Graciosas e lógicas: as universitárias de computação

Por Camila Rodrigues e Caio Terreran, para a PC World
08/03/2007 - 08h00 - Atualizada em 08/03/2007 - 12h17
Garotas como Úrsula, Saphyra e Julia programam em Linux e aprendem a produzir circuitos digitais, mas representam somente 15% do total de graduados nos cursos de computação

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Garotas como Úrsula, Saphyra e Julia programam em Linux e aprendem a produzir circuitos digitais, mas representam somente 15% do total de graduados nos cursos de computação

Mulher executiva 70x84Aos onze anos, a estudante de ciência da computação da Unicamp, Úrsula Junque, entrou em contato com um computador pela primeira vez. Seu pai comprou um XT, ou 286, “daqueles com monitor de fósforo verde”, recorda-se. “Lembro que tinha um Word 5 for[MS]-DOS e uns joguinhos toscos”. Foi nessa época que começou a aprender programar em linguagem Basic, com a ajuda de alguns fascículos de uma coleção de informática, cujo nome não se recorda.

Já adolescente, no período em que cursava o colegial em uma escola publica, a universitária brincava com um 'Compaq 486'. Certo dia, comprou uma revista das que vinham com CD encaixado da instalação do Mandrake, distribuição do Linux atualmente conhecida como Mandriva. Foi o seu primeiro contato com o sistema de código aberto — ela tinha 15 anos.

No entanto, Úrsula é uma exceção entre as estudantes brasileiras. Dados do Ministério da Cultura (MEC) mostram que a participação feminina nos cursos de graduação em Ciência da Computação baixou de 30%, há 15 anos, para menos de 10%.

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Na Unicamp, o número de candidatos inscritos para os cursos de Ciência da Computação, Engenharia da Computação e Tecnologia em Informática no processo seletivo de 2007 chegou a 3.654 pessoas. Deste total, apenas 12,6% eram mulheres.

Com um número menor de candidatas, o número de aprovadas também cai. Úrsula está na graduação com maior número de alunas por classe: em Ciência da Computação, as mulheres representam 11,1% dos estudantes. “Na minha classe, há cinco mulheres e 45 homens”, conta a universitária. Já em Engenharia da Computação, esse índice cai para 3,2%

Na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), o cenário é o mesmo. Julia Bottesini, de 20 anos, e Saphyra Amaro, 21, são as únicas mulheres de uma das turmas do quinto semestre de engenharia elétrica com ênfase em computação. Segundo o professor Paulo César Cugnasca, da Poli, apenas 12% do total de alunos dos cursos são do sexo feminino.

A Universidade Federal de Minas Gerais, que conquistou o título de melhor curso de Bacharelado em Ciência da Computação na prova do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) em 2005, conta com 10% de mulheres na graduação em tecnologia.

As conterrâneas do campeão do desafio de programação de games da Microsoft, o estudante da Universidade Federal de Pernambuco André Furtado, também são em número reduzido: representam 8,4% nas salas de Ciência da Computação e 9,69% nas de Engenharia da Computação.

Cisnes em ninho de patos
Ao contrário do que parece, as meninas não se sentem desconfortáveis neste ambiente ocupado predominantemente por homens.

Saphyra, da Poli, que gosta de lidar com circuitos digitais e sonha ter uma empresa de desenvolvimento de hardware, diz que a convivência é pacífica e muito respeitosa. “Somos tratadas com muita educação. Na verdade, acho que nossa presença é mais estranha para eles do que para nós”, afirma. Sua colega de curso, Julia, concorda: “É engraçado. Todo mundo te conhece mas você nem sempre conhece todos”. O curso da Poli é integral e, por isso, elas ainda não estagiam, mas acreditam que não há discriminação nos processos seletivos.

Úrsula, da Unicamp, é uma prova dessa projeção: ela estagia no Linux Technology Center da IBM, em projetos de software livre, plataforma na qual quer investir sua carreira.

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