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Agentes federais dos EUA usam Facebook para investigar suspeitos

Documento revela que policiais e outros agentes atuam disfarçados nas redes sociais em busca de informações sobre criminosos.

Sarah Jacobsson, da PC World/EUA

17/03/2010 às 15h38

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Eis uma boa razão para tomar cuidado com o que você publica no Facebook: agentes federais norte-americanos podem estar de olho. Um documento interno do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, obtido pela Electronic Frontier Foundation (EFF), mostra que agentes federais têm participado de redes sociais sob pretexto de combater crimes.

De acordo com a apresentação de 33 páginas, que foi obtida pela EFF na Justiça com base na lei americana de liberdade de informação, agentes federais podem usar sites de redes sociais para garimpar informações de e sobre suspeitos.

As seguintes informações, disponíveis em redes sociais, são listadas pelo documento como provas válidas:

1. Revelar comunicações pessoais

2. Estabelecer motivos e relacionamentos pessoais

3. Oferecer informações de localização

4. Comprovar e desmentir álibis

5. Estabelecer crimes ou atividades criminais

O documento apresenta brevemente quatro sites de rede social (Facebook, MySpace, Twitter e LinkedIn) e como se pode obter informação deles. O Facebook, por exemplo, "coopera com frequencia em solicitações de emergência", enquanto o Twitter "não conserva dados sem um processo legal". O LinkedIn pode ser usado para "identificar especialistas", mesmo considerando que "seu uso para comunicações criminosas pareça limitado".

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Atividade de risco
Mas tais disfarces poderiam representar um problema para o Departamento de Justiça, já que o próprio órgão processou um cidadão americano em 2008 por usar uma identidade falsa no MySpace.

Naquele ano, Lori Drew criou uma conta falsa para atormentar uma das colegas de escola de sua filha. Mais tarde, a menina suicidou-se depois de receber uma mensagem da conta falsa, que disse que o mundo seria melhor sem ela.

Drew recebeu três condenações menores, que posteriormente foram revogadas por um juiz. O documento pergunta, a respeito do caso Drew: "Se agentes violam os termos do serviço, será que eles cometem 'atividade ilegal'?" O documento não fornece resposta.

Notícias de que agentes legais dos EUA atuam infiltrados no Facebook e no MySpace não são novas, mas a liberação deste documento expõe algumas questões.

O trabalho sob disfarçe tem existido há tempos, mas há limites para os disfarçes utilizados no mundo real que não existem no mundo online.

Como ressaltou a Associated Press, no mundo real um agente não seria capaz de se passar por seu melhor amigo, esposa ou parente - mas, online, ele pode.

Por outro lado, o fato de que os governos começam a levar as redes sociais a sério poderia trabalhar a seu favor - afinal, há pelo menos um caso em que acusações foram retiradas por causa de uma atualização de status do Facebook.

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