41% dos pais discordam que games violentos influenciam as crianças

Segundo a Pesquisa Game Brasil (PGB), porcentagem é ainda maior em pais considerados jogadores "hardcore", com quase 50% de discordância

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Além de constatar que os smartphones são a plataforma preferida dos brasileiros para jogar games, a Pesquisa Game Brasil (PGB) 2019 revelou alguns dados interessantes sobre como os pais e filhos enxergam os jogos eletrônicos. Uma das amostras de maior destaque está no fato de que 41,3% dos pais entrevistados discordam totalmente ou parcialmente que os games promovem comportamento agressivo nas crianças e adolescentes.

A porcentagem é ainda maior nos pais considerados jogadores hardcore, com 48,5% de discordância. "Muitas pesquisas científicas entendem que os jogos digitais influenciam seus jogadores, mas que a responsabilidade sobre um fenômeno comportamental não pode recair sobre uma única fonte de influência, existindo diversas outras questões contextuais do sujeito que devem ser avaliadas para chegar a alguma conclusão consistente", afirma Matheus Marangoni, professor da ESPM.

Outro assunto que deixam pais divididos, sejam eles jogadores hardcore ou não, é a influência que os jogos digitais possuem na aprendizagem de seus filhos. Mesmo entre os pais gamers, a opinião é dividida: 37,6% discordam (parcialmente ou totalmente) que os jogos possam atrapalhar, enquanto 41,6% concordam (total ou parcialmente). "Nossa hipótese é que os pais observam o comportamento dos seus filhos, que podem direcionar mais esforço aos jogos do que às tarefas da escola. Os jogos digitais provavelmente acabam servindo de escape para crianças e adolescentes, mascarando outros problemas sobre a falta de interesse sobre o conteúdo escolar", complementa o professor.

Da amostra total da pesquisa PGB 2019, os pais, independentemente de jogar games, afirmam que 84% dos seus filhos jogam e 68,2% tem o costume de jogar junto com eles. Quando consideramos apenas os pais que afirmam jogar jogos digitais, esse número sobe para 90,5% dos entrevistados. A pesquisa também revela que 83,2% dos pais gamers jogam com os filhos, tendência que já vem sendo confirmada nas últimas edições da PGB.

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