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Acordo Apple e IBM inclui apps móveis corporativas, iPad, iPhone e serviços

A parceria exclusiva coloca a Apple mais perto do coração dos negócios corporativos. IBM vai desenvolver mais de 100 apps para iOS dentro da sua iniciativa MobileFirst

Dan Moren - Macworld USA

15/07/2014 às 18h25

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A Apple está dando sua arrancada na direção do mercado corporativo de TI na companhia da IBM. As duas empresas anunciaram nesta terça-feira, 15/07, uma parceria pela qual a IBM vai desenvolver apps para iOS para seus serviços de big data e analytics e promover a venda de iPhones e iPads para seus clientes.

Segundo as empresas, a parceria "visa redefinir o jeito como vamos trabalhar, endereça os grandes desafios da indústria sobre mobilidade e acende a chama da verdadeira mudança dos negócios pela veia móvel".

O acordo coloca a IBM, um dos grandes players do mercado de TI corporativa global, desenvolvendo mais de 100 aplicativos e serviços exclusivamente para o sistema operacional iOS, da Apple. A IBM também vai adequar seus serviços de cloud para iOS e prover ativação e gestão de dispositivos iOS para seus clientes. A Apple, em contrapartida, vai oferecer novas garantiras do seu serviço AppleCare para clientes corporativos.

Aliança Radical

cook e ginni 520

"Pela primeira vez estamos colocando as ferramentas renomadas da IBM em big data analytics na ponta dos dedos dos usuários de iOS. Esse é um passo radical na direção do mercado corporativo e algo que apenas a Apple e a IBM poderiam oferecer", diz o CEO da Apple, Tim Cook.

"O iPhone e o iPad mudaram a forma de trabalho das pessoas. Mais de 98% das empresas na lista da Fortune 500 e mais de 92% das companhias da lista Global 500 usam dispostivos iOS em seus negócios hoje", diz Cook.

"Essa aliança com a Apple vai ampliar nosso movimento de trazer inovação para nossos clientes globais e tirar vantagem da liderança da IBM em analytic, cloud, software e serviços", declarou Ginni Rometty, Chairman, Presidente e CEO da IBM. "Estamos encantados com a parceria com a Apple, cujas inovações transformaram nossas vidas de forma permanente. Nossa aliança vai trazer o mesmo tipo de impacto na forma como as pessoas trabalham, como as empresas operam e como as companhias desempenham", diz Ginni Rometty.

Quatro componentes

A parceria Apple + IBM tem quatro grandes componentes. Primeiro, e sem dúvida mais importante, é o fato de que as duas empresas vão colaborar no desenvolvimento de software - incluindo apps nativas para iOS - para atividades de verticais específicas da indústria. Entre as verticais atendidas estão varejo, saúde, bancos, viagens e transportes, telecom e seguros mas, segundo as empresas, outras mais virão. Esses aplicativos estarão disponíveis a partir do terceiro trimestre deste ano sob o guarda-chuva da iniciativa MobileFirst, da IBM, e continuarão a ser lançados ao longo de 2015.

O segundo componente da aliança é a oferta de serviços de TI. Nesse caso, a IBM também vai trazer seu expertise em serviços e oferecer soluções de cloud "end-to-end" para atividades corporativas típicas, incluindo analytics, gestão de fluxo de trabalho, storage, gestão de dispositivos, segurança e integração.

O suporte à TI corporativa é o terceiro elemento da parceria. As duas empresas também estão se juntando para oferecer estrutura de suporte para departamentos corporativos de TI e usuários finais no regime de 24x7 com o AppleCare for Enterprise enquanto que o serviço on-site será provido pela IBM.  A área de serviços é um dos segmentos em que a Apple fica sob fogo. Ao se juntar com a IBM, que detém conhecimento dos serviços corporativos, a Apple consegue colocar seus pés na área de negócios sem se distrair do seu core no antendimento ao consumidor final.

A quarta peça é a venda de soluções completas de mobilidade pela IBM incluindo iPhones, iPads e serviços de gestão e setup.

A aliança sinaliza uma situação ganha-ganha para as duas empresas que, nas últimas três décadas, têm atuado hora como concorrentes, hora como competidores. Elas se enfrentaram no início da computação pessoal, com plataformas concorrentes, mas trabalharam juntas na plataforma PowerPC que equipou os Macs de 1994 até 2006, quando a Apple mudou seu foco e passou a usar processadores Intel. 

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