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Acesso a documentos do WikiLeaks é bloqueado na China

A proibição acontece depois de alguns deles indicarem que o governo chinês seria o responsável por ataques aos servidores da Google.

IDG News Service

30/11/2010 às 9h22

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A China bloqueou o acesso de sua população aos mais de 250 mil documentos confidenciais de embaixadas norte-americanas publicados no último domingo (28/11) pelo site WikiLeaks. A proibição, que ocorreu ontem (29/11), inclui a página Cablegate.wikileaks.org e alguns artigos em língua chinesa relacionados ao assunto.


O bloqueio acontece depois de alguns deles indicarem que o governo chinês teria sido o responsável por ataques aos servidores da Google em dezembro de 2009.

"Esperamos que os Estados Unidos lidem com as questões relevantes", declarou Hong Lei, um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, durante entrevista coletiva em Pequim, nesta terça-feira (30/11).  

No entanto, não houve nenhum comentário sobre o assunto tratado nos arquivos. "Quanto ao conteúdo dos documentos, não vamos comentar nada sobre ele", disse Lei. 

Esta não é a primeira vez que o governo local decide bloquear sites estrangeiros. Atualmente, YouTube, Twitter e Facebook continuam inacessíveis no país.

WikiLeaks
Segundo o jornal New York Times – reproduzindo os arquivos do WikiLeaks – “A invasão da Google era parte de uma campanha coordenada de sabotagem de computadores, realizadas por agentes do governo chinês, especialistas em segurança privada e cibercriminosos recrutados pelas autoridades daquele país. Eles invadiram PCs do governo norte-americano, do líder tibetano Dalai Lama e de empresas americanas desde 2002.”

Especialistas em segurança já afirmaram que os ataques  partiram de servidores de uma universidade usada por militares chineses. Tanto a Google quanto o Departamento de Estado norte-americano sempre suspeitaram do governo chinês, mas ninguém havia apresentado provas conclusivas a respeito.

A Google foi uma das mais de 30 empresas que foram alvo dos ataques, conhecidos como Aurora. A gigante das buscas afirmou que o objetivo principal dos hackers foi o acesso às contas do Gmail de ativistas dos direitos humanos, e que o ataque, aparentemente, falhou.

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