Tráfico humano é descoberto no Instagram e Facebook

Mulheres são vendidas como empregadas por milhares de dólares sem nenhum pudor

Foto: Shutterstock
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Uma investigação da BBC News Arabic descobriu que plataformas do Vale do Silício, como o Instagram e o Facebook, são usadas para sustentar uma rede moderna de tráfico de escravas.

Disfarçados como um casal, dois jornalistas, que não tiveram suas identidades reveladas, descobriram o quão fácil é comprar uma pessoa online quando se propuseram a encontrar uma empregada para a família. “No Golfo, as mulheres contratadas como empregadas domésticas estão sendo vendidas online por meio de aplicativos aprovados e fornecidos pelo Google e Apple”, explicaram os investigadores em um vídeo divulgado na última quinta-feira (31).

Durante toda a investigação, o falso casal chegou a visitar diversas mulheres que estavam sendo vendidas por alguns milhares de dólares por seus proprietários. Uma delas é uma menina de apenas 16 anos do Guiné que estava sob posse de uma mulher no Kuwait. “Este é o exemplo por excelência da escravidão moderna. Aqui vemos uma criança sendo vendida e comercializada como bens móveis, como uma propriedade”, afirmou Urmila Bhoola, relatora especial da ONU.

Após a extensa investigação da BBC News Arabic, autoridades do Kuwait supostamente convocaram alguns responsáveis por essas vendas ilegais e os forçaram a excluir seus anúncios e assinar um acordo legal em que prometiam não mais “participar desta atividade”. Contudo, nenhuma punição legal foi estabelecida oficialmente, ainda que Nasser al-Mousawi, chefe do Departamento de Trabalhadores Domésticos do Kuwai, tenha dito que “qualquer pessoa que lide com esse tipo de negócios será punida”.

Já o Instagram comunicou que “havia removido mais conteúdo do Facebook e do Instagram e impediria a criação de novas contas projetadas para serem usadas no mercado de escravos online”. Enquanto isso, as lojas online da Apple e do Google abrigam aplicativos de vendas genéricas que permitem a negociação de mulheres. “Google, Apple, Facebook ou qualquer outra empresa que hospeda aplicativos como esses, eles devem ser responsabilizados. O que eles estão fazendo é promover um mercado de escravos online”, disse Bhoola.

A menina guineana de 16 anos foi localizada por autoridades e a advogada internacional Kimberly Motley conseguiu deportá-la para seu país de origem, onde foi adotada por uma família local. “Na Apple Store, eles proclamam que são responsáveis por tudo o que é colocado na loja e nossa pergunta é: o que essa responsabilidade significa?”, indagou Motley.

Fonte: BBC

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