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3 dicas para cuidar bem da sua imagem na internet

Você precisa vender a marca pessoal para a carreira que deseja, não para a que tem; veja aqui algumas dicas valiosas.

Kristin Burnham - CIO/EUA

11/12/2010 às 17h32

Foto:

Para gerenciar sua marca pessoal na internet não basta apenas monitorar sua
reputação. É importante alcançar reconhecimento e visibilidade dentro da empresa
em que atualmente se trabalha, além de se posicionar para futuras oportunidades. A
opinião é do especialista em marcas pessoais Dan Schawbel, autor do best seller “Me
2.0: Four Steps to Building Your Future” (ainda sem tradução para o português).

“No mundo de hoje, você precisa vender a marca para a carreira que almeja e não
para a carreira que tem”, diz Schawbel. “A questão é visibilidade, predicado capaz de
atrair grandes oportunidades. Mas o trabalho de posicionamento deve ser feito de
acordo com o nicho desejado, para atrair as oportunidades certas”, completa.

Desenvolver
uma marca
pessoal forte
ganhou ainda mais
importância no
clima econômico atual,
porque, embora novas
vagas apareçam com o
reaquecimento econômico
global, subir para cargos
mais altos está se tornando cada
vez mais difícil. Assim, mesmo que não
haja a intenção de trocar de empresa, é
importante cultivar uma marca forte e
uma presença online, para aumentar o
valor perante a própria empresa e ter
mais chances de promoções.

O autor dá um exemplo de valor que
isso pode criar: com uma boa presença
no mercado, o profissional pode passar
a ser visto como um líder ou especialista
em uma área específica, mesmo que não
mude de cargo ou não tenha aumento
de salário em um primeiro momento.
Gestão de marca é um investimento
para toda a vida, e não dá para esperar
retornos muito imediatos.

Gerenciar a marca também não precisa
ser uma atividade complexa, tampouco
consumir muito tempo do profissional. Para
Schawbel, a chave é fazer experimentações e
chegar a um equilíbrio na gestão da imagem,
em que o trabalho atenda necessidades
pessoais sem comprometer atividades
profissionais e pessoais.

Então, por onde começar? O autor
recomenda três ações para iniciar a
construção de uma marca que reflete
quem é o profissional e o que ele
pretende alcançar:

1 - Crie conteúdo

Se a presença online é essencial, o
primeiro passo é quebrar a resistência
do profissional em se juntar às redes
sociais mais importantes do mercado,
como Facebook ou Twitter. E se você
pensa há algum tempo em criar um blog
sobre um assunto específico, a hora é essa.
“As pessoas precisam começar a olhar
para a Internet de uma forma diferente,
já que ela representa um meio global de
busca de talentos. A primeira forma de
busca por profissionais é o Google, antes
mesmo do LinkedIn”, diz Schawbel. É
por isso que o profissional precisa criar
perfis fortes, que digam a que veio. Dessa
forma, quando o procurarem no Google,
ele será encontrado. Do contrário, ele
não existe.

Ser ativo no Facebook, LinkedIn
e Twitter, além de publicar um blog,
certamente colocará o profissional entre
os 10 primeiros resultados para seu
nome. E manter uma posição na página
com os 10 primeiros resultados é uma das
partes mais importantes para gerenciar
a marca pessoal, porque geralmente
as pessoas continuam a pesquisa além
dela. E como o profissional controla o
conteúdo dessas páginas, é uma excelente
forma de refinar sua marca.

Se o profissional já é ativo em redes
sociais e mantém um blog, ele deve se
perguntar se esses meios traduzem a
forma como ele quer ser visto pelos
outros. Depois da reflexão, é importante
revisitar cada um dos perfis e avaliar como
ele está se retratando. Cabe a pergunta: os
tweets ou posts do profissional refletem o
que ele quer ser na carreira?

2 - Monitore seu nome

De acordo com Schawbel, uma
das soluções gratuitas mais úteis
no que diz respeito ao tratamento da
própria imagem é o Google Alert. A
ferramenta envia atualizações por
e-mail ou pelo Google Reader
sobre um tópico ou uma frase,
sendo que o usuário escolhe a
frequência.

O autor acredita que criar
um alerta para o próprio nome é
essencial para manter a noção sobre o
que as pessoas estão dizendo sobre o
profissional na Web, em blogs ou outros
lugares. Criar alertas para o nome da
empresa, palavras-chave da indústria e
outras pessoas importantes da mesma
área pode ser útil também.

“Se eu não gastasse um tempo todos os
dias olhando no meu Google Reader para
saber o que as pessoas falam sobre mim e
sobre a indústria à qual pertenço, minhas
apresentações seriam desatualizadas”,
diz Schawbel. “Ao centralizar alertas
no Google Reader ou no e-mail, o
profissional terá a mesma possibilidade
de se manter sempre atualizado.”

Cabe ao profissional procurar outras
ferramentas de monitoração web por
meio de palavras-chave. O Twitter é um
dos sites sociais muito rico nesse quesito.

3 - Construa relacionamento com
seus evangelistas

Enquanto desenvolve e gerencia
uma marca online – e permanece
ativo nos sites sociais que escolheu
para se destacar –, o profissional
começa a construir um grupo que
entra frequentemente em seus blogs e
posts para conversar no Twitter e no
LinkedIn sobre os tópicos. De acordo
com Schawbel, esses são os evangelistas
dos profissionais, uma parte muito
importante da marca pessoal.“O
profissional só manterá seus evangelistas
se mantiver um diálogo com eles,
compartilhando as próprias opiniões”,
diz Schawbel.

Outra vantagem é ter um grupo de
pessoas que vai alertar o profissional
caso algo seja falado sobre ele nas redes,
de negativo ou positivo. Diante disso, a
pessoa pode buscar as fontes de citações
negativas e tentar contornar a questão
ou agradecer retornos positivos,
compartilhando-os com sua
rede. Essa estratégia, segundo
Schawbel, ajudará a modelar a
marca e fazê-la evoluir.

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