10 games para PC que vão consumir a sua vida

Conheça jogos incríveis que exigem dias e não horas para serem aproveitados

Foto: Rockstar Games/Divulgação
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Muitos games atuais são planejados para se jogar em partidas curtas: encontros rápidos, desenvolvidos para um mundo com poucas horas no dia e muitas distrações digitais. E tudo bem! Curtir algumas rodadas em Overwatch ou partidas de Rocket League é uma ótima forma de passar o tempo.

Mas de vez em quando, você quer algo mais, digamos, suculento.  Quer você esteja procurando por diversão paro um longo fim de semana ou mergulhar de cabeça em uma experiência complexa e satisfatória, esses 10 games ótimos, profundos e intrincados para PC vão te prender por muitas e muitas horas.

Red Dead Redemption 2

Aclamado pela crítica, o imenso mundo aberto da Rockstar Games chegou ao PC após um longo ano da sua estreia nos consoles, mas a espera valeu a pena. A maneira definitiva de jogar Red Dead Redemption 2 é no PC, com muitas opções e gráficos incríveis que podem botar até uma assustadora GeForce RTX 2080 Ti de joelhos se você ativar todos os efeitos.

É um dos jogos mais longos dos tempos recentes, ampliado ainda mais por todas as distrações. Nós ficamos mais fascinados só de vagar por sua paisagem, caçar animais, comprar creme de barbear para o bigode de Arthur Morgan e cuidar do cavalo do que pela própria história. A Rockstar realmente construiu um mundo vivo, e você vai querer se perder nele por uns tempos – especialmente se você se deixar levar pelo soberbo modo de fotografia.

Disco Elysium

Disco Elysium é como Planescape Torment, se Planescape colocasse você no lugar de um policial viciado amnésico se recuperando de uma tremenda ressaca em meio a uma investigação de assassinato. E, ah, o seu grupo fosse formado por vozes e emoções gritando na sua cabeça ao invés de outras pessoas. E não existisse combate.

Disco Elysium é o RPG mais transformador que eu joguei em muito tempo. E melhor ainda, ele se transforma ao seu redor, se adaptando às habilidades que você escolhe, as vozes na sua cabeça que você decide escutar, ou se você decide ou não jogar limpo ou ceder aos impulsos selvagens sugeridos por esses sussurros. A parada é sinistra – muito mais do que podemos revelar aqui. É mais do que você pode aguentar, também. Os desenvolvedores sugerem que o game tem entre 60 e 90 horas de jogo, e ele implora para ser jogado de novo.

Agora, se você prefere as suas experiências de RPG com uma vibe mais Fallout do que as raízes de CRPG de Disco Elysium, confira The Outer Worlds, também conhecido como o sucessor espiritual de Fallout: New Vegas que você sempre quis. É ótimo.

Série Yakuza

Levou um bom tempo, mas a série Yakuza finalmente chegou ao PC – pelo menos os três primeiros jogos. É uma bela de uma introdução, com mais de 100 horas de jogo entre Yakuza 0, Kiwami e Kiwami II.

É uma jornada que vale ser feita. Yakuza vacila entre bobeira e novela com mais graça do que qualquer outra série, fazendo você rir logo antes de te socar no estômago. É uma dicotomia fascinante, e só fica mais interessante conforme você conhece Kazuma Kiryu, Majima e o resto do elenco crescente de Yakuza. A cidade é um personagem também, com o pedaço de Tóquio onde Kazuma vive evoluindo ao longo das décadas. Novos prédios aparecem, prédios antigos somem, e às vezes as ações de Kiryu deixam marcas que a cidade não apaga. É uma saga incrível, e eu mal posso esperar para que a Sega traga os outros games para o PC também.

The Division 2

The Division não era um game muito bom no lançamento. Ele chegou lá eventualmente, mas demorou vários anos e uma miríade de atualizações. Então, quando a Ubisoft anunciou uma sequência, a questão era “Eles vão fazer direito desta vez?”

A resposta é sim. The Division 2 ainda é um jogo pé no chão, e eu sou mais chegado nas armas esquisitas e na space opera de Destiny. Mas se você gosta do realismo militar moderno, The Division 2 tem saque e tiroteio para manter você ocupado por dias e dias e dias. “Terminar” a história é só o começo, já que concluir a campanha introduz uma nova facção e novas subclasses para seu personagem, e reseta o progresso do mundo. E aí, quando você salva Washington DC de novo, o que acontece? Ele reseta de novo. E de novo. A Ubisoft fez isso para você continuar jogando The Division 2 para sempre, se quiser, além de introduzir novas atividades de “fim de jogo”, incluindo uma raide para 8 pessoas.

Eu ainda gostaria que o saque fosse mais interessante do que AK-47s e joelheiras, mas The Division 2 aprendeu as lições de seu antecessor.

Sekiro: Shadows Die Twice

Dark Souls chegou ao fim, mas a From Software ainda não terminou. Sekiro: Shadows Die Twice é o primeiro game da From depois da série Souls e é… de muitas formas, bastante parecido. Sekiro ainda é sobre decorar padrões, sobre técnicas de combate implacáveis e sobre avançar em meio à uma dúzia de inimigos menores só para ser massacrado pelo chefão de novo. As descrições dos itens ainda não fazem muito sentido e uma estátua faz às vezes da fogueira. Os fãs da série Souls vão se sentir em casa.

Mas Sekiro é diferente em pontos importantes. É um jogo mais vertical (e móvel), que permite que você salte e use um gancho para se locomover. Vale notar, Sekiro encoraja que você use furtividade quando possível, caindo sobre os inimigos ou esfaqueando-os do meio das moitas para passar silenciosamente por encontros. Se falhar, é melhor ser bom de bloqueio. Dark Souls era um jogo de esquiva e rolamento, mas se apostar nisso em Sekiro, você vai perder. Defenda sua posição, bata espada contra espada e torça para sair por cima.

Total War: Three Kingdoms

Não parecia possível que a Creative Assembly pudesse fazer um Total War histórico com a mesma profundidade dos seus recentes títulos baseados na série de fantasia Warhammer. Eu jogaria mesmo assim, porque eu comecei nos Total War históricos e eu sou fã desses games. Em Warhammer você joga com anões, elfos, vampiros e outras criaturas, mas nos Total War realistas a história é sobre os humanos, e há um limite na liberdade criativa que pode ser usada. Eu estava esperando algo como uma versão repaginada de Rome II, com algumas melhorias de interface e mudanças nas unidades.

Total War: Three Kingdoms é muito mais do que eu pensava. É um dos melhores títulos da série, inspirado no período do Romance dos Três Reinos, o que faz com que cada batalha, cada vitória, conquista e tensão diplomática pareça ter mais significado do que no passado. Como? Colocando os personagens no centro de cada decisão. Isso funcionou com XCOM, funcionou com Crusaders King II e agora fez de Three Kingdoms um clássico instantâneo também.

Mas se você está muito afim de enviar morcegos gigantes para lutar com uma tropa de dinossauros? Aqueles Total War: Warhammer também são ótimos.

Destiny 2

Destiny 2 teve um começo difícil. O jogo básico era divertido e viciante, mas o conteúdo era raso. Os esforços iniciais da Bungie para mudar isso não deram muito certo, com as expansões A Maldição de Osíris e a Mente Bélica fracassando.

Mas em 2018, a expansão Renegados contou uma história mais envolvente do que tudo que Destiny 2 tinha feito até então, e uma vez lá dentro, foi fácil ver o quanto a Bungie trabalhou no jogo desde então. As armas agora surgem com atributos aleatórios, o Crisol foi ampliado para partidas 6 contra 6, os tais equipamentos “Poderosos” ficaram mais fáceis de encontrar todas as semanas. As coisas só melhoraram dali em diante, com os eventos sazonais adicionando novas atividades que dão aos jogadores motivos mais do que suficientes para continuar voltando semanalmente.

Livre da Activision, parece que a Bungie finalmente conseguiu dar à Destiny 2 alguma longevidade – e a expansão Fortaleza Sombria em 2019 e a chegada do game ao Steam deram outro grande impulso.

Final Fantasy XIV

Eu não acredito que nós chegamos aqui. Antes que nos esqueçamos: Final Fantasy XIV era tão ruim quando foi lançado que a Square-Enix matou o jogo. Matou e enterrou. Daí eles reconstruíram o game todo do zero e lançaram Final Fantasy XIV: A Realm Reborn.

Mas do começo ignóbil nasceu o melhor MMORPG da era moderna. Talvez mais do que isso. Segundo o nosso colega Leif Johnson, “Não há dúvidas de que Final Fantasy XIV merece ser incluído nas discussões sobre qual é o melhor Final Fantasy de todos os tempos”. A pegadinha? Você precisa investir pelo menos 100 horas de jogo antes de chegar nas melhores partes, atravessando seis anos de história e o “grind” obrigatório. Ou seja, é o game perfeito para este artigo, então o que você está esperando? Melhor criar logo sua própria guerreira-gato e começar.

Anno 1800

Anno é uma série sobre cadeias de suprimentos e isso não mudou em 1800. A única diferença é que agora você está fazendo isso na Era Vitoriana e erguendo um império transatlântico no processo. Isso traz todo tipo de complicações, enviando lentamente aço para as colônias, que você usa para construir uma destilaria, daí lentamente envia o rum de volta para a Inglaterra na esperança de ser o bastante para os cidadãos se acalmarem.

Eu estou simplificando as coisas, já que Anno 1800 tem dúzias de diferentes produtos que você pode usar para abastecer tanto o Novo quanto o Velho Mundo. Algumas fazendas, uma fábrica – antes que você perceba, terá uma metrópole crescendo aos milhares, dúzias de pesqueiros, cervejarias e, de alguma forma, estará sem charutos de novo. Hora de construir mais uma plantação de tabaco. Ou cinco. Ah, e são 3 da manhã e você deveria ter ido dormir horas atrás. Ainda dá tempo de construir mais uma estrada, certo?

Assassin’s Creed Odyssey

Eu pensava que Assassin’s Creed: Origins era enorme, mas aí veio Assassin’s Creed Odyssey em 2018. Um épico crescente, Odyssey troca as areias do Egito pelas ilhas rochosas do arquipélago grego. É ainda mais parecido com Black Flag do que seu antecessor.

Ele também é muito parecido com The Witcher 3, por incrível que pareça. Odyssey tem árvores de diálogo e missões ramificadas! Sim, é uma versão mais magra de The Witcher 3, mas não dá para negar que a Ubisoft fez escolhas ambiciosas para Assassin’s Creed nos últimos anos e eu estou curioso para ver onde ela vai com o próximo jogo da série. Odyssey se beneficia da típica fornada de conteúdos pós-lançamento, com duas expansões chamadas “Legacy of the Hidden Blade” e “Fate of Atlantis”. Se você é fã da série, só o título da segunda já faz seu coração acelerar.

E se você, depois de mais de 100 horas, terminar todo o conteúdo oficial? A Ubisoft incluiu algumas ferramentas básicas de criação de missões em Odyssey, o que significa que há uma quantidade quase infinita de conteúdo criado por usuários enfiado em cada esquina desse mundo vasto.

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