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Abandono crescente do IE6 faz fatia de mercado da Microsoft diminuir

Participação do navegador no mercado caiu 1,3 ponto porcentual em novembro, segundo Net Applications. Chrome e Safari cresceram

Computerworld/EUA

01/12/2010 às 16h06

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O navegador Internet Explorer, da Microsoft, perdeu
novamente participação de mercado em novembro para os rivais da Google e da Apple,
registrando sua maior queda desde março, revelou uma empresa de análise web nesta
quarta-feira (1/12).

A fatia de participação do Internet Explorer 6 (IE6), o
navegador de 9 anos de idade que até a Microsoft deseja ver pelas costas, caiu
1,3 ponto porcentual em novembro. Foi sua maior queda em oito meses, o que
colaborou para o declínio do IE como um todo.

De acordo com a empresa californiana Net Applications, a
fatia total do IE caiu 0,9 ponto porcentual, chegando a 58,3% - o menor nível
já alcançado na pesquisa. Como agravante, é o quinto mês seguido que o IE perde
terreno.

Enquanto isso, o Google Chrome e o Apple Safari faturaram os
maiores ganhos, elevando suas participações a 9,3% e 5,6%, respectivamente –
dois números recordes.

Mas a Microsoft preferiu valorizar o lado positivo do
levantamento – a queda do IE6 para 13,7% de todos os navegadores usados no
mundo – a admitir que sua fatia total de participação em navegadores caiu.

“O que tentamos fazer é convencer as pessoas a largar o IE6”,
disse Roger Capriotti, diretor de marketing de produto para o IE, em uma
entrevista na terça-feira (30/11). “Estamos satisfeitos com os números deste
mês, e continuaremos a enfatizar o uso de navegadores modernos, que são o IE8
e, futuramente, o IE9.”

Declínio corporativo
Capriotti – que, em meados de julho, chegou a dizer que seu
trabalho era causar a extinção do IE6, um batalha que afirmou ser “plenamente
conquistável” – também citou os dados da NetApplications para ressaltar o
declínio do IE6 nas empresas, uma das trincheiras do velho browser.

“Estamos contentes de ver que o uso global do IE6 nas
empresas está em apenas 10,3%”, disse Capriotti, referindo-se a dados da Net
Applications que não estão disponíveis para consulta pública.

A Net Applications revisa mensalmente as estatísticas de uso
de navegadores como os da Microsoft e seus concorrentes. Mas, no site, a
empresa divulga apenas parte dessas informações.

Capriotti disse que a menor a presença do IE6 nas empresas
demonstra que companhias de todos os tamanhos estão migrando para navegadores
mais seguros e aderentes a padrões.

“Abandonar o IE6 leva tempo”, reconheceu, “mas muitos
clientes têm dito que não é tão ruim quanto pensavam que fosse.”

Se os números estiverem certos, eles deverão aumentar a
receita da Microsoft, já que um dos fatores que vêm impedindo a migração para o
Windows 7 é que o sistema não pode rodar o IE6 sem alguma ajuda da virtualização,
ou de um add-on como o Unibrows.

Migração onerosa
Em nota divulgada em novembro, a empresa de pesquisas de
mercado Gartner afirmou que os problemas de compatibilidade com o IE6 causarão lentidão
ou aumento de custo na migração para o Windows 7 a pelo menos 20% das
organizações.

Não surpreende que empresas pequenas – que provavelmente
dependem menos de aplicações web personalizadas – venham largando o IE6 muito
mais facilmente que grandes corporações.

De acordo com o garimpo feita pela Microsoft nos dados da
Net Applications, em empresas com até 500 funcionários o IE6 responde por 8%
dos browsers utilizados. Em empresas com mais de 50 mil pessoas, o IE6 detém
uma fatia de 12%.

“É encorajador ver que as empresas estão se atualizando em
massa, do IE6 para o IE8 e outros navegadores modernos”, disse Vince
Vizzaccaro, vice-presidente de marketing da Net Applications. “Isso permite que
padrões mais novos tomem seu lugar, tornando a experiência de uso dos
navegadores mais rápida e consistente.”

Capriotti não chegou a estimar uma data para a próxima queda
marcante do IE6 – uma queda abaixo de 10%, por exemplo . “Não tenho bola de
cristal, mas temos uma boa trajetória em andamento.”

Se o IE6 continuar a perder mercado como tem ocorrido nos
últimos três meses, ele cairá para abaixo dos 10% do mercado em maio de 2011. A
Microsoft prometeu dar suporte de atualizações de segurança ao navegador até
abril de 2014.

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