“Sol artificial” deve iniciar funcionamento na China em 2020

Ideia é replicar a fusão nuclear do nosso Sol para obter uma fonte de energia limpa e praticamente ilimitada

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Em março deste ano, pesquisadores da Corporação Nacional Nuclear da China esperavam que o reator Experimental Advanced Superconducting Tokamak (EAST) fosse construído antes do fim de 2019. Trata-se de um projeto popularmente conhecido como sol artificial, que consiste em imitar a fusão nuclear do nosso Sol para gerar energia. Agora, foi divulgado que a estrutura deve entrar em operação ainda em 2020.

Em entrevista à revista Newsweek, os cientistas envolvidos não forneceram uma data específica, mas que a partir do andamento atual será possível inaugurar o EAST já no ano que vem. A ideia é justamente replicar a fusão nuclear e, com isso, obter uma fonte de energia limpa e praticamente ilimitada. Isso por meio dos reatores tokamak, que dão nome ao projeto: nele, isótopos de hidrogênio (deutério e trítio) são expostos a temperaturas altíssimas até se transformarem em um plasma. Ao mesmo tempo, eles fundem átomos e liberam a energia.

Para reproduzir as mesmas condições do nosso Sol, os cientistas colocaram os isótopos dentro de uma instalação chamada tokamak. Lá dentro, eles ficam expostos a uma temperatura muito elevada de cerca de 150º C, grande densidade de partículas para criar o maior número possível de colisões de átomos e um tempo de confinamento de energia longo o suficiente para que as colisões aconteçam na velocidade mais alta possível.

O processo de fusão nuclear é considerado o futuro da energia porque ele não emite gás carbônico (CO2) nem outros gases de efeito estufa, não cria rejeitos radiativos e usa material com nível de radiação muito mais baixo que o de usinas de fissão nuclear. Mesmo assim, o processo ainda é bastante caro, o que inviabiliza o desenvolvimento acelerado da estrutura.

Em 2016, os cientistas chineses conseguiram manter estável o plasma de hidrogênio dentro da instalação durante 102 segundos. O próximo desafio é reproduzir a fusão nuclear em equipamentos maiores para ampliar o número de fusões e mantê-las em condições estáveis por mais tempo.

Fontes: Newsweek, UOL Tilt

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