Experimentamos o Samsung Z, o primeiro smartphone Tizen

Florence Ion, Greenbot
05 de junho de 2014 às 07h00
Aparelho parece, e se comporta, como qualquer outro smartphone Android com a interface TouchWiz. Mas não roda o Android, nem os aplicativos escritos para ele.

Talvez você esteja cansado de ouvir falar da Samsung em todo canto, mas a realidade é que a empresa tem planos grandiosos para dominar o mundo dos gadgets e eletrônicos de consumo, e parece que não há nada capaz de detê-la.

Durante a Tizen Developers Conference, evento que aconteceu nesta semana em San Francisco, nos EUA, tive uma amostra da próxima empreitada da empresa: criar seu próprio sistema operacional Open Source para que possa, um dia, se libertar das “amarras” da Google. Este sistema é o Tizen, e estas são minhas impressões iniciais sobre sua primeira implementação em um smartphone, o Samsung Z.

Um design diferente

O Samsung Z é um aparelho muito bonito. Segundo um representante da empresa, o design retangular foi criado especificamente para o mercado russo, onde será lançado neste ano.

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Na traseira, o Samsung Z tem o mesmo sensor de frequência cardíaca (ao lado do flash) que o Galaxy S5

Os botões de navegação são como os dos smartphones da família Galaxy (Home mecânico, cercado por menu e back sensíveis ao toque) e também são iluminados. O Z tem uma vibrante tela HD de 4.9” baseada na tecnologia Super AMOLED, um processador quad-core de 2.3 GHz, 2 GB de RAM, 16 GB de memória interna e uma câmera de 8 MP. Ah, e tem também o mesmo leitor de impressões digitais e sensor de frequência cardíaca que o Samsung Galaxy S5.

É rápido!

O sistema operacional Tizen é baseado no kernel Linux, e os aplicativos são desenvolvidos usando HTML5. Não há compatibilidade com os aplicativos para Android. A Samsung destaca que esta versão em particular do Tizen (2.2.1) foi otimizada para usar 20% menos memória do que as versões anteriores.

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A tela inicial do Tizen

Fiquei impressionada com a forma como os jogos rodaram, mas isso provavelmente é auxiliado pelo fato de que o smartphone é baseado em um processador quad-core da Qualcomm não identificado, acompanhado por uma CPU Adreno 330. Notei alguns engasgos ao abrir alguns dos jogos, como se eles estivessem carregando, mas o desempenho geral foi bom.

O irmão gêmeo da Touchwiz

O Samsung Z se parece com, e se comporta como, qualquer outro smartphone Android da Samsung no mercado. O sistema operacional pode ser o Tizen, mas não dá para saber disso simplesmente olhando paa a tela. Muitos dos elementos da interface, incluindo certas ações e gestos, refletem a versão da TouchWiz instalada no Galaxy S5. Ele até vem com os mesmos apps da Samsung pré-instalados.

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Painel de ajustes rápidos é quase o mesmo dos Android com TouchWiz

Tanto o painel de ajustes rápidos quanto o de notificações são basedos na interface da Samsung para o Android. Eles também podem ser personalizados, embora pareçam um pouco mais estáticos. Não recebi nenhuma notificação enquanto usava o aparelho, então não posso dizer se elas são interativas como no Android ou no iOS 8.

A “gaveta” com os aplicativos também se parece com a do Android, embora funcione de forma diferente. Os outo ícones que você vê no topo da imagem abaixo ficam fixos enquanto você consulta a lista de apps na porção inferior da tela. 

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A lista de aplicativos. As duas primeiras linhas de ícones são fixas

Experimentei alguns dos gestos suportados pelo KitKat no Samsung Z, para ver o que a empresa pegou emprestado para seu sistema. O mais notável é a capacidade de personalizar a tela inicial tocando e segurando em um ponto vazio dela. Achei engraçado que o Tizen chama os widgets de “caixas dinâmicas”.

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O Tizen chama os widgets de "Caixas Dinâmicas"

Como o TouchWiz e o Tizen não são muito diferentes, não devem haver problemas em adotar um em vez do outro, certo? Está claro que esta encarnação do Tizen é a forma que a Samsung encontrou para estabelecer sua própria marca no mundo de dispositivos móveis, fora da esfera de influência do Android. Posso ver isso como o começo de uma tentativa da Samsung de se distanciar da Google.

Inicialmente o Samsung Z será vendido na Rússia, e a Samsung irá avaliar seu desempenho no mercado antes de levá-lo a outros mercados. A Tizen Store terá um programa especial para atrair desenvolvedores para o novo ecosistema. Se os consumidores gostarem, este poderá ser o fim da dependência da Samsung no Android.

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