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11 motivos para odiar o iTunes

Donos de iPod e iPhone sabem que o iTunes é o software predominante para gerenciar sua mídia digital. Mas o programa pode deixar a gente doido.

Rick Broida, PC World

12/08/2008 às 14h53

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Todo mundo usa o iTunes. É a porta de entrada (onde permitido) para download de músicas e programas de TV, de podcasts e até de programas via App Store. Sem ele, nossos iPods e iPhones estariam vazios, solitários e tristes.

Ah, sim, mas o iTunes nos deixa doido de vez em quando. Faltam a ele recursos óbvios, e ele faz coisas que parecem tolas demais. Levantamos dez dessas chateações, e lembramos que a Apple poderia corrigi-las em cinco minutos. E, apesar de odiarmos o iTunes de vez em quando, estamos presos a ele.

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1) Updates ineficientes
Qualquer novo lançamento de versão pede que você baixe o programa completo, junto com o QuickTime. Parabéns à Apple por lançar atualizações freqüentes pro iTunes, corrigindo bugs e trazendo novos recursos. Mas é fazer a gente perder tempo forçar um download  completo e sua reinstalação toda vez que sai uma versão nova. E ainda colocam o Quick Time no pacote, seja ele novo ou velho. Ei, Apple, já ouviu falar em patches?

2) DRM (boo!)
Nos Estados Unidos, o iTunes trouxe o download de 99 centavos de dólar, dando o direito aos honestos de comprar música por um valor decente. Então por que diabos a iTunes Store ainda usa proteção de direitos autorais (DRM, em inglês) para a maioria dos arquivos na sua biblioteca? Nem adianta mais culpar as gravadoras - a Amazon MP3 e o Rhapsody estão entre um número crescente de serviços que vendem MP3 sem proteção e de todas as grandes gravadoras. Pelo menos a Apple não cobra mais um adicional pelas músicas do iTunes Plus (as poucas sem DRM), mas já podia ter se livrado do DRM faz tempo. E agora, pelo menos, os consumidores têm outras alternativas.

3) Não monitora as pastas de música

A Apple parece impassível de reconhecer que as pessoas conseguem música de outras fontes além da iTunes Store. Então, que outro motivo para explicar a inabilidade do programa em monitorar as pastas e adicionar automaticamente as novas músicas à biblioteca? Claro, as músicas copiadas de CDs vão direto para o programa, mas é só isso. Se você copiar um CD usando outro programa ou comprar música de outras lojas, vai precisar importá-las manualmente. Credo, até o software do Microsoft Zune monitora pastas.

Felizmente, existem  alternativas. O iTunes Folder Watch, programa gratuito para Windows (ops!) monitora as pastas designadas e adiciona-as automaticamente  ao iTunes, sem intervenção.

4) Forçar a instalação de outros programas
No começo do ano, a Apple começou a forçar o navegador Safari para os usuários de Windows por meio da sua ferramenta Software Update - aquela mesma que aparece toda vez que o iTunes precisa ser atualizado. Se você clicou em OK direto, pode ter instalado sem querer o Safari, que estava selecionado para download por padrão.  E agora, qualquer usuário de Windows que baixe o iTunes 7.7 vai ganhar uma novidade no painel de controle do Windows: um ícone de preferências do MobileMe, não importa que você não use o serviço.

5) Cadê o serviço de assinaturas?

OK, Apple, se você quer manter o DRM, que tal dar aos usuários um serviço de assinatura de músicas. Você sabe, no mesmo molde daquele oferecido pelo Napster, Rhapsody e Zune Marketplace. Por 15 dólares ao mês, o Zune Pass permite fazer downloads ilimitados (mas com restrições) que a gente pode colocar nos nossos iPods cheios de espaço livre. É um modo imbatível de descobrir músicas novas, e quanto mais descobrimos novidades, mais queremos comprar.

6) Podcasts negligenciados desaparecem

O iTunes faz algo muito estranho: se você não ouve os podcasts que assinou com certa regularidade, ele para de baixar os novos episódios. Ei, isso não deveria ser minha decisão? Será que a Apple pensa que estamos com pouco espaço em disco? Se assinamos algo, que continuem vindo os podcasts. E não tem como modificar essa decisão estranha.

7) Os misteriosos itens marcados
Preste atenção. Ao lado de cada item da sua biblioteca tem uma pequena caixa de seleção. Mas será que a função de ajuda explica pra que serve? Seria para evitar a sincronia de alguns itens? Marcar músicas para uma playlist?

A resposta é até simples: itens sem marcação não tocam quando você ouve uma playlist ou as músicas na biblioteca, e também não são sincronizados para o iPod (mas só se você optar por "Sync Only checked songs and videos" no menu de resumo do aparelho). Super fácil, não?

8) NBC, cadê?
Apple, seja boazinha com a NBC de novo. Novas temporadas de Chuck, Heroes e 30 Rock estão logo aí e nós queremos ver as séries no iPod e iPhone. Ah, a briga foi por dinheiro, né? Ambos estavam faturando bem, e agora nenhum dos dois ganha com isso. Apple, engula seu orgulho e traga a NBC de volta.

9) O mini player fracote

Sete versões desde seu lançamento, e o player ainda não tem controles decentes alternativos para Windows (no Mac, dá para controlar pelos widgets do Dashboard). Tem o Mini Player, mas que fica ali, solto na tela, e temos que usar em cima de outros aplicativos.

10) Exportar playlists?

Quer usar suas cuidadosamente preparadas listas de reprodução em outro software ou player que não seja o iPod? Esqueça. Elas são como a máquina de dinheiro da Casa da Moeda. Embora o mercado use o padrão M3U para playlists, o iTunes tem um formato proprietário. Sim, você pode exportar a lista, mas só vai funcionar no iTunes mesmo.
Viva os desenvolvedores independentes, então. O iTunes Export transforma qualquer lista do iTunes em um arquivo M3U, e o iTunes Sync permite sincronizar sua biblioteca e playlists com outro tocadores de música. Os dois são gratuitos.

11) Livro, o que é isso?
Sobre o tema dos e-books no iTunes, Steve Jobs já disse que "as pessoas não lêem mais livros" (pelo menos elas ouvem, já que os audiobooks estão no iTunes faz tempo). Tá bom, os iPods têm telas pequenas, mas o iPhone e o iPod touch são perfeitos para ler um e-book. Até poderia ser um concorrente pro Amazon Kindle melhorado, graças à tela sensível ao toque. Por enquanto, a saída para os leitores é baixar o eReader, para iPhone/Touch que se conecta às lojas eReader e Fictionwise.

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