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14 superdicas tecnológicas para quem vai aos Jogos Olímpicos

Energia elétrica, uso do celular e da web, dicas de compras high-tech; tudo o que o turista precisa sobreviver em Pequim.

IDG News Service/China

22/07/2008 às 14h53

Foto:

tecnologia-olimp_88.jpgTecnologicamente, Pequim está em uma encruzilhada. É a capital do maior mercado mundial de celulares e internet, e suas universidades, principalmente Tsinghua University, abrigam algumas das melhores mentes do mundo em termos de tecnologia.

Ao mesmo tempo, a cidade não pode ser comparada às suas vizinhas asiáticas, como Tóquio, Seul e Hong Kong, quando se trata de serviços de telecomunicações, como redes 3G.

Seu acesso à internet é censurado e muito mais lento que nas cidades citadas: a conexão mais rápida, da China Netcom, é ADSL e vendida a 2 Mbps, mas muitas vezes os registros ficam abaixo de 1 Mbps.

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Enquanto o país ganha o ouro em tamanho de mercado de tecnologia, é em muitos casos derrotado em termos de qualidade de aplicação da tecnologia.

O básico: A rede eletricidade na China é de 220 Volts. A energia de Pequim é consistente, mas fontes de proteção de alguns tipos são aconselhadas.

Tomadas são de dois tipos: as de dois pinos finos verticais - como todas as usadas na América do Norte - e as de três pinos, como um vertical fino e dois inclinados, como os adaptadores do Reino Unido (para as tomadas que não convertem voltagem). Adaptadores de energia já estão disponíveis em lojas de departamentos e supermercados.

A grande questão a ser encarada pelo visitante será o idioma. Apesar das crianças estudarem inglês por anos nas escolas, a ênfase está em ler e escrever, não em falar e ouvir. Por isso, os taxistas falam um inflês funcional.

Para pegar um taxi, é essencial ter seu destino escrito em chinês para mostrar ao motorista. Você também pode mergulhar em um guia de imersão em mandarim, que provê não apenas o equivalente da frase em caracteres chineses, como a ‘romanização’, ou seja, o ‘como-se-lê’, com letras do alfabeto romano, caso você tente falar algo.
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Manter-se conectado: A rede celular atual da China é 2G no padrão GSM. A maior parte dos aparelhos dual, tri ou quad-band serão capazes de se conectar lá, desde que você tenha roaming internacional com a China Mobile ou China Unicom.

Verifique com sua operadora antes de sair de casa. O serviço Blackberry tem suporte na China, inclusive o da norte-americana T-Mobile, mas, novamente, confirme antes de partir para os jogos olímpicos.

A rede GPRS (2.5G) é oferecida comercialmente pela China Mobile, mas apenas para contas pós-pagas e restrita aos cidadãos chineses. A habilitação será possível se o visitante estiver ligado a alguma empresa na China ou tiver um amigo local que esteja disposto a fazer esse favor.

A rede 3G ainda não está disponível comercialmente na China e telefones de outros países receberão apenas suporte 2G, como o TD-SCDMA chinês, não compatível com padrões 3G.

Usuários de telefones GSM desbloqueados podem economizar cargas em roaming comprando um SIM card pré-pago. É fácil de encontrar e barato. Qualquer escritório da China Mobile ou da China Unicom pode vendê-lo pelo equivalente a 4,40 dólares, ou ainda em qualquer banca de jornal das calçadas de Pequim. Cartões de recarga são encontrados de 40 iuan (5,85 dólares) a 100 iuan (14,64 dólares) e os menus de recarga estão disponíveis em chinês e inglês.

Sem celular? Você pode comprar um pelo equivalente a 40 dólares se procurar pelas lojas que estão em todos os lugares de Pequim.

Os turistas que preferem usar linhas fixas, Skype e outros tipos de ligação entre PCs ou de PCs para linhas externas, não terão dificuldades. Cartões de Telefonia por IP são vendidos de 10 a 100 iuan (1,46 dólar a 14,64 dólares).
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Censura: Apesar das promessas de abertura da internet para os Jogos Olímpicos, muitos sites continuarão bloqueados no período. Por exemplo, enquanto a versão em inglês da Wikipédia está acessível atualmente, a versão em chinês simplificado não. Muitos blogs, incluindo o Typepad, ainda estão bloqueados.

Acessar sites bloqueados requer uma VNP (Virtual Private Network) ou um Proxy estrangeiro. Este site oferece uma lista de opções de proxy para navegação anônima e permite acesso aos sites bloqueados.

Softwares VPN comerciais e gratuitos são amplamente disponíveis. O OpenVPN funciona tanto em Linux como em Windows, embora seja mais fácil encontrar versões para o sistema operacional de código-aberto.

O StrongVPN oferece serviço VPN por 15 dólares ao mês, apesar de haver soluções mais baratas. Observe que a maioria dos proxys e dos softwares VPN oferecem acesso à internet, em Pequim, consideravelmente lento. Logo, tudo isso ajudará apenas a acessar sites bloqueados, e não a assistir vídeos, por exemplo.

Hotspots Wi-Fi e "Wireless Beijing": Há ampla oferta de hotspots Wi-Fi nas áreas de cidades estrangeiras, inclusive norte-americanas. Várias cafeterias Starbucks, assim como outros cafés e restaurantes, incluindo o The Bookworm, Sequóia Café e a Pacific Coffee, baseada em Hong Kong.

Operado pela Chinacomm, o serviço “Wireless Beijing” promete oferecer conectividade gratuita para turistas durante os Jogos Olímpicos e se tornará, mais tarde, um serviço de internet móvel cobrado.

A cobertura durante os jogos alcança o Beijing's Central Business District (CBD), a área do Financial Street, no oeste de Pequim e Zhongguancun, região high-tech da cidade. Exclui-se o parque olímpico - o Wirelles Beijing não dá acesso neste local por preocupações com segurança.
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Os resultados do uso do Wireless Beijing têm variado. A equipe do Azálea Networks, que providenciou a parte de hardware do projeto, disse que o sinal seria mais facilmente detectado na Zhongguancun e no Financial Street.

No entanto, no CBD, o IDG News Service só conseguiu acessar o serviço uma vez, de sete diferentes locais, usando um iPhone 2G. Os usuários podem fazer o primeiro registro pela página de login, embora a leitura dessa página por celulares seja bem difícil. Os esforços para acessar o site e criar uma conta antes a partir de linhas fixas, tanto em Pequim quanto fora da cidade, falharam.

Compras tecnológicas: Embora Pequim não seja uma Tóquio para bens não disponíveis em outros mercados, ela pode oferecer bons preços em algumas especialidades.

Muitos produtos tecnológicos são feitos na China e são vendidos no interior do país de forma barata e confiável.

A “Meca” para esse tipo de compras é Zhongguancun. Próximo das universidades de Pequim, no distrito de Haidian, são 45 minutos de taxi do CBD, embora seja mais perto do Parque Olímpico no norte de Pequim.

A área tornou-se a capital da tecnologia primeiro por empregar e servir estudantes universitários. Agora, alguns desses estudantes têm empresas cotadas em bolsas de valores no exterior e trabalham de prédios localizados em sua antiga vizinhança que depois nomeou suas empresas.

Você pode cortar um pouco de tempo de passeio utlizando metrô. A estação de Zhi Chun Lu, na linha 13, o deixa perto de lá. Para ter uma idéia de como a área é boa tecnologicamente, veja esse guia feito por Sumner Lemon, do IDG News Service.

Perto do CBD está Bai Nao Hui, um mercado de tecnologica, a aproximadamente 400 metros da estação Chaoyangmen do metrô. Menor que o mercado de Zhongguancun, oferece disco rígidos portáteis, acessórios, CDs e DVDs regraváveis e celulares.

A maioria dos vendedores fala um inglês suficiente para negociar e, se precisar, você pode usar a calculadora para dar sua própria oferta de preço. Dependendo do item, pode conseguir até 20% de desconto ou mais.

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