Conheça o cérebro por trás do smartphone ou tablet que você ainda terá

René Ribeiro, da PC World
24/02/2010 - 16h16 - Atualizada em 03/05/2010 - 20h13
O que você precisa saber sobre o componente mais importante dos novos dispositivos portáteis que chegam ao mercado.

process-150.jpgAs pessoas podem até não conhecer em profundidade que um processador pode fazer, mas é certo que nomes como Core 2 Duo, Dual Core, Core i7, Phenom, Opteron, Athlon já não soam assim, tão estranhos a qualquer um que lide com informática mesmo que como simples usuários. Convencionou-se chamar o chip de cérebro do computador até porque a CPU (Unidade Central de Processamento) é responsável pelo resultado de todas as operações da máquina.

Pouca gente sabe, porém, que os celulares e smarphones, e agora os tablets, que vêm ganhando destaque no mercado, também têm uma CPU e que ela é fundamental para determinar a capacidade de processamento do gadget em questão. O motivo disso talvez esteja mais relacionado à preocupação dos usuários em saber o que um smartphone é capaz de fazer e o quanto eficiente ele é no desempenho dessas funções.

A demora em carregar o player de música, exibir uma imagem ou reproduzir um filme está diretamente relacionado à memória do dispositivo e à capacidade do processador instalado nele. E quando mais “inteligentes” os smartphones se tornam, mais importante é saber se ele possui um ‘cérebro’ bom o suficiente para lidar com isso de forma rápida e sem consumir muita energia, pedra no sapato de qualquer dispositivo móvel. Os tablets ainda são caros e disponíveis em poucos modelos, mas sofrem dos mesmos problemas.

Para ajudar você a se familiarizar com os nomes das plataformas que serão muito faladas daqui pra frente, a PC World identificou os processadores mais importantes que a indústria de mobilidade está usando nos smartphones e tablets, e lista informações básicas, tais como quem o fabrica, características principais, velocidades, número de núcleos e onde vêm sendo usado.

Apple A4
O processador que vai equipar o iPad, o tablet da Apple que dever ser vendido a partir de março. O chip não foi desenvolvido desde o zero pela empresa de Steve Jobs e, sim, customizado a partir do processador Cortex-A9, desenvolvido pela ARM. A ARM, conhecida por fornecer processadores para diversos fabricantes de dispositivos móveis, permite que tais componentes sejam customizados conforme a necessidades da indústria. Isso faz com que encontremos chips ARM em smartphones e tablets de diferentes fabricantes, com outras denominações e a marca dessas empresas.

Características: Utiliza endereçamento de 32 bits e trabalha na frequência de 1 GHz, considerada alta para um smartphone, mas que pode ser insuficiente para tudo o que um tablet se propõe fazer. Em contrapartida, tem a vantagem de consumir pouca energia; em atividade, dispersa apenas 1,9 watt de potência (0,4W em repouso). Segundo a Apple, a bateria do iPad pode chegar a dez horas de duração quando em uso e até 30 dias no modo de espera.

Samsung S5PC100
Apesar de ser fabricado pela Samsung, é outro processador baseado na arquitetura ARM, mais especificamente no ARM Cortex-A8. Está presente em todos os modelos de iPhone 3G S.

Características: Também utiliza endereçamento de 32 bits, mas trabalha a 600 MHz (como no iPhone 3GS), embora possa alcançar 833 MHz, dependendo da arquitetura do dispositivo em que será utilizado. Quanto ao consumo, é menos econômico do que o ARM Cortex-A9. Aliás, uma das mais frequentes reclamações de usuários do smartphone da Apple é justamente a baixa autonomia da bateria.

Samsung S5L8900
É o processador utilizado no iPhone 3G e na primeira e segunda geração do iPod touch. A pergunta óbvia depois dessa informação é: então qual a diferença entre os três gadgets da Apple? Apesar de usarem o mesmo processador, o componente pode funcionar em frequências de trabalho diferentes (de 400 MHz a 667 MHz). O iPhone 3G trabalha a 412 MHz, a primeira geração do iPod touch funciona a 400 MHz e a segunda geração, a 532 MHz. Outro dado importante é que esta versão do chip é maior do que o utilizado no atual iPhone 3G S.

Características: Utiliza endereçamento de 32 bits e trabalha com frequências entre 400 MHz e 667 MHz dependendo da arquitetura utilizada no dispositivo móvel onde é usado. É baseado no chip ARM 1176JZF.

processadores_tabela.jpg

Snapdragon QSD8250
Fabricado pela Qualcomm, é o processador utilizado no celular do Google, o Nexus One (fabricado pela HTC, sob orientação do gigante de buscas) e também no Mini 5, o tablet da Dell.

Características: Eis mais um processador com arquitetura de 32 bits e tem como principal vantagem a frequência de trabalho, que chega a 1 GHz. Possui a sétima geração de módulo para GPS, o que torna esse recurso muito rápido e eficiente.

Omap 3430
Fabricado pela Texas Instruments, é o processador do smartphone Milestone, da Motorola, que, por sua vez, concorre com o Nexus One, pois os dois utilizam sistema operacional Android 2.1. Também é encontrado no Nokia N900 e no Palm Pre Plus.

Características: Utiliza arquitetura de 32 bits, e sua frequência máxima de trabalho é de 600 MHz. Com exceção do Milestone, que trabalha a 550 MHz, todos os smartphones citados o trazem a 600 MHz. 

Qualcomm MSM7201A
Este processador pode ser encontrado no Motorola Dext, outro aparelho que também usa o sistema operacional Android e desempenho não faz parte do seu nome.

Características: Construído com arquitetura de 32 bits, ele só funciona na frequência de 528 MHz. É baseado no processador ARM 1136EJ-S.

Nova safra de processadores
Tegra 2
Fabricado pela nVidia, ele utiliza o mesmo core do processador do iPad da Apple, o ARM Cortex-A9. A diferença é que o Tegra 2 utiliza dois núcleos e possui processador gráfico embutido, com capacidade para rodar vídeos em alta definição (1080 linhas progressivas). Quem já utiliza esse processador é o tablet Adam, fabricado pela Notion Ink.

Características: Utiliza arquitetura de 32 bits e pode usar de um até quatro núcleos. Funciona a 1 GHz. Espera-se que a nVidia lance outras versões desse chip.

Atom para smartphones
A Intel não quer ficar de fora do lucrativo mercado de telefones celulares, tanto que anunciou, na segunda quinzena de fevereiro, uma versão de Atom com o codinome Moorestown.

Características: Ainda não há informações sobre a frequência de trabalho, mas, segundo um documento da Intel, terá processador gráfico embutido e seu tamanho será metade do atual chip Atom existente para netbooks, provavelmente consumindo muito menos energia.

Pantheon
Outro chip que pode revolucionar o mercado é o Pantheon, desenvolvido pela Marvell, uma pequena empresa do Vale do Silício com 5 mil funcionários. Pequena, se comparada a outras gigantes que existem por lá. O Pantheon terá um baixíssimo custo de produção, tanto que a empresa divulgou que os smartphones equipados com o Pantheon poderão custar 99 dólares. O co-fundador da Marvell, Weili Dai, diz que esses smartphones terão as mesmas funcionalidades que outros aparelhos do mercado, como conteúdo de mídia em alta definição, conectividade wireless e aplicações gráficas exigentes.

Características: Também é um chip baseado na arquitetura dos processadores ARM, funcionará na frequência de 800 MHz e terá suporte para sistema operacional Android e Windows Mobile.

 

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