Cinco recursos que valem a pena na D300, nova câmera digital da Nikon

Por PC World/EUA
19 de fevereiro de 2008 às 09h00
Modelo intermediário, o equipamento inclui uma série de inovações tecnológicas que só existiam na D3, de 5 mil dólares.

nikon_frontA melhor maneira de conhecer uma câmera fotográfica é sair por aí e testar seus limites, utilizando-a tanto em situações familiares quanto em ambientes desconhecidos.

PC World teve a oportunidade de fazer isso com a nova Nikon D300 Digital SLR recentemente – e ficamos impressionados com vários detalhes de usabilidade que ela oferece.

Ela custa 1.799 dólares (nos Estados Unidos) e a Nikon a posiciona como uma câmera para o usuário médio, um modelo intermediário entre a D80 e a profissional D3, e substituindo a D200, que já tem dois anos de idade e ganhou uma respeitável nota 7,0 da PC World.

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No projeto da D300, a Nikon incluiu várias das evoluções tecnológicas presentes na Nikon D3, de 5 mil dólares. Como qualquer pessoa que já teve a oportunidade de fotografar com um equipamento profissional (a Canon 1D Mark II), fica difícil fazer concessões e voltar a usar uma SLR, digamos, convencional.

Ampliação das imagens
A D300 permite que você dê um zoom em uma imagem. Até aí, nada demais - é o que se espera de qualquer SLR digital. A agradável surpresa – e uma novidade na D300 – foi quão rápida e facilmente pode-se usar o ‘zoom in’ e fazer vasculhar a imagems para checar se a foto estava boa. E isso sem ter que selecionar o modo de reprodução antes.

Aperte o botão '+' (o segundo de baixo para cima, ao lado esquerdo da tela LCD de 3 polegadas e ótima resolução) e você navegará pela imagem. Segure o botão e o zoom será ainda mais potente.

Uma caixa para mudar de foto por foto aparece na parte inferior esquerda; uma caixa amarela aparece dentro dela, indicando a amplitudo do zoom que está sendo usado.

Navegar panoramicamente pelas fotos foi bem fácil, graças ao pad de controle multidirecional da Nikon. Nesse aspecto, o dispositivo da Nikon é melhos do que o joystick duro e pequeno da Canon.

Impressiona a facilidade e rapidez com que os controles e processos internos da câmera permite focar imagens de 12.1 megapixels para checá-las.

Live Viewnikon_back
Podem falar o que for, mas ainda preferimos confiar no visor e usá-lo sempre que possível. Contudo, há situações em que não dá para utilizá-lo facilmente, tais como fotos tiradas de cima para baixo ou de algo que não esteja no nível dos olhos.
Nesse caso, usar o LCD torna as coisas muito mais fáceis.

Usar os recursos de Live View das SLRs nunca foi intuitivo. A EOS 40D da Canon, por exemplo, requer que você faça alguns ajustes para ativar o Live View. Mas esta função é muito fácil de usar - e também funciona se você estiver usando tripé.

Alternar entre o Live View e o visor óptico requer uma combinação de comandos (apertar um botão e girando o dial), mas não tivemos problemas em fazer isso rapidamente.

Trabalhando com pouca luz
Testes mais aprofundados ainda serão realizados, mas a D300 conseguiu fazer um belo trabalho em situações de pouca luminosidade e surpreende pela capacidade de capturar imagens sem flash – e com um nível que me pareceu bem razoável de ruído e nitidez.

O recurso de regulagem automática do ISO funcionou em todos os modos, até ISO 3200 – o que significa que você não tem que ficar pensando qual o melhor ISO enquanto está fotografando.

nikon_topMudando pontos de foco automático
É muito fácil mudar o foco automático (até 51 pontos na D300, contra 11 pontos de foco na D200) no meio da execução de fotos. Ao invés de alternar somente entre os pontos estabelecidos de foco, pode-se usar o pad de navegação multidirecional para escolher o ponto focal da cena. Tal procedimento é muito útil quando se deseja criar profundidade em uma determinada imagem, deixando apenas um ponto no foco.

Informações na tela
Uma novidade na D300: o LCD na parte traseira muda de cor automaticamente, dependendo da iluminação local, para facilitar a leitura das informações, em geral muito bem apresentadas.

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