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300 mil tablets devem ser vendidos no Brasil em 2011

Esse número é três vezes maior que as 100 mil unidades comercializadas em 2010, de acordo com dados fornecidos pela consultoria IDC

Redação da Computerworld

16/02/2011 às 15h58

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O Brasil deverá triplicar as vendas de tablets em 2011 e alcançar um volume de comercialização de 300 mil unidades. A previsão é da IDC que acaba de divulgar balanço (sem divulgar o ranking dos fabricantes) que revela que a indústria entregou 100 mil equipamentos desses ao mercado no ano passado.  O número inclui as vendas oficiais e o mercado cinza – composto por consumidores que trouxeram o aparelho do exterior ou o importaram ilegalmente.

Mundialmente, a liderança no mercado de tablets é da Apple, com folga. Segundo dados divulgados pela IDC em janeiro, a companhia de Steve Jobs responde por cerca de 90% das vendas do setor.

Para o coordenador de pesquisas da IDC, o preço de chegada dos tablets ao País foi fundamental para o sucesso do segmento. "Esperávamos uma estratégia de precificação um pouco mais alta, por volta dos dois mil reais. O valor estipulado em torno dos 1,6 mil reais facilitou a adesão do público ao produto”, coordenador de pesquisa da IDC, Luciano Crippa.

A IDC aponta que os aficionados por tecnologia foram os principais responsáveis pelo resultado. De acordo com o estudo, o número de vendas poderia ter sido maior, mas ainda existem barreiras, como a falta de familiaridade de parte dos consumidores com o dispositivo e uma parcela de interessados que está analisando os novos modelos a serem lançados. 

As iniciativas no setor corporativo, com destaque para a área educacional, também influenciaram as vendas em 2010. “Este segmento deverá ganhar ainda mais volume este ano, já que os tablets estão sendo usados como ferramenta em escolas e faculdades” diz o coordenador de pesquisas da IDC.

Competição com notebooks
A expectativa do analista da IDC é de que os tablets concorram não somente em sua categoria, mas também com o mercado de netbooks. Os dispositivos ainda devem movimentar o segmento de PCs e smartphones, mas a princípio a consultoria não prevê queda nas vendas destes dois segmentos.

“Precisamos ver como virão os próximos modelos do dispositivo, já que as novidades prometem aplicações diferentes” diz Crippa.  Ainda existe uma capacidade significativa de vendas de PCs no Brasil e um volume grande de usuários que não aderiram nem mesmo ao notebook, isto é, que devem passar por essa evolução tecnológica até chegar aos produtos mais recentes.

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