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10 recursos que queremos ver no próximo Xbox

Mais recursos para comunidades online, uma loja online com preços melhores e melhor apoio aos pequenos desenvolvedores independentes tornariam o novo console muito mais atraente.

Jared Newman e Jason Cross, TechHive

11/04/2013 às 17h45

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Como as coisas mudaram nos sete anos desde que a Microsoft lançou o Xbox 360. Na época, tudo o que queríamos eram gráficos e serviços melhores e um controle mais legal. Mas hoje há questões como a concorrência com os tablets, a transição para um futuro com jogos distribuídos exclusivamente via download e a ambição de se tornar o aparelho definitivo para o entretenimento doméstico.

Se as informações de sites como The Verge e o especialista na Microsoft Paul Thurrott estiverem corretas, a Microsoft poderá anunciar o próximo Xbox em 21 de Maio. E embora ainda estejamos esperando por uma máquina mais poderosa e capaz de acompanhar os mais novos PCs para gamers, há muito mais do que “força bruta” na nossa lista de desejos para o próximo Xbox.

1. Hibernação

O próximo Xbox certamente será mais poderoso que o atual, de acordo com rumores que falam em um processador com 8 núcleos e 8 GB de RAM. Um drive de Blu-ray também parece uma aposta segura. Mas um bom desempenho nos jogos não será o suficiente. Para acompanhar a “gratificação instantânea” dos smartphones e tablets, o novo console terá de ser capaz de “acordar” da hibernação em um piscar de olhos, e alternar rapidamente entre jogos e apps. Também deverá ser capaz de se atualizar automaticamente, para que não haja mais espera quando estamos com vontade de jogar. A Sony já prometeu recursos similares no PlayStation 4, portanto...

2. Uma dashboard mais útil, e com menos propaganda

Às vezes a interface do Xbox 360 parece mais um gigantesco outdoor, o que é uma oportunidade perdida de aumentar o engajamento dos jogadores. Em vez de tentar insistentemente nos vender mais conteúdo de parceiros que pagam para aparecer lá, que tal colocar na dashboard mais informações úteis, como os jogos que nossos amigos estão jogando, ou novas séries disponíveis em um dos muitos serviços de vídeo, sugeridas de acordo com meus hábitos? Não esperamos um ambiente completamente livre de anúncios, mas eles deveriam ser claramente marcados como tal, menos proeminentes e mais adequados aos nossos interesses. Especialmente se estamos pagando uma mensalidade pelo uso do serviço online.

3. Um SmartGlass mais esperto

O SmartGlass deveria ser a grande solução da Microsoft para uma “segunda tela”, mas na verdade é bastante limitado. Sim, você pode abrir jogos e tocar filmes a partir do smartphone ou tablet, mas em muitos aplicativos chave, como o Netflix, o SmartGlass é nada mais do que uma versão com grande latência e sensível ao toque do controle do Xbox 360. 

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Em muitos casos, o SmartGlass não é mais do que um enorme joystick virtual

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Mesmo em jogos que suportam o SmartGlass, sua utilidade é duvidosa. Quem quer desviar o olhar da TV para um tablet ou smartphone para olhar o mapa no Forza Horizon? Porque não posso usar o SmartGlass para configurar o equipamento de meu soldado Spartan em Halo 4? Esperamos que o próximo Xbox coincida com uma versão mais robusta do SmartGlass que possa funcionar de forma mais sofisticada em mais jogos e apps.

4. Um controle melhorado

O Xbox 360 já tem um dos controles mais confortáveis já feitos, mas ele certamente pode ser melhorado. Um direcional melhor e alavancas analógicas mais precisas seriam bem-vindos, mas por que parar por aqui? A tecnologia sem fio de oito anos atrás usada no Xbox 360 causa grande latência e pouca largura de banda na comunicação por voz. Novos controles deveriam focar em maior largura de banda e menor latência, voz mais nítida e eliminar o limite de 4 controles do sistema atual.

Isso não parecia um problema na época do lançamento, mas se tornou um problema real em jogos como Rock Band. A tecnologia de vibração também avançou bastante na última década, abrindo a possibilidade para o que poderíamos chamar de “vibração de alta definição”. Recarga sem fios também seria algo legal.

5. Chega de “Microsoft Points”

Embora você possa comprar jogos completos no Xbox 360 com dólares de verdade, alguns jogos ainda exigem que você use os “Microsoft Points”, uma moeda virtual que oculta quando dinheiro você realmente está gastando.

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A loja do Windows 8 não usa "Microsoft Points". Porque a loja do Xbox precisa usar?

A Microsoft diz que o sistema de pontos permite que tenha uma única “moeda” em todo o mundo, mas o raciocínio não se sustenta se considerarmos que a Windows Store e a Windows Phone Marketplace aceitam dinheiro “de verdade” em praticamente todos os países. É hora dos Microsoft Points desaparecerem de vez.

6. Melhores recursos para comunidades

A Microsoft nunca explicou completamente porque você não pode ter mais de 100 amigos no Xbox Live, colocando a culpa em vagas limitações técnicas que datam do primeiro Xbox. Esperamos que o próximo console remova estas barreiras. Também gostaríamos de ver recursos mais robustos para comunidades, como grupos, clãs e guildas, partidas agendadas, torneios e concursos e a capacidade de que os usuários criem, troquem e até vendam conteúdo adicional para os jogos.

7. Um mercado competitivo de jogos para download

Em vez de impedir o uso de jogos usados no próximo Xbox, como dizem os rumores, a Microsoft deveria competir com eles oferecendo jogos para download a preços justos. Nos ofereça bons negócios em jogos antigos ou pacotes, de forma similar às promoções da Steam, e prometemos não dar aquela passadinha na loja de games da vizinhança. 

Basta colocar o controle sobre os preços livre e diretamente nas mãos dos fabricantes de jogos, como é feito com as lojas do Windows 8 e Windows Phone. E quanto aos novos jogos, seria legal se todos eles estivessem disponíveis para download no mesmo dia em que as versões “em caixinha” chegam às lojas, com a opção de fazer um “pre-loading”, ou seja, um download antecipado, para evitar uma sobrecarga nos servidores no dia de um grande lançamento.

8. Menos barreiras para os desenvolvedores de jogos

Atualmente os jogos par o Xbox são divididos em três categorias - uma para jogos disponíveis para download que também estavam disponíveis nas lojas (Games on Demand), outra para títulos menores exclusivamente para download (Xbox Live Arcade) e uma terceira para jogos independentes que não precisam passar pelo difícil e caro processo de certificação para o lançamento via Xbox Live Arcade (Xbox Indie Games). 

Como a Wired apontou recentemente, lançar um jogo independente no Xbox Live Arcade pode ser um processo escruciante. Pequenos desenvolvedores tem que competir com os grandes por datas de lançamento e divulgação, e há um sentimento entre eles de que a Microsoft presta atenção às suas necessidades. O canal separado para jogos independentes no Xbox 360 não é promovido e vive na obscuridade. Grandes jogos como Cursed Loot merecem viver lado-a-lado com todos os outros jogos que você pode comprar no Xbox.

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O catálogo Xbox Indie Games tem ótimos títulos, como Avatar Laser Wars 2.
Mas você nunca iria descobrí-los só olhando a Dashboard

A Microsoft precisa de uma loja unificada com menores obstáculos para entrada, e deveria promover regularmente os melhores exemplos de jogos de pequena escala inovadores em vez de relegá-los a eventos e promoções sazonais. Bônus: descubram uma forma de permitir que os desenvolvedores corrijam falhas e atualizem seus jogos sem ter de desembolsar US$ 40 mil a cada vez. Se a idéia é que os jogos sejam vistos como um serviço contínuo, a atualização não deve ter praticamente custo nenhum.

9. Arrangem uma forma de jogar de qualquer lugar

A Sony planeja possibilitar a transmissão via streaming de jogos do PlayStation 4 para seu portátil PlayStation Vita. O Wii U permite que alguns jogos sejam jogados inteiramente na tela integrada ao controle GamePad. O portátil Project Shield, da Nvidia, permitirá rodar jogos de PC em qualquer cômodo da casa. O tablet para gamers Razer Edge pode ser plugado à TV com uma dock. O Xbox deveria ter sua própria opção de jogo remoto, para que não fiquemos amarrados às nossas televisões. Talvez o suposto tablet Xbox Surface, sobre o qual já circulam alguns rumores, seja a chave.

10. Sem cobrança dupla no Xbox Live

Porque os usuários precisam de uma assinatura “Gold” da Xbox Live para assistir Netflix ou Hulu Plus, quando já pagam uma mensalidade para o uso destes serviços? O Xbox Live vale a pena se você gosta de jogos multiplayer, mas de outra forma é um péssimo negócio considerando que há muitos outros aparelhos que oferecem os mesmos apps sem um custo extra mensal.

Com consoles concorrentes oferecendo partidas multijogador online grátis, é questionável que a Microsoft possa continuar a cobrar por um recurso tão básico na nova geração de seu console. Há muitas oportunidades para oferecer recursos premium como parte de uma assinatura Xbox Live Gold, e ainda assim mover as partidas multijogador básicas para a assinatura gratuita.

Claro que não esperamos que o próximo Xbox seja apenas uma versão mais poderosa e com resolução mais alta do que a atual. Especula-se que a Microsoft irá combiná-lo a um sucessor mais sofisticado do Kinect, e ficaríamos surpresos se esse fosse o único truque na manga. O botão Compartilhar e o recurso de transmissão de vídeo ao vivo no PlayStation 4 são bons exemplos do tipo de surpresas inesperadas que o próximo Xbox terá de incorporar para capturar a atenção de gamers em todo o mundo.

A Microsoft não pode simplesmente descansar sobre os louros, ou contar com a fidelidade de seus consumidores atuais. Este é o tipo de pensamento que fez com que a Sony, que reinava absoluta com o PlayStation 2, tivesse de brigar com unhas e dentes para conseguir uma fatia competitiva do mercado com o PlayStation 3. Cada nova geração de consoles aperta o botão de Reset, já que cada gamer tem de fazer uma nova escolha sobre como gastar seu dinheiro.

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