Abinee é contra proposta de Bolsonaro para fim da tomada de três pinos

Indústria elétrica chama possibilidade de mudança de "retrocesso", e destaca que o fim da obrigatoriedade do padrão poderia aumentar número de acidentes

Foto: Foto: Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo
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Na última terça-feira (18), integrantes do governo do presidente Jair Bolsonaro sinalizaram para o fim da exigência de tomadas de três pinos, que se tornaram obrigatórias desde 2011. Só que a possibilidade de mudança não foi bem vista pela indústria elétrica que, por meio da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), se posicionou contra a alteração proposta pelo governo.

Nas palavras da entidade, “o retorno à situação anterior representa um retrocesso na prevenção de acidentes”, além do fato que “a mudança já foi assimilada pelo consumidor e uma alteração agora traria ônus à população”. De acordo com a Abinee, entre 2000 e 2010, antes da adoção do novo padrão, a média anual de incidentes fatais provocados por choques elétricos era de 1.5 mil ocorrência. Agora, segundo números de 2019, a média é de 600 casos anuais (queda de 150%).

Além disso, a organização destaca que não há um modelo universal de tomada para todos os países. “Hoje não há um padrão internacional único estabelecido como regra. Dessa forma, todo país que preza por normas organizadas desenvolveu seu próprio padrão, de acordo com as características de seus mercados. Os países dispõem de modelos diversos de tomadas de três pinos para proteção das pessoas e instalações. Hoje existem mais de 110 existentes formatos vigentes”, disse.

Carlos Alexandre da Costa, secretário especial de Produtividade e Competitividade do governo Bolsonaro, está à frente do projeto que prevê a mudança nas regras para tomadas de três pinos. Para o secretário, a ideia não é retornar ao padrão anterior, mas sim democratizar o uso de diferentes formatos, dando liberdade para que os próprios consumidores escolham qual versão preferem utilizar.

Fonte: Convergência Digital

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