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Amazon realiza competição de robôs, mas nega substituir funcionários

Desafio da varejista busca robôs que consigam desempenhar tarefas-chave em depósitos. Robô vencedor foi criado por empresa holandesa

Da Redação

05/07/2016 às 17h27

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No ano passado, a Amazon lançou uma competição para robôs com o objetivo de encontrar a tecnologia mais sofisticada para ser aplicada em seus depósitos.

Agora, a varejista chega a sua segunda edição com um novo vencedor para 2016 – um robô desenvolvido em parceria pela Delft Robotics Institute e pela companhia Delft Robotics, da Holanda. 

A Amazon pede para que os competidores cumpram tarefas como pegar uma série de produtos, desde papel higiênico a roupas. Depois, eles são avaliados pela velocidade que conseguem concluir tarefas e a taxa de acerto.

No caso do vencedor, o robô conseguiu pegar 100 itens por hora com taxa de erro de 16,7%. Pode parecer pouco quando comparado com um humano, que consegue pegar 400 itens por hora. Mas o vencedor deste ano mostrou um grande avanço comparado ao melhor da edição passada. O robô eleito em 2015 conseguia pegar 30 itens com o mesmo tempo. 

Para mostrar resultados mais competitivos e eficientes, a Deft recorreu à inteligência artificial para sofisticar o seu robô.  

Os pesquisadores usaram técnicas de deep learning, que consegue selecionar padrões recorrentes em enorme quantidade de dados. Com isso, eles conseguiram analisar scans 3D de objetos para ensinar ao robô o que ele precisava pegar e substituir. 

A Amazon tem investido pesado em robótica nos últimos anos. Em 2012, a companhia comprou a empresa Kiva por US$ 775 milhões. Até então, a varejista conta com cerca de 30 mil robôs Kiva que trabalham em seus estoques. A ideia é que o robô da Deft possa “emprestar” sofisticação ao time de robôs existentes ou a uma nova geração deles. 

Apesar dos esforços em robótica, a Amazon diz que máquinas não substituirão seres humanos. A TechRepublic, um representante da companhia disse que a robótica melhora o trabalho para funcionários e não os substitui. Segundo ele, a varejista continua a contratar, no caso, humanos. “Muitas dessas vagas estão sendo criadas em prédios onde funcionários estão trabalhando junto com unidades robóticas na Amazon”, disse.

 

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