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10 recursos ocultos no Windows 8

O novo sistema da Microsoft deve chegar às lojas em 2012, mas demos uma espiada e encontramos 10 recursos e novidades importantes que ainda não são muito conhecidos

Sandro Villinger, ITWorld EUA

02/06/2011 às 17h09

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Steve Ballmer, CEO da Microsoft, confimou algum tempo atrás o que os especialistas em tecnologia já suspeitavam: a próxima geração do Windows será lançada em 2012. O processo de desenvolvimento já está na metade do caminho - a versão mais recente é chamada Milestone 3 - e a primeira versão beta deve ser lançada durante a conferência BUILD, voltada aos desenvolvedores, em Setembro em Anaheim, Califórnia.

Mas você não precisa esperar até lá para dar uma espiadinha em alguns dos melhores recursos do Windows 8. Examinei com atenção uma versão pré-beta que circulou pela internet e encontrei 10 novidades ou melhorias importantes. E embora estas versões pré-beta já tenham sido analisadas de cima a baixo, foco neste artigo em mudanças menos conhecidas, mas ainda assim dignas de nota.

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1. Windows Store

A Microsoft irá entrar no lucrativo mercado de aplicativos, e isso não é supresa. Embora a “Windows Store” (nome dado pela empresa à sua loja online de apps) não esteja funcionando na versão do sistema que testei, as bibliotecas de sistema (DLLs) e arquivos XML relacionados já estão no lugar e prontos para serem examinados por uma variedade de ferramentas, como o PE Explorer ou Resource Hacker.

Todos os recursos básicos de quaisquer lojas de aplicativos estão presentes na Windows Sotre, como a capacidade de separar os aplicativos em categorias, fazer compras dentro de aplicativos, dar notas aos programas, baixar versões de demonstração e afins.

Mas é nova a capacidade de fazer o “streaming” de um aplicativo para um PC, o que pode levar a alguns cenários interessantes. O primeiro é a capacidade de rodar um aplicativo imediatamente após a compra, sem a necessidade de esperar pelo download. O outro é a possibilidade de armazenar aplicativos na nuvem, para que os usuários possam acessar apenas as partes que necessitam usar em determinado momento. 

Isto é muito conveniente para quem quer um produto “pesado”, como o Microsoft Office, em um aparelho com capacidade de armazenamento limitada, como um tablet. Ou para quem precisa acessar um aplicativo já comprado em uma máquina diferente de sua máquina usual.

O Windows 8 coleta todos os aplicativos em seu próprio “Application Explorer”, e as divide em duas categorias: Imersivas (mais sobre isso adiante) ou Desktop (como os programas tradiconais).

2. Dois mundos diferentes

O Windows 8 terá duas interfaces diferentes. Uma mais tradicional, que lembra o desktop do Windows 7, e outra otimizada para tablets e o uso com os dedos chamada de “Interface Imersiva”. Esta última não estava disponível na versão do sistema que analisei (embora tenha sido mostrada ao público no início de junho), mas alguns aplicativos específicos já estavam acessíveis.

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O novo "Menu Iniciar" do Windows 8: interface "imersiva"

Internet Explorer: uma versão do IE 10 com uma interface muito similar à da versão para o Windows Phone 7, com uma barra de endereços e controles que se ocultam automaticamente, deixando todo o espaço na tela para suas páginas web. Tem recursos como histórico de navegação e “abas” visuais, com miniaturas que representam cada página aberta.

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Internet Explorer: interface otimizada para o toque

Modern Reader: implementação da própria Microsoft de um visualizador básico de documentos no formato PDF, com recursos mínimos como navegação e marcadores. Ainda assim, creio que a Adobe (desenvolvedora do popular Acrobat Reader) não vai ficar feliz com isso.

System Settings: um Painel de Controle otimizado para telas de toque, com ajustes otimizados para situações relacionadas à mobilidade como gerenciamento de conexões sem fio, mudança de fuso horário ou gerenciamento de dispositivos.

Estes aplicativos são apenas a ponta do iceberg. Durante a nona edição da conferência D: All Things Digital nos EUA a Microsoft demonstrou a nova interface do Windows 8, otimizada para o uso em telas sensíveis ao toque e muito similar à do Windows Phone 7. Aparentemente, é possível trocar entre as duas interfaces instantâneamente. 

3. Boot em menos de 20 segundos?

O Windows 8 tem um novo modo de boot chamado de Hybrid Boot que reduz drasticamente o tempo necessário para a inicialização do sistema, e que provavelmente será o modo padrão no futuro. Em sua essência, ele é uma combinação dos recursos “Fazer logoff” e “Suspender” já existentes no Windows 7. No momento em que o usuário pede para desligar o sistema o Windows fecha todos os aplicativos em execução, encerra a sessão e entra no modo de hibernação.

A partir daí, em vez de um boot normal, que envolve a carga de centenas de arquivos e a inicializaççao de serviços, drivers e afins, o Windows 8 simplesmente carrega o arquivo de hibernação para a memória e lhe mostra a tela de login. Analisei os resultados em duas máquinas e fiquei impressionado: o Hybrid Boot reduziu o tempo necessário para “ligar” os computadores pela metade!

Mas o Hybrid Boot só funciona se o usuário desliga a máquina. Em caso de uma reinicialização, o sistema passa pelo processo de boot tradicional.

4. Manutenção automática

A Microsoft está enfatizando a otimização e estabilidade do sistema no Windows 8. Uma nova opção de “Manutenção Automática” busca regularmente por soluções para problemas (usando o Relatório de Erros do Windows), roda o serviço de otimização .NET e desfragmenta todos os discos rígidos automaticamente. Claro, isso só acontece quando o PC está ocioso.

5. Desfragmentador de discos

Falando em discos, a nova versão do Desfragmentador de Disco finalmente é capaz de funcionar com unidades SSD (discos de estado sólido) e permite que os usuários executem o comando TRIM, que otimiza a exclusão de dados inúteis no disco, de forma mais fácil que no Windows 7.

Além disso, encontrei menções a um novo serviço do Windows chamado de “Spot Verifier”. De acordo com sua descrição e arquivos DLL relacionados, ele verifica o disco em busca de setores danificados em tempo real e os marca domo “ruins” para evitar seu uso, impedindo a perda ou dano de dados. 

Também encontrei traços de mudanças no sistema de arquivos que ainda não consegui compreender completamente. como um driver de sistema de arquivos completamente novo chamado “NT Protogon FS driver”. Ainda não está claro se este é um sistema de arquivos completamente novo ou apenas um subsistema secundário.

6. Melhoria de desempenho

No quesito desempenho, a Microsoft fez algumas melhorias importantes. Depois de quatro semanas de uso produtivo (mesmo sob o peso de dúzias de aplicativos) o Windows 8 de alguma forma consegue ser mais ágil que um sistema Windows 7 identicamente configurado. Processos como login, logoff, abrir aplicativos, multitarefa pesada ou mesmo tarefas corriqueiras parecem mais ágeis - A Microsoft conseguiu eliminar alguns gargalos que existiam e melhorar a resposta do sistema.

7. Redução do número de “cliques” para melhorar a usabilidade

Nem a interface tradicional nem a nova interface sensível ao toque do Windows 8 estão prontas, mas o departamento de usabilidade da Microsoft tem estado ocupado simplificando a interface e reduzindo a complexidade de várias operações.

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Menos cliques: mudanças de usabilidade tornam o sistema mais prático

Por exemplo, depois de se conectar a uma rede Wi-Fi que exige autenticação o Windows 8 mostra uma nova janela onde o usuário pode digitar o nome de usuário e senha para obter acesso. No Windows 7 seria necessário primeiro se conectar à rede, para depois abrir um navegador e esperar pela página de autenticação, e só depois informar as credenciais.

8. Windows Explorer

O Windows Explorer é mais uma ferramenta que recebeu uma boa mudança na interface e mais um exemplo de onde a Microsoft reduziu os passos necessários para executar algumas tarefas. 

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Queria ou não, o Windows Explorer ganhou uma "Ribbon"

Goste ou não, o Windows 8 deverá vir com uma versão do Windows Explorer com a Ribbon (a mesma barra de ferramentas usada no Office 2007 ou 2010), como revelado por especialistas como Paul Thurrot e Rafael Rivera. Depois de usar esta versão do Windows Explorer por algumas semanas tenho que admitir que, apesar do visual horrendo, ela é maravilhosa. Operações corriqueiras com arquivos são mais simples e a Ribbon se adapta ao tipo de arquivo que está sendo manipulado, mostrando apenas as opções relevantes no momento.

9. Montagem de arquivos ISO

O Windows 8 é capaz de “montar” arquivos ISO e tratá-los como se fossem um CD ou DVD real no drive, eliminando a necessidade de instalação de ferramentas de terceiros, que geralmente são infestadas com barras de ferramentas indesejadas e propagandas irritantes.

10. "Máquina do Tempo"

Por fim, a Microsoft finalmente deu à ferramenta “Restaurar versões anteriores” (tecnicamente conhecida como Volume Shadow Copy) uma interface intuitiva e fácil de usar. O History Vault permite que você “volte no tempo” e restaure versões anteriores de uma pasta, caso você apague acidentalmente um arquivo, por exemplo. É uma função similar à “Time Machine” no Mac OS X.

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History Vault: recupere arquivos apagados ou desfaça alterações a pastas

Isto é o tipo de coisa que deixa os fanáticos por usabilidade animados: tecnologia que já existia, mas que agora (pela primeira vez) é fácil de usar e acessível aos iniciantes.

Mais por vir?

O Windows 8 só será lançado no ano que vem, mas mesmo esta versão preliminar parece promissora. Acreditamos que ainda há toneladas de coisas extras a serem descobertas, e manteremos vocês informados.

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