Hands on: uma semana com o Moto E de segunda geração

Por Felipe Dreher*
06/03/2015 - 08h25 - Atualizada em 06/03/2015 - 10h26
Saldo final foi bastante positivo. Além de ser um smartphone de entrada muito bonito, o aparelho aguenta o dia a dia com bastante fluidez

Antes de seguir adiante, gostaria de dizer que sou um usuário comum de dispositivos móveis. É bem verdade que resisti por muito tempo até me render a um smartphone. Acho a ferramenta fantástica, mas tinha a ideia de que entrar naquele mundo conectado me colocaria em frente a uma tela 24 horas por dia (e sou do tipo que conversa durante o almoço).

Só aceitei bem essa ideia das telas sensíveis ao toque, os apps que facilitam sua vida e os planos de dados há cerca de um ano e meio. Na ocasião, um amigo revoltado com a ideia de um jornalista de tecnologia usar um featurephone, me deu um smarphone CCE, talvez um dos primeiros lançamentos depois da compra da brasileira pela chinesa Lenovo.

Na época, o presente coincidiu com um momento em que passei a ter acesso a uns recursos corporativos na empresa onde trabalhava e, como sou um do tipo que se apega fácil e intensamente as coisas, já viu... bang! Lá estava eu prestes a ser soterrado pela realidade da conectividade “a todo momento, em qualquer lugar", que, no fundo era o que tanto temia por saber que se tratava de um futuro irreversível.

Já dizia outro amigo: dê um smartphone e um plano de dados e uma pessoa muda a vida/o mundo/a economia. De fato, isso aconteceu comigo (e com milhares de taxistas Brasil a fora). Não preciso dizer que foi instantânea a vantagem trazida pelos aplicativos e a irritação e ansiedade dos e-mails “urgentes” que caiam na caixa de mensagens, fazendo o bom o velho aparelho apitar nas horas menos convenientes.

Tenho esse aparelho há mais de um ano e meio, o que no mundo da tecnologia é como se fosse uma década. Nesse tempo, a memória ficou pequena, a bateria viciou, os aplicativos não atualizam mais por n questões, a qualidade da câmera não é mais aquelas coisas. Chegou a hora de avaliar uma nova ferramenta. Comecei a testar alguns aparelhos. Um deles foi a segunda geração do Moto E, que é o mote desse texto.

Sete dias

A primeira impressão ao tirar o Moto E 4G 16GB da caixa é que se trata de um telefone robusto. Apesar da aparência forte, isso não tira a elegância do design de linhas curvas. Ao ligar, o smartphone apresentou uma tela de 4,5 polegadas com boa definição e cores vivas.

MOTO E 3 625

A estrutura traz uma diferença em relação as linhas mais comuns de telefones móveis: um aro no entorno do dispositivo cobre as duas entradas para chips e cartão de memória extra. Basta pressionar o botão on/off na lateral e tirar a estrutura. Isso é bacana, pois dá para adicionar recursos de hardware mais facilmente (embora o aro plástico pareça um pouco frágil).

Moto E 2 625

O processamento no Qualcomm Snapdragon quad-core de 1,2 GHz é potente. É possível sentir de cara os ganhos de velocidade em navegação e acesso a aplicações. O Android puro (5.0 Lollipop) também ajuda a criar um contexto mais sinérgico e fluído aos usuários. 

A bateria de 2.390 mAh tem boa autonomia (claro que o aparelho ainda é novo, então não dá para tirar muitas conclusões sobre isso ainda). É interessante que o dispositivo indica o tempo até completar o carregamento. A Motorola afirma que a carga dura “o dia todo”. 

Para o teste “enchi o tanque” e comecei a usar o smarphone às 8h da manhã (quando o despertador tocou). Passei o dia conectado ora no 3G ora no Wi-Fi, recebendo e-mails, navegando na internet, acessando aplicações. O celular morreu às 22h. Considerei adequado.

O dispositivo tem uma câmera com resolução decente tanto traseira (5MP) quanto frontal.  Além disso, o celular já vem com alguns efeitos embutidos para quem quiser dar uma melhorada na imagem com filtros e molduras e não está a fim de passar pelo Instagram. O aparelho traz ainda TV digital e rádio, além de uma série de recursos que são interessantes para muitas pessoas e não estão no meu perfil de uso.

Moto E 4 625

O saldo final foi bastante positivo. A segunda geração do Moto E, além de ser um smartphone de entrada muito bonito, aguenta o dia a dia com bastante fluidez. Na faixa de preço onde está posicionado – entre R$ 560 e R$ 730 – parece uma ótima opção de compra.

Características

As versões mais sofisticadas do Moto E trazem conectividade 3G e 4G. O dispositivo vem com 1GB de RAM, TV Digital e entrada para dois chips e está disponível com 8GB ou 16GB de capacidade de armazenamento interno – expansíveis para 32GB via cartão microSD. ​

*Felipe Dreher é jornalista, cobre o mercado corporativo de tecnologia há cerca de 10 anos e, atualmente, é editor da Computerworld Brasil.

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