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5 dicas de segurança para usar o iPad no mundo corporativo

Criptografia, logins duplos e gerenciamento de e-mails estão entre as medidas para tornar o tablet uma ferramenta segura no trabalho.

Redação da Macworld-EUA

16/02/2011 às 17h53

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O iPad é uma ferramenta extremamente flexível e interativa, servindo para expandir as já conhecidas funções do iPhone e do iPod Touch, como acessar e-mails, ver fotos, ler feeds e jogar, entre muitas outras. Com uma tela maior, os desdobramentos da interface possibilitaram que o dispositivo vá além, e chegue a ser cotado até para substituir o notebook no trabalho para as tarefas mais simples e, claro, tudo isso com os aplicativos certos.

O mercado tem respondido positivamente ao tablet, e o movimento que comprova isso é a "invasão" dos iPads nas grandes corporações, chegando a empresas como PMorgan Chase, Sears e DuPont. Contudo, antes de disponibilizar esses aparelhos para os funcionários, alguns cuidados precisam ser tomados, principalmente em relação à segurança. Veja como deixar os conteúdos do iPad e a rede da empresa em harmonia:

1. Criptografe tudo
O desafio do processo de criptografia dos dados é dividido em duas partes: codificar as informações armazenadas e, depois, aquelas que circulam por meio de redes públicas, afirma Brian Reed,  expert em segurança e vice-presidente da BoxTone, empresa de segurança móvel. A criptografia SSL no iPad é uma maneira rápida e conveniente de proteger os dados em movimento. “Com os arquivos armazenados, o usuário quer ter certeza de que as informações estão codificadas e protegidas, mas também que os arquivos possam ser apagados remotamente se possível”, diz.

2. Centralize o gerenciamento
O iOS 4 permite que o iPad seja gerenciado por uma central. As empresas podem aplicar políticas de segurança, bloquear ou apagar dispositivos perdidos ou roubados e, até mesmo, criar um catálogo de aplicativos próprio da companhia, explicou Reed. Histórias de que os aparelhos da Apple não se entendem muito bem com departamentos corporativos de TI são coisa do passado, afirma ele. “O que observamos agora, e a razão por que esse mercado está aquecido,  é que as capacidades de gerenciamento fazem parte do iOS. Podemos ver os portões das empresas serem abertos para receber o tablet”, afirma.

3. Separe o conteúdo pessoal do corporativo
Como o iPad é um produto amigável, muitos usuários utilizam o equipamento para acessar e-mails pessoais, para leitura, compras online ou para games. Isso pode ser um problema em algumas empresas com normas mais rígidas, como setores médicos e financeiros, nos quais informações financeiras sigilosas ou registros médicos devem permanecer confidenciais.

Para manter os administradores felizes, é possível isolar o ambiente de trabalho do pessoal no mesmo dispositivo. Isso permite aos empregados trazer seus equipamentos pessoais para o local de trabalho e, quando deixam a companhia, somente o ambiente de trabalho é deletado. “Com o iPad do funcionário, o chefe pode fazer uma limpeza seletiva e deixar todos os dados pessoais no local, seja a conta do iTunes ou o progresso do Angry Birds”, destacou Reed. 

 

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Tablet pode mostrar todas as suas atribuições no mercado corporativo, desde que configurado da maneira correta

4. Faça os e-mails passarem pelo servidor
Fora da caixa, o iPad é designado para funcionar com serviços de e-mail pessoais, contudo, também pode ser configurado para trabalhar somente com sistemas de e-mail corporativo – ou ter acesso a ambos no mesmo dispositivo. “O legal é que é possível forçar todos os e-mails a passarem pelo servidor e, então, a empresa terá o arquivamento nesse servidor” observou Reed.

5. Autenticações e autorizações
Companhias estão acostumadas a ter uma segunda autenticação em desktops ou laptops – certificados digitais, senhas temporárias, leitores de cartões inteligentes. “Todavia, em um dispositivo móvel, geralmente trata-se de um login com usuário e senha”, disse Jeff Kalweriskym, chefe de segurança da Alpha Software.

No entanto, muitos sistemas de login duplo podem funcionar bem no iPad, que incluem passwords temporários a partir de dispositivos RSA ou VeriSign ou por mensagens de conformação enviadas para o celular. “O celular é um fator secundário inteligente . Se alguém roubar o iPad, mas não o celular do funcionário, não conseguirá fazer o login secundário. E trata-se de um celular: todos tem um”, concluiu Kalwerinsky.

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