades destas máquinas monocromáticas foram vendidas pela pioneira rede norte-americana Radio Shack, que já era grande nos EUA mesmo antes de lojas de informática serem conhecidas.

Por US$ 600, a primeira versão do TRS-80 oferecia mínimos 4 KB de RAM, uma versão bem rudimentar da linguagem BASIC e armazenava seus programas em lerdas e pouco confiáveis fitas cassette. Assim como em outros PCs de seu tempo, a melhor forma de torná-lo produtivo era pôr a mão na massa e desenvolver o seu próprio programa. “Constatar que o programa que você fez, funcionava, era uma satisfação indescritível”, relembra Craig Landrum, proprietário de um destes computadores.

Com o passar do tempo, o Model I ganhou mais memória, drives de disquete e outros upgrades, além de uma vasta biblioteca de softwares. Assim, seu sucesso possibilitou o surgimento do portátil TRS-80 Model 100 (o 8º lugar desta lista). Os PCs TRS-80 foram os primeiros a ser capas de revistas dedicadas a computadores (hoje eles estão impressionantemente documentados no site de Ira Goldklang, o TRS-80.com - em inglês). 

15 - Shuttle SV4 Barebone System (2001)

15 sv 24Por muitos anos, os PCs nada mais foram do que grandes e pouco atraentes caixas beges. Mas em 2001, a Shuttle apareceu com um sistema de design compacto que surpreendia pelo montante de funções que comportava. Suas dimensões eram realmente diminutas. A ‘caixa’ media 26 x 19 x 17 cm e seus componentes eram impressionantemente encaixados. Para se ter uma idéia do quão pequena era esta máquina, você pode checar o review do site Anandtech.com (em inglês). http://www.anandtech.com/showdoc.html?i=1572

O SV24 Barebone System custava US$ 250 e oferecia o básico: uma compacta placa-mãe Flex ATX com gráficos e áudio integrados e uma fonte de 150 watts, também alojada dentro de sua pequena estrutura em alumínio. O resto (processador, memória, etc.) era com você. Apropriado para uso em casa ou no escritório, este pequeno sistema inspirou uma série de rivais, todos querendo bater sua bela combinação de tamanho, funcionalidade e estilo.

Atualmente, a Shuttle não só oferece PCs barebone como vende computadores pessoais inteiramente equipados, como o XPC G5 2100. A marca é célebre por seus modelos compactos que unem performance e economia de espaço.

14 - Atari 800 (1979)

14 ataDois anos após o lançamento de seu primeiro console de videogame, a Atari invadiu o mercado de PCs. De muitas formas, o Atari 800 redefiniu as expectativas quanto ao que um computador pessoal poderia apresentar em matéria de gráficos e som.

Metade máquina de games, metade sistema de produtividade, o Atari 800 custava US$ 999 e foi o primeiro PC a apresentar um co-processador de vídeo somado a sua CPU (que tinha o mesmo processador 6502 de 8 bits utilizado no Apple II). Esta combinação permitia o Atari 800 a gerar 128 cores na tela (256 nas versões seguintes). O sistema podia também exibir, ao mesmo tempo, quatro objetos programáveis na tela - o que possibilitou o surgimento de games como o Star Raiders. Além disso, tinha um chip que produzia som de qualidade superior.. Dois slots ficavam disponíveis para games em cartucho e outros aplicativos e o sistema vinha com quatro joysticks.

Enquanto a Atari substituía seus PCs de 8 bits pela linha ST 16 bits, o designer Jay Miner, que liderou o time por que desenvolveu os vídeo chips do Atari 800, partia para capitanear o grupo que iria desenvolver o sistema gráfico do Commodore Amiga 1000.

“Como muitos de minha idade, eu quis um Atari 2600 para jogar games. Mas minha mãe pensou que seria uma idéia melhor comprar algo mais educativo, portanto minha família decidiu-se pelo Atari 800. E assim se passaram muitas noites (educativas, é claro) de partidas disputadas entre eu e meu pai em games como Star Riders, Missile Command e Pac-Man. Mas o Atari 800 não servia apenas para se jogar games. Eu utilizava o meu para aprender a linguagem BASIC e elaborar trabalhos de escola. Por anos, minha memória guardou os códigos de controle do AtariWriter para itálico e negrito (similares a HTML). E pensar que minha mãe nem podia imaginar o quanto me influenciou quando fez aquela decisão” – Melissa J. Perenson

13 - IBM Personal Computer/AT Model 5170 (1984)

13 ibmATTrês anos após o lançamento do primeiro IBM PC, o PC/AT marcou tanto uma revolução quanto uma evolução na computação pessoal. A revolução veio sob a forma de especificações poderosas, e a evolução veio no novo design do sistema (e não estamos falando de sua grande e barulhenta caixa bege). Bingo! Estava lançado mais um hit da IBM - apesar desta também ter se tornado a última máquina da empresa a servir de padrão para toda a indústria (um ano mais tarde, a Compaq e seu Desktop 386 poriam fim ao reinado inovador da IBM).

Por US$ 5.295, o PC/AT foi o primeiro sistema a utilizar a CPU 80286, da Intel (primeiramente, um modelo de 6 MHz, depois um de 8 MHz). Ele também trazia um  HD de 20 MB (ou mais) que era mais veloz e tinha o dobro da capacidade do HD original do PC XT; utilizava o IBM PC-DOS 3.0 que suportava disquetes de alta densidade e 1.2 MB (5,25 polegadas); e vinha com bateria integrada à placa-mãe para abastecer seu relógio. O teclado, no entanto, introduziu um layout utilizado até hoje, incluindo teclado numérico (com teclas para cursor) e teclas de funções específicas. O sistema podia, ainda, exibir gráficos avançados com seu adaptador opcional de 16 cores Enhancer Graphics Adapter (EGA) ou 256 cores com o Professional Graphics Controller.

Tal qual muitas siglas de PCs, AT significava algo – e não, nada tinha a ver com os AT-AT walkers que aparecem em StarWars: O Império Contra-Ataca. O termo era uma abreviação para Advanced Technology.

12 - MITS Altair 8800 (1975)

12 altairHistoriadores ainda não estão 100% certos de que o MITS foi mesmo o primeiro computador pessoal (outros candidatos ao titulo são o Kenbak-1 e o Micral-N). Inegável é o fato de que ele foi “a primeira máquina que realmente capturou a imaginação dos geeks de forma grandiosa”, diz Erik Klein, do site Vintage-Computer.com. “O fato é que outras companhias rapidamente resolveram tirar uma lasca desse nicho e adentraram o mercado de computadores pessoais. Isso só prova o seu poder e importância”.

O Altair começou custando US$ 397 e era vendido num kit estilo “faça você mesmo” – nada mais do que uma caixa, uma placa, uma CPU 8080 da Intel (comprada pela MITS a preços de barganha) e 256 bytes de memória RAM. Primeiramente, você tinha de programá-lo acionando pequenas chaves, depois, Bill Gates e Paul Allen abririam uma pequena companhia chamada Micro-soft (sim, com hífen!) e lançariam uma versão da linguagem BASIC que melhorava bastante este procedimento.

O software de Bill Gates não era a única coisa que Altair tinha em comum com os sistemas atuais. Muito da infra-estrutura de que os PCs de hoje desfrutam, se iniciou para dar suporte ao Altair – dos fabricantes de drivers de disquetes aos desenvolvedores de software, passando por lojas de informática. Ele teve até mesmo clones, como o popular IMSAI 8080.

O tempo do Altair como plataforma dominadora do mercado foi breve e em 1978 sua fabricação foi abortada. Mas ele deixou um legado e tanto.

11 - Sony VAIO 505GX (1998)

11 pcg 5005No final de 1997, a Sony introduziu o VAIO PCG-505 no mercado japonês, provando não apenas que a sua fina espessura era uma tendência, mas mostrando que isso não comprometia seu desempenho. O PCG-505 media apenas 2,3 cm – inacreditavelmente fino para a época – e pesava apenas 1 quilo e meio. Quando este notebook chegou ao mercado norte-americano sob o nome de Sony VAIO 505 GX, na segunda metade de 98, ele desencadeou uma revolução no segmento de ultra portáteis.

O 505GX não tinha preço acessível. Mas, por US$ 2.699 ele trazia uma boa funcionalidade para um notebook compacto, incluindo um espaçoso e confortável teclado de 25 cm (2,5 cm maior que seus concorrentes diretos). Na versão japonesa, o 505 GX vinha com especificações como uma CPU Pentium MMX-266 e um modem de 56 kbps. Em testes realizados pela PC World na época, sua bateria de íon de lítio durou aproximadamente 4 horas e 40 minutos, o que classificamos como “satisfatório”.

A Sony continuou a linha 505 com sucessores como o X505 e seus ultra portáteis atuais, como a linha TX, ainda mantém características originais do design do 505 GX.

10 - Apple Powerbook 100 (1991)

powerbookSe o seu primeiro portátil não foi um sucesso, resista e tente de novo, de novo e de novo. Esta lição foi seguida à risca pela Apple, que lançou o PowerBook 100 como um sucessor para o notoriamente péssimo Mac Portable – máquina que figurou em nossa lista dos 25 piores produtos de tecnologia de todos os tempos

Ao lado dos poderosos PowerBook 140 e 170, o 100 custava US$ 2.500 e apresentou duas inovações que logo foram abraçadas pelo resto da indústria: a localização do teclado (mais próxima da tela, o que deixava uma área considerável de descanso para os pulsos, tornando o ato de digitar menos cansativo) e, no centro do sistema, no lugar do mouse, uma grande TrackBall. Estas eram apenas duas das mais destacáveis invenções de um laptop que segundo o livro Apple, de Jim Carlton, conseguiu tirar a companhia da lanterninha e colocá-la na pole position do mercado de portáteis.

O PowerBook 100 – que, aliás, era fabricado pela Sony – teve sua produção descontinuada em 1992. Mas a linha PowerBook prosperou e só foi extinta em 2006, quando o último PowerBook foi definitivamente substituído pela linha MacBook.

9 - Columbia Data Products MP C 1600-1 (1982)

ColumbiaMPC 1600Quando a IBM criou o seu primeiro PC, utilizou uma CPU Intel 8088, peças de vários fabricantes e o Microsoft DOS. Isso, na época, significou que outras companhias poderiam produzir computadores pessoais compatíveis com o IBM PC. O primeiro destes ‘rivais’ foi da Columbia Data Systems.

Ao preço de US$ 2.995, o MPC (sigla para Multi Personal Computer) tinha o dobro da memória RAM do IBM PC, mais slots e portas para expansão e dois drivers de disquetes, ao invés de apenas um. Na época, Fred Conte, da Columbia, disse à revista InfoWorld que não ambicionava disputar mercado em pé de igualdade com a Big Blue (célebre apelido da IBM). “Este é um segmento multibilionário. Se conseguirmos nos fixar em uma pequena porcentagem – 2 a 3 por cento – já nos consideramos satisfeitos”, declarou.

O PC da Columbia logo ganhou uma porção de concorrentes. Na feira Comdex, de 1982, houve uma enxurrada de clones IBM. E foram tantos que, na mesma feira, um comunicado avisava sobre o lançamento da primeira revista dedicada aos “PCs de segunda geração da IBM e seus compatíveis”. O nome desta publicação você sabe bem qual é: PC World. Isso aconteceu nos EUA, aqui no Brasil a PC World começou a ser publicado em 1992.

Em meados da década de 80, a Columbia quebrou, e apesar de ainda existir atualmente, não fabrica PCs há um bom tempo. Apesar disso, quando produziu o clone que outros clonaram, ajudou a estabelecer o padrão de plataforma Intel-Microsoft em vigor até hoje.

8 - Tandy TRS-80 Model 100 (1983)

trs 80Apesar de não ter sido o primeiro notebook de todos – título que o esquecido HX-20, da Epson, carrega – o Tandy Model 100 foi o primeiro a ‘pegar’ (o mesmo não pode ser dito sobre a denominação que a Tandy deu a ele: MEWS, de Micro Executive Work Station).

Em tempos onde a maioria dos “computadores portáteis” eram caixotes pesadíssimos, o Model 100, pesando 1,5 kg, era mesmo do tamanho desejável para um notebook, o quê significava que poderia ir a locais onde os computadores jamais haviam chegado. Além disso, o sistema trazia uma tela de 2 x 7.5 polegadas que podia exibir 40 caracteres e oito linhas de texto; um teclado em tamanho real, que até hoje impressiona; softwares já instalados para edição de textos e visualização de planilhas; e um modem de 300 bps que se conectava a serviços como o CompuServe.

Variações do Model 100 incluíram o Model 200, de 1984, que introduziu o design ‘ostra’ - adotado por todo notebook desde então. Sua importância pode ser exemplificada pelo fato de que até o começo dos anos 90, muitos jornalistas ainda trabalhavam com estes sistemas – e, até hoje, sites como o Club 100 (em inglês) continuam a ajudar os que ainda os utilizam.

7 - Commodore Amiga 1000 (1985)

07 amigaO Commodore 64 talvez tenha sido o maior best-seller de seu tempo, mas seu sucessor, desenvolvido por uma companhia do Vale do Silício adquirida pela Commodore, era um computador muito melhor. Anos à frente de seu tempo, o Amiga foi o primeiro PC multifuncional e multimídia (veja um de seus primeiros comerciais no YouTube.

Por US$ 1.500 (sem monitor), o Amiga vinha com a mesma CPU 68000 da Motorola utilizada no Apple Macintosh. Mas sua maior inovação eram os três co-processadores – que permitiam ao Amiga reproduzir gráficos e sons estonteantes para seu tempo. Seu principal processador de vídeo (chamado de Denise) ajudava o Amiga exibir animações em 3D, reproduzir de vídeos e sintonizar TV anos antes de outros PCs. O chip estéreo de quatro vozes (batizado de Paula) o dava a habilidade de pronunciar palavras e produzir sons mais realistas do que o famoso chip SID do Commodore 64, e inspirou o lançamento do SoundTracker, o primeiro programa seqüencial de música.

O Amiga original foi rebatizado de Amiga 100 quando, em 1987, foi substituído pelo Amiga 500 e 2000. Mais tarde, foram lançados outros produtos baseados em sua linha, como a torre Amiga 4000T e o console gaming CD32. Em 1994, a Commodore declarou falência e a marca Amiga e suas linhas pularam de mão em mão nos anos seguintes. Interações mais modernas, como o Vídeo Toaster, da NewTek, e o software LightWave 3D, continuam até hoje sendo largamente utilizadas para fins televisivos e cinematográficos.

“Em 1987, eu estava meio decepcionado com os PCs – até que eu entrei no meu primeiro emprego, que ficava próximo a uma loja de informática chamada The Memory Location. Quando entrei nesta loja, vi um Amiga 500 mostrando tudo o que eu sempre esperei de um PC - e o que ele podia fazer era impressionante, já que muitos IBM PCs da época não podiam nem ao menos exibir cores. Eu lembro de ter economizado meu salário para poder comprar um Amiga que utilizei por muito tempo, até que a IBM aparecesse com coisas melhores (o que levou alguns anos)”. - Harry McCracken, PC World EUA

6 - IBM Personal Computer, Model 5150 (1981)

060 ibmpcMuitos momentos importantes na história do PC não foram percebidos desta forma quando ocorreram (e, de fato, não havia razão para tanto quando dois caras chamados Steve resolvem montar uma fábrica de computadores e a batizam com nome de uma fruta). Mas, quando uma companhia que já era sinônimo de computadores anunciou o lançamento de seu primeiro PC, em 12 de agosto de 1981, todo mundo percebeu que aquele seria um divisor de águas na história tecnológica mundial.

Moderno e bem atualizado, o mais interessante com relação ao IBM PC Model 5150 era sua CPU: uma Intel 8088, um poderoso processador de 16-bit numa época em que a maioria dos modelos populares ainda utilizava CPUs com ‘básicos’ 8-bit. A IBM oferecia o sistema com diversas funções operacionais, incluindo o então querido sistema operacional CP/M (chamado de algo como P-System) e um outro sistema que a IBM nomeou como PC-DOS, mas que muitos irão se lembrar como MS-DOS devido ao bem executado marketing da Microsoft – na verdade, a versão da MS era baseada em um produto chamado QDOS (Quick and Dirty Operational System), de uma pequena produtora de Seattle.

Cerca de 18 meses após seu lançamento, o 5150 já era o centro de um “ecossitema tecnológico”, com disponibilidade de diversos hardwares opcionais, softwares de outras companhias, clones, livros e revistas dedicados a ele. Alguns dos PCs da IBM que lhe sucederam foram hits e outros, fiascos, mas acima destes julgamentos ficou creditado a este computador o rótulo de embrião de quase todos os computadores atuais.

5 - IBM ThinkPad 700C (1992)

bimw 700Anunciado na Comdex de 1992, o IBM ThinkPad 700C estabeleceu uma nova era para os notebooks: agora, eles podiam ser não apenas úteis, mas também estilosos. O primeiro ThinkPad era vendido na cor preta e tinha seu inovador TrackPoint vermelho localizado no meio teclado. Tudo isso, num tempo onde outros notebooks eram caixas pesadas, beges ou cinzentas, e que tinham desagradáveis trackballs penduradas em seus gabinetes ou pessimamente localizadas ao lado do teclado.

Dos três modelos ThinkPad lançados, o 700C se sobressaía. Ao preço de US$ 4.350, o ThinkPad 700C era o top de linha da IBM e vinha com tela colorida TFT VGA de 10,4 polegadas (grande para os padrões da época) e 2.566 cores; um HD removível de 120MB; um processador 25 MHz 486 SLC; e um teclado confortável e que facilitava a digitação. Hoje em dia, a linha ThinkPad é fabricada pela Lenovo e é radicalmente mais poderosa do que o 700C, mas mantêm como seus diferenciais o gabinete em preto, o TrackPoint e a qualidade do teclado.

4 - Apple Macintosh Plus (1986)

04 macplusEm 1984, a Apple lançou o Macintosh original que, apesar de fortemente inspirado no Xerox Star, foi uma grande novidade no mundo da computação pessoal. Mas sua memória de 128 KB era tão fraquinha que a máquina era quase inútil. A companhia acertou em cheio mesmo quando, em 1986, lançou o Macintosh Plus - veja as especificações deste modelo Apple e outros no site Apple-History.com (em inglês).

Por US$ 2.599, ele tinha o mesmo processador Motorola 68000 que era utilizado no Mac original, mas vinha com espaçosa memória RAM de 1 MB, expansível para 4 MB. Ele suportava o novíssimo disquete de formato dupla densidade de 800 KB e era o primeiro Mac com porta SCSI para rápida transferência de dados via HD externo. Assim como outros dos primeiros Macs, sua simpática estrutura bege trazia um display monocromático de 512 por 342 pixels e drive de disquete de 3,5 polegadas. Ele vinha também com acessórios bege plugáveis, como um teclado alfanumérico e um mouse retangular.

A Apple vendeu os Mac Plus até 1990, tornando-o o modelo Mac mais vendido de todos os tempos. Depois disso, ele se sagrou cult ao aparecer num filme da série Star Trek (Star Trek IV: Regresso à Terra). Hoje, exemplares em funcionamento do Mac Plus são encontrados no eBay ao preço de US$ 25 e até mesmo unidades fora de combate encontram alguma utilidade, como neste link que mostra aquários feitos com o computador.

3 - Xerox 8010 Information System (1981)

xeroxstarSe tivesse vivido na década de 80, Winston Churchill diria que nenhum bom computador merecia ser um fiasco como o que se tornou o Xerox 8010 Information System (também conhecido como Star). Afinal, ele foi um dos PCs que comercializou muitas das inovações desenvolvidas pela Xerox nos lendários laboratórios PARC e vistas antes apenas no computador Alto (que nunca chegou a ser vendido).

Anunciado em 1981 e produzido em 1982, o Star tinha uma interface gráfica com ícones bastante práticos e didáticos, e um desktop “virtual” (documentado pelo site DigiBarn Museum e que impressiona até hoje). Ele usava mouse – na época, um equipamento tão estranho que o manual de instruções o chamava de “hand-held pointer”. Ele tinha embutida placa de rede ethernet e podia funcionar com uma “impressora à laser que era quase do tamanho de uma lavadora de roupas”, lembra Dave Curboe, que integrou o time de criadores do Star como engenheiro de software, em 1983. “Ele ainda tinha muitas outras características pioneiras”, completa Curboe.

Mas o Star tinha um preço que não era exatamente um atrativo: US$ 16.500 por unidade. Isso se tornou um empecilho para seu sucesso, numa época em que já se sabia que uma empresa utilizava diversos computadores e não apenas um. “Era impossível fazer tudo o que se queria com apenas uma máquina”, explica Curbow.

Acrescente à isso o fato de que até mesmo a compra de um pequeno computador não era uma idéia muito comum e não será uma surpresa constatar que o computador foi um fracasso. Alguns anos mais tarde, a Apple apareceu com o Macintosh e obteve o verdadeiro sucesso. Agora, olhando para trás, é possível notar que cada uma das idéias apresentadas pela Xerox no Star vingaram em projetos atuais.

2 - Compaq Deskpro 386 (1986)

compaq desktopNos primeiros anos da era de compatíveis do IBM PC, a indústria teve um líder inabalável: a Big Blue, em si. Isso durou até que algo improvável acontecesse, como o lançamento da poderosa CPU Intel 80386, seu primeiro processador de 32-bit, que a Compaq – e não a IBM – adaptou ao mercado antes de qualquer outra empresa.

O Deskpro 386 tinha um preço inicial de US$ 6.499 que, naquele tempo, não era algo tão alto considerando suas configurações avançadas e o fato de que um IBM AT não saía por menos de US$ 5.000 e o top de linha RT, US$ 16.000. Veja o que a PC World na época: “apenas em performance de CPU, o 386 já supera qualquer concorrente”.

Em 1986 não era exigido que um PC de última geração rodasse softwares desenvolvidos para gerações anteriores à sua. O IBM RT usava uma CPU RISC e não fazia isso. Desta forma, o fato de que o Deskpro suportava, com perfeição e velocidade, aplicativos como DOS, Windows e Lotus 1-2-3 se tornou um excelente chamariz para as vendas.
O Deskpro 386 não só era um dos mais poderosos e populares computadores pessoais do seu tempo como provou que a plataforma PC era algo maior do que qualquer companhia em particular.

1 - Apple II (1977)
01 appledoisO Apple II não foi o primeiro computador pessoal, nem foi o mais avançado e tão pouco foi o campeão de vendas. Mas, em muitos aspectos, ele foi “A Máquina que Mudou Tudo”. Em nossos quatro quesitos para avaliação – Inovação, Impacto, Design e Diferenciais – ele foi um forte vencedor. Tudo isso o credencia a ser o nosso “Grande PC de Todos os Tempos”.

O sistema de 8 bits do Apple II vinha com 4 KB de memória, expansível para 48 KB. O computador utilizava fitas cassetes para armazenamento, ao invés de disquetes. Custava US$ 1.200, mais que o dobro do preço inicial de seus dois maiores concorrentes (o Tandy TRS-80 Model I e o Commodore PET 2001). Em seus primeiros anos de vida, podia até mesmo exibir letras minúsculas. Porém, mais do que isso, trouxe uma quantidade maior de inovações do que qualquer outro computador contemporâneo a ele e foi o primeiro PC que mereceu ser considerado um item indispensável ao consumidor.

Nascido na então pequena Apple Computer, de Steve Jobs e Steve Wozniak (colegas no notável Homebrew Computer Club), o Apple II era o segundo PC a ser fabricado pela empresa, mas o primeiro a trazer tantos diferenciais para o mercado. Era um computador pessoal colorido (podia ser utilizado até mesmo com uma TV), facilmente expansível pelos próprios usuários e que rodava as planilhas VisiCalc – provando que estes novos computadores estavam aptos a adentrar, de vez, os ambientes de trabalho.

Talvez sua maior inovação fosse o design, já que Jobs queria uma máquina que combinasse com a mesa de trabalho dos consumidores. Assim, insistiu que o Apple II tivesse um visual leve, contrário ao estilo metalizado bruto e excessivamente geométrico dos outros PCs. O aspecto ‘descolado’ do produto – já uma marca registrada da linha Apple – foi tão importante para o seu duradouro sucesso quanto a inventiva engenharia desenvolvida por Wozniak.

E sua vida foi realmente longa. Mais de 2 milhões de computadores Apple II foram vendidos de abril de 1977, quando surgiu o modelo original, até dezembro de 1993, quando o modelo IIe teve sua linha descontinuada pela empresa. A família Apple II (e isso está fielmente documentado no site Apple II History (http://apple2history.org/), em inglês) foi também a responsável por manter a empresa funcionando mesmo sob fortes turbulências sofridas nos anos 80, como fiasco do Apple Lisa. No meio desta década, no entanto, a Apple voltou suas atenções a outro bem-sucedido produto, o Macintosh Plus (o 4º lugar de nosso ranking). Mas quem realmente botou em prática o conceito de personalidade na indústria da computação pessoal foi o Apple II. O resto é história.

“Eu não tive o Apple II; eu esperei pelos seus sucessores, como o Apple IIe, que deu um grande passo a partir do primeiro Apple II. Meu IIe veio com tela colorida, drive de disquete e um display de 80 colunas, no lugar do original de apenas 40. Lembro-me de usá-lo para indexar artigos sobre tecnologia, apesar de apenas conseguir guardar quatro entradas no disco rígido, o que significava que eu tinha que carregar caixas e mais caixas de disquetes no trajeto casa-trabalho. Me recordo também de nutrir uma relação de amor e ódio com o teclado integrado dele”. – Dennis O’Reilly, PC World EUA.

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Belo design, capas coloridas permitem personalizar o aparelho
Tela grande e de ótima qualidade
Bom desempenho e autonomia de bateria
Tem slot para cartões microSD

Câmera traseira tem foco fixo
Não tem flash
Não tem câmera frontal
Só 4 GB de memória interna

Desempenho excepcional
Excelente autonomia de bateria

Tela tem péssima qualidade de imagem
Grande e desengonçado