Adobe vai parar de fornecer seus serviços na Venezuela

A empresa está apenas seguindo ordens do governo norte-americano

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Em agosto, Donald Trump proibiu quase todo o comércio entre os Estados Unidos e a Venezuela com a intenção de forçar Nicolás Maduro a renunciar. Em decorrência disso, a Adobe, que é uma empresa norte-americana, cortou o fornecimento de seus softwares para o país sul-americano.

Agora, os usuários venezuelanos têm até dia 28 de outubro para fazer o download de seus arquivos, já que, após esse período, suas contas serão desativadas por tempo indeterminado. “Continuaremos a monitorar de perto os desenvolvimentos e faremos todos os esforços para restaurar os serviços na Venezuela assim que for legalmente permitido”, escreveu a empresa em uma página feita para esclarecer dúvidas sobre a situação.

Para esclarecer sua decisão, a Adobe explicou que o “governo dos EUA emitiu a ordem executiva 13884, cujo efeito prático é proibir quase todas as transações e serviços entre empresas, entidades e indivíduos dos Estados Unidos na Venezuela”. A sanção anunciada por Trump congela todos os ativos do governo venezuelano nos Estados Unidos e impede transações entre os países, assim como fez com Coreia do Norte, Irã e Cuba.

Michelle Bachelet, chefe de direitos humanos da ONU, disse que por ser extremamente ampla, a sanção afetará, até mesmo, os setores mais vulneráveis da sociedade venezuelana. Para Geoff Ramsey, advogado de direitos humanos, a medida é “incrivelmente contraproducente”, visto que “qualquer ONG da sociedade civil ou meio de comunicação independente que contam com cópias registradas do Photoshop, InDesign ou Acrobat, será afetada”.

Ainda não se sabe quais outras empresas de tecnologia respeitarão a sanção imposta por Trump.

Fonte: BBC

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